Começámos o mês com a XIV Feira do Livro de Alcobaça e preparamo-nos agora para também o fechar com a dita. E o caso não é para menos! Não é que a direcção daquele evento, mais uma vez sob a responsabilidade de Daniel Figueiredo, decidiu apresentar, mesmo na parte central do seu recinto, um evento nunca anteriormente visto em Alcobaça: um ensaio ao vivo e em directo dos Red Line, a mais jovem banda alcobacense da área pop/rock? O inovador acontecimento vai ter lugar na noite de sábado, 25 de Fevereiro, a partir das 21 horas, no Mercoalcobaça, e promete mesmo levar aquele pavilhão ao rubro (e bem precisa, dado que faz mesmo lá muito frio...).
Os Red Line foram formados já este ano e além de festas particulares e de uma actuação nas Termas da Piedade esta será mesmo a sua primeira grande prova de fogo! Resta-nos informar que os Red Line são constituidos pelo João (vocalista), pelo Filipe Damião e pelo Luis Ramos (guitarristas), pelo José Vasco (baixista) e pelo Diogo Freire (baterista), ficando aqui a dica de que os dois últimos vêm de casas muito exigentes em termos musicais, dado serem, respectivamente, filhos do musicógrafo José Alberto Vasco (também criador deste blogue...) e do professor Aníbal Freire (antigo campeão mundial de acordeão).
Já agora, fica também aqui a informação de que este ensaio ao vivo vai ser tão completo e integral que até vai incluir a montagem e a desmontagem dos instrumentos e da aparelhagem de som. Nem os Rolling Stones fariam melhor!...
Friday, February 24, 2006
Tuesday, February 21, 2006
QUANDO É QUE ALCOBAÇA DEIXARÁ DE TER MAIS OLHOS QUE BARRIGA EM MATÉRIA DE MUSEUS?
Segundo parece, (muit)os portugueses continuam a brincar com a chamada Colecção Berardo. Que, versando essencialmente (toda) a arte contemporânea, tem uma dimensão física e económica aparentemente desmedidas para as vistas curtas de quem muitas vezes nos (des)governa. Devido a um acordo entre o proprietário e a edilidade de Sintra, uma boa parte daquela preciosa colecção de arte tem estado exposta num curioso palacete edificado em 1920, situado naquela vila, na Avenida Heliodoro Salgado. Contudo, a dimensão física daquela colecção obrigou a que outra sua boa parte tivesse de ser deslocada para salas e armazéns do Centro Cultural de Belém, enquanto uma sua outra boa parte vai sendo correntemente exibida em vários museus de Portugal e outros países. Isto para não dizer que, entretanto, o Comendador Berardo continuou a comprar arte um pouco por todo o mundo, o que significa, segundo consta, que já conta com cerca de mais um milhar de obras artísticas par além daquilo que já era publicamente conhecido...
Entretanto, e tendo chegado ao fim o prazo acordado com a edilidade sintrense, Joe Berardo começou a pensar em novo local para instalar e conservar a sua colecção, tentando, acima de tudo, que essa modificação proporcionasse um local mais adequado para a exposição das suas inúmeras e valiosa peças. Isso significou que outros países se interessassem em atrair a Colecção Berardo para o seu território e que o governo português tivesse tentado meter mãos à obra no mesmo sentido... Todavia, essas negociações nem sempre têm decorrido de forma edificante e, segundo parece, o Estado português tem mesmo metido os pés pelas mãos, e vice-versa, o que já começa a irritar um Joe Berardo que tem plena consciência do valor da sua colecção de arte (foi ele que a seleccionou e pagou, não foi?). Entretanto, a pacoviada começou a assentar arraiais nesta questão, e, segundo tem constado, houve outras edilidades que aparentaram começar a interessar-se em atrair aquela colecção para os seus concelhos. Caldas da Rainha e Alcobaça são dois dos casos conhecidos, e o que mais nos interessa é precisamente o último, ainda para mais quando tem sido