Saturday, January 14, 2006
O(S) ROSSIO(S) DA NOSSA VERGONHA
Em tristes tempos, que muito felizmente já lá vâo, o Rossio de Alcobaça chamava-se Praça Dr Oliveira Salazar. Agora, felizmente regressados os tempos da Democracia chama-se, como todos deveríamos saber: Praça 25 de Abril. O que não quer simplesmente dizer que uma suposta ordem ditatorial tenha sido substituida por uma suposta desordem pseudo-democrática. Escrevo isto a propósito de um facto que considero tão desastroso como tudo o que se relaciona com o atraso pré-histórico de muitos condutores portugueses... Trocando a coisa por miúdos, devo esclarecer que ainda hoje, sábado, fiquei estarrecido e desolado com a quantidade de viaturas que circulam e estacionam no espaço daquela praça. Relembrando que um dos elementares pressupostos das suas decorrentes obras de requalificação era precisamente o de tirar dali a circulação rodoviária... E, já agora, que mesmo em frente ao Posto de Turismo estão colocados sinais de trânsito que, pura e simplesmente, proibem o estacionamento e a circulação automóvel naquele local. Pois o que acontece é que, apesar disso, muitos automóveis e camionetas por lá continuam a circular e a estacionar. Como perguntaria o sempre politicamente incorrecto Leslie Nielsen: "Onde é que pára a polícia?"...
Tuesday, January 10, 2006
CINE-TEATRO ATIRA-SE PARA A FRENTE. E BEM!
Quem também parece não estar mesmo nada disposto a morrer é o Cine-Teatro de Alcobaça. Ainda bem! Embora por aí haja muito boa gentinha a torcer por isso. Quando muitos já se preparavam para afiar as garras face a uma provável quebra de qualidade e quantidade na sua programação, eis que aquela jóia do património arquitectónico e cultural alcobacense volta a dar um arzinho da sua graça e mais um salto para a frente. E que salto!
Recebi hoje, através de um simpáttico e-mail, o seu cartaz de programação para este trimestre e mais alguma coisinha de Maio... Pois é. Essa coisinha de Maio é, nem mais nem menos, uma actuação do génio pop/ melancólico Lloyd Cole no Cine-Teatro de Alcobaça, o que já não é pouco... Se além disso aqui se evidenciar que duas semanas antes desse concerto a mesmíssima sala de espectáculos irá receber uma actuação do astro minimalista Michael Nyman, vê-se logo que a coisa promete, não é? E não é apenas porque os tipos são estrangeiros, porque o problema é que eles são ambos muitíssimo bons!
Recebi hoje, através de um simpáttico e-mail, o seu cartaz de programação para este trimestre e mais alguma coisinha de Maio... Pois é. Essa coisinha de Maio é, nem mais nem menos, uma actuação do génio pop/ melancólico Lloyd Cole no Cine-Teatro de Alcobaça, o que já não é pouco... Se além disso aqui se evidenciar que duas semanas antes desse concerto a mesmíssima sala de espectáculos irá receber uma actuação do astro minimalista Michael Nyman, vê-se logo que a coisa promete, não é? E não é apenas porque os tipos são estrangeiros, porque o problema é que eles são ambos muitíssimo bons!
INÊS DE CASTRO CONTINUA A FAZER DAS SUAS
Pois é. Terminaram as comemorações dos 650 anos do falecimento de Inês de Castro. Contudo, a sua memória continua a mostrar-se e recomendar-se em Alcobaça. O assunto parece e não deverá morrer por aqui... Enquanto se aguarda o lançamento local da edição em livro da peça de teatro Linda Inês ou o Grande Desvairo, de Armando Martins Janeira, recentemente editada pela nóvel Pássaro de Fogo, a nossa Biblioteca Municipal surpreendeu-nos com uma excelente e imperdível exposição de fotografia: sob o título Pedro e Inês, essa exposição mostra lustrosos e delicados trabalhos fotográficos de autoria do alcobacense João Daniel, que ali irão namorar os alcobacenses mais interessados por estas coisas entre 1o de Janeiro e 11 de Fevereiro. E se aquelas fotografias são mesmo um primor a preto e branco, não deixo de aqui chamar também a atenção para as originalíssimas molduras que o João Daniel idealizou e concebeu para esta sua exposição- quem não for ver essas lindas fotos nunca sonhará sequer com o que perdeu. E será mesmo muito!...
Friday, December 30, 2005
Monday, December 26, 2005
França Promete Liquidar Sacos de Plástico
Uma das leituras que mensalmente considero indispensáveis é a da revista Tempo Livre. Editada pelo não menos indispensável Inatel. Entre as suas rubricas de que tento não perder pitada avulta a Olho Vivo. Na qual são publicadas observações sobre coisas tão essenciais que nem sempre damos por elas no nosso dia a dia. Foi precisamente na Olho Vivo de Dezembro de 2005 que li uma notícia pequena no seu tamanho físico, mas enormíssima no seu dimensionamento político , cultural e social. Sob o título Fim aos Sacos, ali se anunciava que o Parlamento francês havia recentemente decidido legalizar um procedimento cuja finalidade é acabar de vez com o fabrico e utilização de sacos de plástico. Procedimento decidido por unanimidade e cuja concretização legal ficou determinada para 2010. Esse procedimento legal plasma que esse género de sacos deverá ser gradualmente substituído por sacos fabricados em material bio-degradável. Facto que, segundo aquela notícia, além de merecer o apoio dos ecologistas parece também estar a entusiasmar grande parte dos agricultores franceses. A satisfação deste últimos deve-se ao facto de esses sacos do futuro deverem fabricados em material proveniente de produtos agrícolas como o milho, a batata ou o tomate. É claro que o conteúdo dessa notícia me interessou, acima de tudo pelos benefícios ambientais que advirão desse procedimento. Recordando que um tradicional saco de plástico demora mais de 400 anos a desaparecer da superfície terrestre. Causando, por exemplo, a morte de inúmeros animais marinhos. Todavia, e a nível puramente pessoal, devo aqui esclarecer que esta notícia me emocionou também pelo simples facto de eu mesmo nunca ter gostado de sacos de plástico!
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