Sunday, July 30, 2006
PORTAL DA CÃMARA MUNICIPAL DE ALCOBAÇA ABRIRÁ MESMO EM AGOSTO?
Olá, caros visitantes! Regresso ao vosso convívio, após o bem sucedido lançamento da 2ª edição do meu ensaio "Música & Água- Evolução Provável de Um Relacionamento Físico & Espiritual" e o gozo de duas belas semanas de férias no Paraíso (Loire, Normandia e Bretanha). Um dos factos que mais me interessou neste meu regresso à realidade do nosso dia a dia concelhio respeita ao anunciado portal da Câmara Municipal de Alcobaça. Verifiquei agora que o -Brevemente- que a sua homepage ostentou durante muitíssimos meses foi recentemente substituído por um -Disponível em Agosto-. Refere que é em Agosto, mas não diz em que dia, o que cria naturais e fundadas suspeitas de que esse -Disponível em Agosto- possa infelizmente seguir quase à risca o triste destino do seu antecessor -Brevemente-. Muito sinceramente, espero que não e estou convicto de que essa abertura se concretizará mesmo durante o mês de Agosto. Que até começa daqui a dois dias. Cá estamos então para avaliar se essa promessa vai ou não ser cumprida. O endereço daquele portal é: http://www.cm-alcobaca.pt, e seria quase escusado aqui escrever que se esta promessa também não for cumprida eles nos vão ter à perna! Ai vão vão!!!
Saturday, June 24, 2006
2ª EDIÇÃO, REVISTA E ACTUALIZADA, DO MEU ENSAIO "MÚSICA & ÁGUA" VAI SER LANÇADA EM 7 DE JULHO
Seria mesmo muito difícil estar mais feliz e satisfeito do que o que agora estou. Na próxima sexta-feira 7 de Julho decorrerá, em Lisboa, na Fnac/ Colombo, às 18 e 30, a sessão de lançamento da 2ª edição, revista e actualizada, do meu ensaio "Música & Água- Evolução Provável de Um Relacionamento Físico & Espiritual", inicialmente lançado em Alcobaça, em Outubro de 2002. Após essa bem sucedida 1ª edição local, pela Carpe Diem Editores, esta reedição daquele meu ensaio terá um âmbito essencialmente nacional, sob a chancela editorial da portuense Papiro Editora, contando com os patrocínios da Câmara Municipal de Alcobaça e da Empresa de Águas São Cristóvão, da Serra de Montemuro. Tal como há quatro anos sucedeu, no lançamento da sua 1ª edição, a apresentação daquele ensaio na Fnac/ Colombo será da responsabilidade de Nuno Gonçalves, um dos elementos do agrupamento pop alcobacense The Gift, autor do prefácio deste meu ensaio.
De entre as críticas publicadas após a 1º edição do meu ensaio "Música & Água- Evolução Provável de Um Relacionamento Físico & Espiritual", recordo que Marcelo Rebelo de Sousa o achou "bom" (na edição de Novembro de 2002 da revista Os Meus Livros) e que Nuno Rogeiro o qualificou de "muito engraçado!" (aos microfones da Rádio Nostalgia, em 15 de Novembro de 2002). Mário Lopes, na edição de Outubro de 2002 do Jornal Digital Tinta Fresca, escreveu que este meu ensaio é "Uma viagem aquática que começa na antiga civilização egípcia e termina na música contemporânea. Um livro imprescindível que mistura a sensibilidade e o saber musical quase enciclopédico deste melómano alcobacense".
Além das críticas, essencialmente favoráveis, que este meu ensaio recebeu, não deixei também de ficar muito orgulhoso com o convincente prefácio que o Nuno Gonçalves para ele simpaticamente escreveu. Quem não ficaria feliz quando um artista como o Nuno escreveu palavras como as seguintes sobre esta minha produção literária: "O conceito desta obra reflecte a ideia de conjugação, por vezes irónica, por vezes casual, de água com música. Os contrastes entre músicas parecem aqui juntar-se sem qualquer espécie de divisão. Como se de uma união se tratasse, a água junta todos os estilos, todos os dizeres, corre por entre correntes e estilos, experimenta sons, teorias, inspira e remistura a ideia estática de composição. Mais do que um olhar estático sobre esta relação este livro retracta e confirma nada mais nada menos do que um só ponto: inspiração".