avançado nalguma imprensa que o Dr Gonçalves Sapinho e os seus pares haviam tido a luminosa ideia de a tentar instalar nas secções ainda desocupadas da Ala Norte do Mosteiro de Alcobaça. E a verdade é que este posicionamento do autarca alcobacense se mostra básica e completamente desadequado e desajustado, não só pela diferença etária e estilística entre a maioria daquelas obras (século XX) e o próprio Mosteiro (século XIII), mas essencialmente pelo importante e essencial facto de nenhuma sala daquele edifício poder proporcionar as condições de espaço, temperatura e humidade necessárias à sua boa conservação e manutenção. E aqui relembro que a Colecção Berardo inclui arte moderna, azulejaria, posters, minerais e esculturas africanas, além de uma imensidão de obras que abrangem a instalação contemporânea e que nada têm a ver com a ambiência de um mosteiro histórica e fisicamente muito mais adequado para outros género de arte (gótico, barroco, etc). É claro que não seria aconselhável e viável que o Mosteiro de Alcobaça pudesse enveredar por tipologias radicalmente tão diferentes da sua e que, por esse mundo fora, nos mostram claros exemplos dessa desadequação do nosso mosteiro: a pintura A Closer Grand Canyon, de David Hockney, exposta no Centre Georges Pompidou, em Paris, tem 3,30 metros de altura e 7,44 de comprimento/ a escultura metálica Snake, de Richard Serra, exposta no Museo Guggenheim, de Bilbao, tem 6,82 metros de altura e 31,65 de comprimento/ o helicóptero Bell-47D1, da Bell Helicopters Inc, exposto no Moma, em New York, tem 3,02 metros de altura e 12,72 de comprimento. Se Joe Berardo optasse por peças desse dimensionamento físico e artístico onde é que elas poderiam caber no nosso Mosteiro?
Pois é. Neste caso, tal como em muitos outros, seria bom que Alcobaça deixasse de ter mais olhos que barriga e, recordando que além do próprio Mosteiro a nossa cidade não tem qualquer museu digno desse nome, em termos de inventariação, conservação e exposição, se voltasse é para o que tem dentro de si (Museu Vieira Natividade, Central Eléctrica da Fiação e Tecidos, Museu da Cidade,etc), tratanto, finalmente, de optar por uma autêntica orientação de nível museológico. Trazer para Alcobaça a Colecção Berardo só seria possível e admissível se se construisse uma infra-estrutura adequada para esse efeito (e neste caso, o modelo nacional poderá ser o Museu de Serralves) e, neste âmbito, parece-me que Alcobaça deverá ter outras prioridades e outras necessidades, aqui se recordando a urgência que a nossa cidade terá em alterar radicalmente o espaço actualmente ocupado pelo Mercoalcobaça, deitando abaixo o que agora lá está conbstruido e substituindo-o por um eficiente e adequado Pavilhão Multiusos!
Entretanto, e tendo chegado ao fim o prazo acordado com a edilidade sintrense, Joe Berardo começou a pensar em novo local para instalar e conservar a sua colecção, tentando, acima de tudo, que essa modificação proporcionasse um local mais adequado para a exposição das suas inúmeras e valiosa peças. Isso significou que outros países se interessassem em atrair a Colecção Berardo para o seu território e que o governo português tivesse tentado meter mãos à obra no mesmo sentido... Todavia, essas negociações nem sempre têm decorrido de forma edificante e, segundo parece, o Estado português tem mesmo metido os pés pelas mãos, e vice-versa, o que já começa a irritar um Joe Berardo que tem plena consciência do valor da sua colecção de arte (foi ele que a seleccionou e pagou, não foi?). Entretanto, a pacoviada começou a assentar arraiais nesta questão, e, segundo tem constado, houve outras edilidades que aparentaram começar a interessar-se em atrair aquela colecção para os seus concelhos. Caldas da Rainha e Alcobaça são dois dos