Saturday, January 21, 2006

ONDE PÁRA A POLÍCIA? (PARTE 2)

Uma semana depois, regressei hoje ao centro histórico de Alcobaça. Relembrando que a falta de respeito de alguns automobilistas pela cidade, pelos seus cidadãos e pelos seus tão desejados visitantes se verifica também noutros locais, e não só no Rossio... Dois desses exemplos são os da Rua Alexandre Herculano e do Largo 5 de Outubro, onde alguns automobilistas, além de circularem e quase atropelarem quem por lá passeia, ainda se dão ao luxo de estacionar em cima de tudo quanto é passeio, reduzindo drasticamente o espaço necessário aos peões... A isto se pode lamentavelmente juntar idêntico procedimento na Rua Dr Brilhante, onde cada vez mais automóveis estacionam no local (devidamente assinalado) nessa rua destinado ao estacionamento dos autocarros que até à nossa cidade transportam os tão ansiados turistas... Já nem no norte de África se vêm destas coisas, não acham?

Saturday, January 14, 2006

O(S) ROSSIO(S) DA NOSSA VERGONHA

Em tristes tempos, que muito felizmente já lá vâo, o Rossio de Alcobaça chamava-se Praça Dr Oliveira Salazar. Agora, felizmente regressados os tempos da Democracia chama-se, como todos deveríamos saber: Praça 25 de Abril. O que não quer simplesmente dizer que uma suposta ordem ditatorial tenha sido substituida por uma suposta desordem pseudo-democrática. Escrevo isto a propósito de um facto que considero tão desastroso como tudo o que se relaciona com o atraso pré-histórico de muitos condutores portugueses... Trocando a coisa por miúdos, devo esclarecer que ainda hoje, sábado, fiquei estarrecido e desolado com a quantidade de viaturas que circulam e estacionam no espaço daquela praça. Relembrando que um dos elementares pressupostos das suas decorrentes obras de requalificação era precisamente o de tirar dali a circulação rodoviária... E, já agora, que mesmo em frente ao Posto de Turismo estão colocados sinais de trânsito que, pura e simplesmente, proibem o estacionamento e a circulação automóvel naquele local. Pois o que acontece é que, apesar disso, muitos automóveis e camionetas por lá continuam a circular e a estacionar. Como perguntaria o sempre politicamente incorrecto Leslie Nielsen: "Onde é que pára a polícia?"...

Tuesday, January 10, 2006

CINE-TEATRO ATIRA-SE PARA A FRENTE. E BEM!

Quem também parece não estar mesmo nada disposto a morrer é o Cine-Teatro de Alcobaça. Ainda bem! Embora por aí haja muito boa gentinha a torcer por isso. Quando muitos já se preparavam para afiar as garras face a uma provável quebra de qualidade e quantidade na sua programação, eis que aquela jóia do património arquitectónico e cultural alcobacense volta a dar um arzinho da sua graça e mais um salto para a frente. E que salto!
Recebi hoje, através de um simpáttico e-mail, o seu cartaz de programação para este trimestre e mais alguma coisinha de Maio... Pois é. Essa coisinha de Maio é, nem mais nem menos, uma actuação do génio pop/ melancólico Lloyd Cole no Cine-Teatro de Alcobaça, o que já não é pouco... Se além disso aqui se evidenciar que duas semanas antes desse concerto a mesmíssima sala de espectáculos irá receber uma actuação do astro minimalista Michael Nyman, vê-se logo que a coisa promete, não é? E não é apenas porque os tipos são estrangeiros, porque o problema é que eles são ambos muitíssimo bons!

INÊS DE CASTRO CONTINUA A FAZER DAS SUAS

Pois é. Terminaram as comemorações dos 650 anos do falecimento de Inês de Castro. Contudo, a sua memória continua a mostrar-se e recomendar-se em Alcobaça. O assunto parece e não deverá morrer por aqui... Enquanto se aguarda o lançamento local da edição em livro da peça de teatro Linda Inês ou o Grande Desvairo, de Armando Martins Janeira, recentemente editada pela nóvel Pássaro de Fogo, a nossa Biblioteca Municipal surpreendeu-nos com uma excelente e imperdível exposição de fotografia: sob o título Pedro e Inês, essa exposição mostra lustrosos e delicados trabalhos fotográficos de autoria do alcobacense João Daniel, que ali irão namorar os alcobacenses mais interessados por estas coisas entre 1o de Janeiro e 11 de Fevereiro. E se aquelas fotografias são mesmo um primor a preto e branco, não deixo de aqui chamar também a atenção para as originalíssimas molduras que o João Daniel idealizou e concebeu para esta sua exposição- quem não for ver essas lindas fotos nunca sonhará sequer com o que perdeu. E será mesmo muito!...

Friday, December 30, 2005


Jose Alberto Vasco Posted by Picasa

Monday, December 26, 2005

França Promete Liquidar Sacos de Plástico

Uma das leituras que mensalmente considero indispensáveis é a da revista Tempo Livre. Editada pelo não menos indispensável Inatel. Entre as suas rubricas de que tento não perder pitada avulta a Olho Vivo. Na qual são publicadas observações sobre coisas tão essenciais que nem sempre damos por elas no nosso dia a dia. Foi precisamente na Olho Vivo de Dezembro de 2005 que li uma notícia pequena no seu tamanho físico, mas enormíssima no seu dimensionamento político , cultural e social. Sob o título Fim aos Sacos, ali se anunciava que o Parlamento francês havia recentemente decidido legalizar um procedimento cuja finalidade é acabar de vez com o fabrico e utilização de sacos de plástico. Procedimento decidido por unanimidade e cuja concretização legal ficou determinada para 2010. Esse procedimento legal plasma que esse género de sacos deverá ser gradualmente substituído por sacos fabricados em material bio-degradável. Facto que, segundo aquela notícia, além de merecer o apoio dos ecologistas parece também estar a entusiasmar grande parte dos agricultores franceses. A satisfação deste últimos deve-se ao facto de esses sacos do futuro deverem fabricados em material proveniente de produtos agrícolas como o milho, a batata ou o tomate. É claro que o conteúdo dessa notícia me interessou, acima de tudo pelos benefícios ambientais que advirão desse procedimento. Recordando que um tradicional saco de plástico demora mais de 400 anos a desaparecer da superfície terrestre. Causando, por exemplo, a morte de inúmeros animais marinhos. Todavia, e a nível puramente pessoal, devo aqui esclarecer que esta notícia me emocionou também pelo simples facto de eu mesmo nunca ter gostado de sacos de plástico!