Não esqueçam: o lançamento decorrerá em 7 de Julho, em Lisboa, na Fnac/ Colombo, às 18 e 30, e o mínimo que posso esperar é que seja bem sucedido. Penso que o meu ensaio o merece, tanto mais que esta sua 2ª edição é razoavelmente melhor concebida e concretizada que a anterior, não só na sua revisão como também nas actualizações que essencialmente justificam esta favorecida reedição...
De entre as críticas publicadas após a 1º edição do meu ensaio "Música & Água- Evolução Provável de Um Relacionamento Físico & Espiritual", recordo que Marcelo Rebelo de Sousa o achou "bom" (na edição de Novembro de 2002 da revista Os Meus Livros) e que Nuno Rogeiro o qualificou de "muito engraçado!" (aos microfones da Rádio Nostalgia, em 15 de Novembro de 2002). Mário Lopes, na edição de Outubro de 2002 do Jornal Digital Tinta Fresca, escreveu que este meu ensaio é "Uma viagem aquática que começa na antiga civilização egípcia e termina na música contemporânea. Um livro imprescindível que mistura a sensibilidade e o saber musical quase enciclopédico deste melómano alcobacense".
Além das críticas, essencialmente favoráveis, que este meu ensaio recebeu, não deixei também de ficar muito orgulhoso com o convincente prefácio que o Nuno Gonçalves para ele simpaticamente escreveu. Quem não ficaria feliz quando um artista como o Nuno escreveu palavras como as seguintes sobre esta minha produção literária: "O conceito desta obra reflecte a ideia de conjugação, por vezes irónica, por vezes casual, de água com música. Os contrastes entre músicas parecem aqui juntar-se sem qualquer espécie de divisão. Como se de uma união se tratasse, a água junta todos os estilos, todos os dizeres, corre por entre correntes e estilos, experimenta sons, teorias, inspira e remistura a ideia estática de composição. Mais do que um olhar estático sobre esta relação este livro retracta e confirma nada mais nada menos do que um só ponto: inspiração".
Não esqueçam: o lançamento decorrerá em 7 de Julho, em Lisboa, na Fnac/ Colombo, às 18 e 30, e o mínimo que posso esperar é que seja bem sucedido. Penso que o meu ensaio o merece, tanto mais que esta sua 2ª edição é razoavelmente melhor concebida e concretizada que a anterior, não só na sua revisão como também nas actualizações que essencialmente justificam esta favorecida reedição...
Monday, June 19, 2006
UM BALANÇO FINAL SOBRE O CISTERMÚSICA 2006, EM FORMA DE NOTAS SOLTAS
Terminada mais uma edição do Cistermúsica, não posso deixar de aqui publicar um balanço sobre o modo como decorreu esta décima-quarta edição de um festival que já se impôs como o mais importante evento cultural organizado e apresentado em Alcobaça. Só o facto de o festival existir e se manter de pé é por si mesmo digno de registo, merecendo mesmo ser a primeira nota positiva aqui registada e perpetuada. A edição deste ano do festival merece-me um balanço positivo, embora marcado por algumas nuances negativas...
Os mais relevantes momentos do Cistermúsica 2006 registaram-se no concerto de música de câmara apresentado pelo Cuarteto Casals no Convento de Cós, na segunda parte do recital do pianista Artur Pizarro no Cine-Teatro de Alcobaça, no concerto vocal da Capela Joanina na Sala do Capítulo do Mosteiro de Alcobaça e na segunda parte do concerto da Orquestra Gulbenkian que encerrou esta edição do festival, no Cine-Teatro de Alcobaça. A maior desilusão desta edição do Cistermúsica ocorreu no concerto de Ensemble Contrapunctus com a soprano Elizabeth Keusch no Cine-Teatro de Alcobaça, não só pelo facto de as suas interpretações não terem correspondido ao que se esperava mas também pelo facto de esse espectáculo ter, infelizmente, primado pela quase total ausência de público. O espectáculo mais fraco desta edição do festival ocorreu na Sala do Capítulo do Mosteiro de Alcobaça, acima de tudo devido a motivações organizativas, nomeadamente pela inadequação do local e pela irritante e incompreensível utilização do velho e estafado piano da Câmara Municipal de Alcobaça, que muito prejudicaram a conferência- concerto sobre as sonatas e sonatinas de Fernando Lopes-Graça, apesar de tudo muito dignamente apresentada por Patrícia Bastos, num espectáculo em que não compareceram nem o director executivo nem o director artístico do festival (pelo menos a deste último sentiu-se bastante...).