casos conhecidos, e o que mais nos interessa é precisamente o último, ainda para mais quando tem sido avançado nalguma imprensa que o Dr Gonçalves Sapinho e os seus pares haviam tido a luminosa ideia de a tentar instalar nas secções ainda desocupadas da Ala Norte do Mosteiro de Alcobaça. E a verdade é que este posicionamento do autarca alcobacense se mostra básica e completamente desadequado e desajustado, não só pela diferença etária e estilística entre a maioria daquelas obras (século XX) e o próprio Mosteiro (século XIII), mas essencialmente pelo importante e essencial facto de nenhuma sala daquele edifício poder proporcionar as condições de espaço, temperatura e humidade necessárias à sua boa conservação e manutenção. E aqui relembro que a Colecção Berardo inclui arte moderna, azulejaria, posters, minerais e esculturas africanas, além de uma imensidão de obras que abrangem a instalação contemporânea e que nada têm a ver com a ambiência de um mosteiro histórica e fisicamente muito mais adequado para outros género de arte (gótico, barroco, etc). É claro que não seria aconselhável e viável que o Mosteiro de Alcobaça pudesse enveredar por tipologias radicalmente tão diferentes da sua e que, por esse mundo fora, nos mostram claros exemplos dessa desadequação do nosso mosteiro: a pintura A Closer Grand Canyon, de David Hockney, exposta no Centre Georges Pompidou, em Paris, tem 3,30 metros de altura e 7,44 de comprimento/ a escultura metálica Snake, de Richard Serra, exposta no Museo Guggenheim, de Bilbao, tem 6,82 metros de altura e 31,65 de comprimento/ o helicóptero Bell-47D1, da Bell Helicopters Inc, exposto no Moma, em New York, tem 3,02 metros de altura e 12,72 de comprimento. Se Joe Berardo optasse por peças desse dimensionamento físico e artístico onde é que elas poderiam caber no nosso Mosteiro?
Pois é. Neste caso, tal como em muitos outros, seria bom que Alcobaça deixasse de ter mais olhos que barriga e, recordando que além do próprio Mosteiro a nossa cidade não tem qualquer museu digno desse nome, em termos de inventariação, conservação e exposição, se voltasse é para o que tem dentro de si (Museu Vieira Natividade, Central Eléctrica da Fiação e Tecidos, Museu da Cidade,etc), tratanto, finalmente, de optar por uma autêntica orientação de nível museológico. Trazer para Alcobaça a Colecção Berardo só seria possível e admissível se se construisse uma infra-estrutura adequada para esse efeito (e neste caso, o modelo nacional poderá ser o Museu de Serralves) e, neste âmbito, parece-me que Alcobaça deverá ter outras prioridades e outras necessidades, aqui se recordando a urgência que a nossa cidade terá em alterar radicalmente o espaço actualmente ocupado pelo Mercoalcobaça, deitando abaixo o que agora lá está conbstruido e substituindo-o por um eficiente e adequado Pavilhão Multiusos!
Saturday, February 18, 2006
UM BELÍSSIMO POEMA SOBRE A SERRA DOS CANDEEIROS
Embora esse facto tenha suscitado alguns protestos, este blogue deciciu dedicar integralmente esta semana à comunicação "Um Livro- Uma Conferência", que o historiador António Valério Maduro proferirá amanhã, às 15 horas, nos Moleanos, no Lagar do Barreirão. Fizemo-lo porque pensamos que quer aquele historiador quer o seu oprimido livro "A Produção do Azeite nas Terras de Alcobaça" o merecem, não só pela indiscutível qualidade daquela obra literária como pela lamentável situação a que uma enorme maioria dos seus exemplares tem estado inquisitorialmente sujeita, retida em caixotes num armazém do museu que a encomendou, desde 2002... Numa minha última tentativa de seduzir alguns indecisos, tomei a liberdade de aqui editar um belíssimo poema de José do Carmo Francisco, publicado na edição de 31 de Janeiro deste ano do mensário A Voz de Alcobaça. Bem hajam!
BALADA DA SERRA DOS CANDEEIROS
Grande parte da minha vida
Feita de paz e sem guerra
Foi uma casa construida
Com pedras daquela serra (mote)
Na Serra dos Candeeiros
Parava o vento do mar
Eram lentos os carreiros
Com os olhos a cantar
Traziam pedras gigantes
Para a mão dos britadores
Fazer em poucos instantes
As pedras dos construtores
Os pedreiros sujos de cal
A pegar no fio de prumo
Que traça numa vertical
Lugar do fogo e do fumo
Sem desenhos ou papéis
Nascia a planta dum lar
Quatro canas dois cordéis
São os limites dum lugar
Na Serra dos Candeeiros
O azeite era o mais puro
Os ventos tão verdadeiros
A cantar por sobre o muro
Vinha a água das cisternas
Sempre boa e sempre fria
Sem as técnicas modernas
A limpeza era uma enguia
Vinha o leite já fervido
Vinha o queijo saboroso
O dia era mais comprido
Tudo era mais vagaroso
A pedra que me defende
Do Verão e do Inverno
Não se apaga nem se vende
É um valor forte e eterno
BALADA DA SERRA DOS CANDEEIROS
Grande parte da minha vida
Feita de paz e sem guerra
Foi uma casa construida
Com pedras daquela serra (mote)
Na Serra dos Candeeiros
Parava o vento do mar
Eram lentos os carreiros
Com os olhos a cantar
Traziam pedras gigantes
Para a mão dos britadores
Fazer em poucos instantes
As pedras dos construtores
Os pedreiros sujos de cal
A pegar no fio de prumo
Que traça numa vertical
Lugar do fogo e do fumo
Sem desenhos ou papéis
Nascia a planta dum lar
Quatro canas dois cordéis
São os limites dum lugar
Na Serra dos Candeeiros
O azeite era o mais puro
Os ventos tão verdadeiros
A cantar por sobre o muro
Vinha a água das cisternas
Sempre boa e sempre fria
Sem as técnicas modernas
A limpeza era uma enguia
Vinha o leite já fervido
Vinha o queijo saboroso
O dia era mais comprido
Tudo era mais vagaroso
A pedra que me defende
Do Verão e do Inverno
Não se apaga nem se vende
É um valor forte e eterno
Saturday, February 11, 2006
HISTORIADOR ANTÓNIO VALÉRIO MADURO FALA DO SEU LIVRO -A PRODUÇÃO DE AZEITE NAS TERRAS DE ALCOBAÇA-, ENQUANTO SE ESPERA A SUA LIBERTAÇÃO...
Na tarde de domingo, 19 de Fevereiro, será apresentada, a partir das 15 horas, nos Moleanos, no emblemático Lagar do Barreirão, a comunicação "Um Livro- Uma Conferência", pelo historiador António Valério Maduro, autor do livro "A Produção de Azeite nas Terras de Alcobaça", sobre cujo conteúdo versará a temática daquela comunicação. António Maduro é, sem quaisquer dúvidas, um dos maiores especialistas no que respeita à ambiência histórica, social e cultural da Serra dos Candeeiros e das suas faldas (nomeadamente na sua problemática questão da Água) e esta sua monografia tem merecidamente recebido declarados encómios e louvoures, tendo-se mesmo chegado a escrever que "ele escreve história com o preciosismo descritivo de um romance de Eça de Queirós ou de uma novela de Agatha Christie, não privando os seus leitores de qualquer particularidade do cenário em que se desenrolam", visão crítica que neste blogue subscrevemos letra por letra... Infelizmente, a distribuição ao público deste livro de António Valério Maduro tem sido alvo de uma incompreensível e desajustada prepotência, dado que, devido a uma espécie de birra entre entidades públicas, alguns milhares de seus exemplares permanecem encaixotados num armazém da Associação de Municípios do Oeste, tendo o seu autor apenas conseguido, pela via judicial, os 50 exemplares a que tinha direito como autor. Este é, para já, um autêntico "livro de culto", e esta sua apresentação pública promovida pelo empreendedor Rancho Folclórico dos Moleanos poderá ser a primeira "Lança em África" no sentido de despertar o interesse de alguém com poder para conseguir a sua libertação das garras do obscurantismo...
Tuesday, February 07, 2006
ALCOBAÇA AGUENTA-SE DE PÉ NA BLOGOSFERA, EMBORA HAJA QUEM PAREÇA NÃO TER TUSA PARA ENTRAR
Pois é. A presença de Alcobaça na blogosfera continua a dar que falar e que que escrever. Enquanto vão aparecendo alguns novos blogues com algumas ambições (como este), outros se vão muito honrosa e interventivamente aguentando bem de pé (como o www.terradepaixao.blogspot.com) e outros prometem regressar graficamente renovados e com a força informativa de sempre (como o www.alcobaça.com), enquanto Mestre António Balbino Cardeira e o seu Portugal Profundo continuam a ser os mais famosos e badalados de todos nós (além dos politicamente mais perseguidos)... Mesmo sem tusa nenhuma continua porém o anunciado site institucional da nossa Câmara Municipal (www.cm-alcobaca.pt), que, apesar de ter sido triunfalmente anunciado e apregoado vai bem para um ano, continua a ostentar um arreliador e permanente -brevemente- que, pelo andar da carruagem, ainda vai morrer de velhice prematura, caso isso seja possível... Estarão a precisar de novos técnicos ou de algum Viagra cibernáutico?