Num festival essencialmente custeado por dinheiros públicos penso ser necessário reavaliar alguns problemas que nele se têm verificado, nomeadamente o facto de alguns dos seus espectáculos terem tido muito pouco público, o facto de alguns sectores do seu antigo público fiel se terem afastado dos espectáculos do Cistermúsica e o facto de nos seus espectáculos se verem muito poucos jovens entre a assistência, nomeadamente no que respeita a alunos da escola de música que o organiza. Numa altura em que muito se fala de serviço público, sou levado a aqui escrever que neste caso, serviço público deverá implicar a presença de público...
Várias são em minha opinião as situações a rever pela organização do festival, a fim de evitar que, tal como aqui anteriormente escrevi, o festival possa ser mesmo ferido de morte... E neste caso devo aqui esclarecer que tenho a perfeita noção de que o facto, quanto a mim tardio, de se terem começado a cobrar as entradas nos espectáculos do Cistermúsica afastou dele bastante público, embora isso não explique tudo, dado que, tal como todos vimos, espectáculos houve em que apesar de se cobrarem entradas se registou a afluência de muito público! Penso que as chaves para a resolução desse problema podem ter origem em campos como a aposta numa melhor e mais cuidada divulgação (que efeitos produziram este ano, por exemplo, os anúncios de página inteira publicados no Público?), na aposta em intérpretes mais conhecidos junto do público tipo deste género de eventos (essa é a bem sucedida aposta da Fundação Gulbenkian para a sua próxima temporada de concertos), numa aposta mais intensiva na obtenção de apoios finaceiros da economia privada (o Festival Música em Leiria é desse facto um bem sucedido exemplo), a revisão do período do ano em que decorre o festival (época de exames, outros festivais...) e até mesmo uma reavaliação do carácter e da abrangência da programação do festival (é claro que aí reside o principal factor de sucesso dos mais recentes anos do Cistermúsica e do interessante sentido nele imbuído de há cinco anos a esta parte pela direcção artística de Alexandre Delgado, nomeadamente no que respeita à atenção por ele dispensada à produção musical de compositores normalmente menos interpretados ou aos compositores portugueses do passado século. Todavia, há público que se afastou do festival por não se rever nesse enquadramento artístico e reclame composições mais acessíveis ao gosto do público -nomeadamente dos períodos clássico e romântico- e há público que dele se afasta por achar que ele se tem fechado muito em torno de certos compositores e certos géneros, reclamando mais eclectismo na sua programação. Quanto a mim, todos esses são dados a rever pela organização do Cistermúsica, o que, contudo, não implica forçosamente uma mudança de director artístico, mas sim uma reavaliação e reforço da sua direcção artística. É claro que Alexandre Delgado não será eternamente director artístico do Festival de Música de Alcobaça, mas penso que ouvir os sensatos juízos de gente como o tenor Fernando Serafim ou o percussionista Manuel Campos não seria agora desacertado de todo e poderia mesmo ser muito útil para o Cistermúsica e regenerador para o seu futuro!