Sunday, February 05, 2006
LINDA INÊS E O GRANDE DESVAIRO DE D. PEDRO NA XIV FEIRA DO LIVRO DE ALCOBAÇA
Começa no próximo sábado, 11 de Fevereiro, a XIV Feira do Livro de Alcobaça. Tal como vem sendo usual nos últimos anos, o evento voltará a realizar-se no nem sempre convincente Pavilhão do Mercoalcoa, cuja requalificação como convincente Pavilhão Multiusos se aguarda com grande ansiedade por terras de Alcobaça. Assim o nosso nem sempre convincente Presidente da Câmara e os seus nem sempre convincentes vereadores atendam aos nossos apelos... O evento decorrerá convincentemente entre 11 e 26 de Fevereiro e contará novamente com a cuidada direcção do cada vez mais convincente Daniel Figueiredo. Além de milhares de livros com uma variedade e preços convincentes, está agendado para aqueles dias o que se espera ser um convincente programa de animação do nem sempre convincente espaço da feira. Uma convincente ideia para começar ocorrerá na tarde de domingo, 12 de Fevereiro, a partir das 16 horas, com o lançamento em Alcobaça do convincente livro "Linda Inês ou O Grande Desvairo", que poderá mesmo ser uma convincente peça teatral, escrita pelo (já falecido) embaixador Armando Martins Janeira, um transmontano de muito boa cêpa... O lançamento contará com a presença da convincente Paula Mateus, responsável pela editora do livro: a convincente Pássaro de Fogo. Eu já li o livro do princípio até ao fim e fiquei mesmo muito convencido!
Sunday, January 29, 2006
ESTÁ A NEVAR NA SERRA DOS CANDEEIROS E ARREDORES!
Pois é. É domingo, 29 de Janeiro, são 11 e 2o da manhã, e a verdade, verdadinha, é que está a nevar, muito intensamente, na Serra dos Candeeiros e arredores, ou seja, nos Moleanos, na Ataija de Baixo, em Aljubarrota, na Lagoa do Cão e até mesmo no meu jardim! Telefonaram-me agora a dizer que está também já a nevar em Alcobaça. A coisa promete...
Tuesday, January 24, 2006
TINTA FRESCA TENTA PÔR PATRIMÓNIO MUNDIAL EM PRATOS LIMPOS
É indiscutível que praticamente todos os alcobacenses (e não só) que navegam pelo espaço cibernáutico conhecem e frequentam as páginas do jornal digital Tinta Fresca (www.tintafresca.net). Desde a sua fundação, em Outubro de 2005, que o seu Director, o incansável Mário Lopes, lidera uma atenta e activa equipa, publicando notícias de cuja qualidade, actualidade e pertinência é recente exemplo a notícia ali actualmente "on line" sobre o universo bloguista alcobacense... Todavia, o Tinta Fresca nunca se tem apenas acomodado nas suas páginas, e voltará brevemente a dar sinal desse seu posicionamento interveniente na vida pública, voltando a organizar uma conferência sobre um assunto de interesse local e nacional. Essa imperdível conferência realizar-se-á na noite de sexta-feira, 3 de Fevereiro, a partir das 21 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça, sendo subordinada ao tema "Três Monumentos Património Mundial: Alcobaça, Batalha e Tomar". Pretendendo-se provavelmente pôr tudo em pratos limpos no que respeita àquele assunto, aquela conferência contará com a indispensável presença dos directores dos mosteiros de Alcobaça e Batalha (Rui Rasquilho e Júlio Órfão) e do Director do Convento de Cristo (Jorge Custódio). Espera-se que desta vez a montanha não volte a parir um rato!...
Sunday, January 22, 2006
CERVEJA TRAPISTA À PORTUGUESA COM TRAVO CISTERCIENSE
É já na próxima terça-feira, 24 de Janeiro, que vai começar a rodar nas televisões portuguesas o anúncio à nova cerveja Super Bock Abadia. Os dois anúncios que movimentam essa nova campanha publicitária têm para os alcobacenses a especial particularidade de terem sido integral ou parcialmente rodados no Mosteiro de Alcobaça. Efectivamente, muitos de nós reparámos na grande movimentação de pessoal técnico (70), actores (6), figurantes (105) e adereços que há duas semanas movimentou parte do centro histórico de Alcobaça, denunciando desde logo que os dois anúncios de 30 segundos em causa eram mesmo grandes produções em termos de marketing e publicidade, incluindo mesmo a participação de uma conhecida empresa espanhola do ramo cinematográfico. Consta que foram gastos mais de 7400 metros de película na rodagem dos dois anúncios (Bar e Cavaleiro) que lançam a Super Bock na "yellow brick road" das chamadas cervejas trapistas, cuja origem e cuja notável qualidade remontam à Bélgica da Idade Média e a actuais e fabulosas marcas belgas como a Chimay, a Duvel, a Leffe ou a fortíssima Westvleteren... Eu sempre estive muito mais virado para os lados e sabores da Sagres, mas a verdade é que estou desertinho para experimentar esta nova cerveja com o seu suposto travo cisterciense! Espero não ficar desiludido...
Saturday, January 21, 2006
ONDE PÁRA A POLÍCIA? (PARTE 2)
Uma semana depois, regressei hoje ao centro histórico de Alcobaça. Relembrando que a falta de respeito de alguns automobilistas pela cidade, pelos seus cidadãos e pelos seus tão desejados visitantes se verifica também noutros locais, e não só no Rossio... Dois desses exemplos são os da Rua Alexandre Herculano e do Largo 5 de Outubro, onde alguns automobilistas, além de circularem e quase atropelarem quem por lá passeia, ainda se dão ao luxo de estacionar em cima de tudo quanto é passeio, reduzindo drasticamente o espaço necessário aos peões... A isto se pode lamentavelmente juntar idêntico procedimento na Rua Dr Brilhante, onde cada vez mais automóveis estacionam no local (devidamente assinalado) nessa rua destinado ao estacionamento dos autocarros que até à nossa cidade transportam os tão ansiados turistas... Já nem no norte de África se vêm destas coisas, não acham?
Saturday, January 14, 2006
O(S) ROSSIO(S) DA NOSSA VERGONHA
Em tristes tempos, que muito felizmente já lá vâo, o Rossio de Alcobaça chamava-se Praça Dr Oliveira Salazar. Agora, felizmente regressados os tempos da Democracia chama-se, como todos deveríamos saber: Praça 25 de Abril. O que não quer simplesmente dizer que uma suposta ordem ditatorial tenha sido substituida por uma suposta desordem pseudo-democrática. Escrevo isto a propósito de um facto que considero tão desastroso como tudo o que se relaciona com o atraso pré-histórico de muitos condutores portugueses... Trocando a coisa por miúdos, devo esclarecer que ainda hoje, sábado, fiquei estarrecido e desolado com a quantidade de viaturas que circulam e estacionam no espaço daquela praça. Relembrando que um dos elementares pressupostos das suas decorrentes obras de requalificação era precisamente o de tirar dali a circulação rodoviária... E, já agora, que mesmo em frente ao Posto de Turismo estão colocados sinais de trânsito que, pura e simplesmente, proibem o estacionamento e a circulação automóvel naquele local. Pois o que acontece é que, apesar disso, muitos automóveis e camionetas por lá continuam a circular e a estacionar. Como perguntaria o sempre politicamente incorrecto Leslie Nielsen: "Onde é que pára a polícia?"...
Tuesday, January 10, 2006
CINE-TEATRO ATIRA-SE PARA A FRENTE. E BEM!
Quem também parece não estar mesmo nada disposto a morrer é o Cine-Teatro de Alcobaça. Ainda bem! Embora por aí haja muito boa gentinha a torcer por isso. Quando muitos já se preparavam para afiar as garras face a uma provável quebra de qualidade e quantidade na sua programação, eis que aquela jóia do património arquitectónico e cultural alcobacense volta a dar um arzinho da sua graça e mais um salto para a frente. E que salto!
Recebi hoje, através de um simpáttico e-mail, o seu cartaz de programação para este trimestre e mais alguma coisinha de Maio... Pois é. Essa coisinha de Maio é, nem mais nem menos, uma actuação do génio pop/ melancólico Lloyd Cole no Cine-Teatro de Alcobaça, o que já não é pouco... Se além disso aqui se evidenciar que duas semanas antes desse concerto a mesmíssima sala de espectáculos irá receber uma actuação do astro minimalista Michael Nyman, vê-se logo que a coisa promete, não é? E não é apenas porque os tipos são estrangeiros, porque o problema é que eles são ambos muitíssimo bons!
Recebi hoje, através de um simpáttico e-mail, o seu cartaz de programação para este trimestre e mais alguma coisinha de Maio... Pois é. Essa coisinha de Maio é, nem mais nem menos, uma actuação do génio pop/ melancólico Lloyd Cole no Cine-Teatro de Alcobaça, o que já não é pouco... Se além disso aqui se evidenciar que duas semanas antes desse concerto a mesmíssima sala de espectáculos irá receber uma actuação do astro minimalista Michael Nyman, vê-se logo que a coisa promete, não é? E não é apenas porque os tipos são estrangeiros, porque o problema é que eles são ambos muitíssimo bons!
INÊS DE CASTRO CONTINUA A FAZER DAS SUAS
Pois é. Terminaram as comemorações dos 650 anos do falecimento de Inês de Castro. Contudo, a sua memória continua a mostrar-se e recomendar-se em Alcobaça. O assunto parece e não deverá morrer por aqui... Enquanto se aguarda o lançamento local da edição em livro da peça de teatro Linda Inês ou o Grande Desvairo, de Armando Martins Janeira, recentemente editada pela nóvel Pássaro de Fogo, a nossa Biblioteca Municipal surpreendeu-nos com uma excelente e imperdível exposição de fotografia: sob o título Pedro e Inês, essa exposição mostra lustrosos e delicados trabalhos fotográficos de autoria do alcobacense João Daniel, que ali irão namorar os alcobacenses mais interessados por estas coisas entre 1o de Janeiro e 11 de Fevereiro. E se aquelas fotografias são mesmo um primor a preto e branco, não deixo de aqui chamar também a atenção para as originalíssimas molduras que o João Daniel idealizou e concebeu para esta sua exposição- quem não for ver essas lindas fotos nunca sonhará sequer com o que perdeu. E será mesmo muito!...
Friday, December 30, 2005
Monday, December 26, 2005
França Promete Liquidar Sacos de Plástico
Uma das leituras que mensalmente considero indispensáveis é a da revista Tempo Livre. Editada pelo não menos indispensável Inatel. Entre as suas rubricas de que tento não perder pitada avulta a Olho Vivo. Na qual são publicadas observações sobre coisas tão essenciais que nem sempre damos por elas no nosso dia a dia. Foi precisamente na Olho Vivo de Dezembro de 2005 que li uma notícia pequena no seu tamanho físico, mas enormíssima no seu dimensionamento político , cultural e social. Sob o título Fim aos Sacos, ali se anunciava que o Parlamento francês havia recentemente decidido legalizar um procedimento cuja finalidade é acabar de vez com o fabrico e utilização de sacos de plástico. Procedimento decidido por unanimidade e cuja concretização legal ficou determinada para 2010. Esse procedimento legal plasma que esse género de sacos deverá ser gradualmente substituído por sacos fabricados em material bio-degradável. Facto que, segundo aquela notícia, além de merecer o apoio dos ecologistas parece também estar a entusiasmar grande parte dos agricultores franceses. A satisfação deste últimos deve-se ao facto de esses sacos do futuro deverem fabricados em material proveniente de produtos agrícolas como o milho, a batata ou o tomate. É claro que o conteúdo dessa notícia me interessou, acima de tudo pelos benefícios ambientais que advirão desse procedimento. Recordando que um tradicional saco de plástico demora mais de 400 anos a desaparecer da superfície terrestre. Causando, por exemplo, a morte de inúmeros animais marinhos. Todavia, e a nível puramente pessoal, devo aqui esclarecer que esta notícia me emocionou também pelo simples facto de eu mesmo nunca ter gostado de sacos de plástico!
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