Os mais relevantes momentos do Cistermúsica 2006 registaram-se no concerto de música de câmara apresentado pelo Cuarteto Casals no Convento de Cós, na segunda parte do recital do pianista Artur Pizarro no Cine-Teatro de Alcobaça, no concerto vocal da Capela Joanina na Sala do Capítulo do Mosteiro de Alcobaça e na segunda parte do concerto da Orquestra Gulbenkian que encerrou esta edição do festival, no Cine-Teatro de Alcobaça. A maior desilusão desta edição do Cistermúsica ocorreu no concerto de Ensemble Contrapunctus com a soprano Elizabeth Keusch no Cine-Teatro de Alcobaça, não só pelo facto de as suas interpretações não terem correspondido ao que se esperava mas também pelo facto de esse espectáculo ter, infelizmente, primado pela quase total ausência de público. O espectáculo mais fraco desta edição do festival ocorreu na Sala do Capítulo do Mosteiro de Alcobaça, acima de tudo devido a motivações organizativas, nomeadamente pela inadequação do local e pela irritante e incompreensível utilização do velho e estafado piano da Câmara Municipal de Alcobaça, que muito prejudicaram a conferência- concerto sobre as sonatas e sonatinas de Fernando Lopes-Graça, apesar de tudo muito dignamente apresentada por Patrícia Bastos, num espectáculo em que não compareceram nem o director executivo nem o director artístico do festival (pelo menos a deste último sentiu-se bastante...).
Num festival essencialmente custeado por dinheiros públicos penso ser necessário reavaliar alguns problemas que nele se têm verificado, nomeadamente o facto de alguns dos seus espectáculos terem tido muito pouco público, o facto de alguns sectores do seu antigo público fiel se terem afastado dos espectáculos do Cistermúsica e o facto de nos seus espectáculos se verem muito poucos jovens entre a assistência, nomeadamente no que respeita a alunos da escola de música que o organiza. Numa altura em que muito se fala de serviço público, sou levado a aqui escrever que neste caso, serviço público deverá implicar a presença de público...
Várias são em minha opinião as situações a rever pela organização do festival, a fim de evitar que, tal como aqui anteriormente escrevi, o festival possa ser mesmo ferido de morte... E neste caso devo aqui esclarecer que tenho a perfeita noção de que o facto, quanto a mim tardio, de se terem começado a cobrar as entradas nos espectáculos do Cistermúsica afastou dele bastante público, embora isso não explique tudo, dado que, tal como todos vimos, espectáculos houve em que apesar de se cobrarem entradas se registou a afluência de muito público! Penso que as chaves para a resolução desse problema podem ter origem em campos como a aposta numa melhor e mais cuidada divulgação (que efeitos produziram este ano, por exemplo, os anúncios de página inteira publicados no Público?), na aposta em intérpretes mais conhecidos junto do público tipo deste género de eventos (essa é a bem sucedida aposta da Fundação Gulbenkian para a sua próxima temporada de concertos), numa aposta mais intensiva na obtenção de apoios finaceiros da economia privada (o Festival Música em Leiria é desse facto um bem sucedido exemplo), a revisão do período do ano em que decorre o festival (época de exames, outros festivais...) e até mesmo uma reavaliação do carácter e da abrangência da programação do festival (é claro que aí reside o principal factor de sucesso dos mais recentes anos do Cistermúsica e do interessante sentido nele imbuído de há cinco anos a esta parte pela direcção artística de Alexandre Delgado, nomeadamente no que respeita à atenção por ele dispensada à produção musical de compositores normalmente menos interpretados ou aos compositores portugueses do passado século. Todavia, há público que se afastou do festival por não se rever nesse enquadramento artístico e reclame composições mais acessíveis ao gosto do público -nomeadamente dos períodos clássico e romântico- e há público que dele se afasta por achar que ele se tem fechado muito em torno de certos compositores e certos géneros, reclamando mais eclectismo na sua programação. Quanto a mim, todos esses são dados a rever pela organização do Cistermúsica, o que, contudo, não implica forçosamente uma mudança de director artístico, mas sim uma reavaliação e reforço da sua direcção artística. É claro que Alexandre Delgado não será eternamente director artístico do Festival de Música de Alcobaça, mas penso que ouvir os sensatos juízos de gente como o tenor Fernando Serafim ou o percussionista Manuel Campos não seria agora desacertado de todo e poderia mesmo ser muito útil para o Cistermúsica e regenerador para o seu futuro!
Saturday, June 17, 2006
ALCOBAÇA DANÇA UM FANDANGO NO 24º FESTIVAL MÚSICA EM LEIRIA
Pois é. O Festival Música em Leiria já não vem a Alcobaça, mas Alcobaça continua a ir ao Música em Leiria. Em cujos espectáculos se continuam a ver muitos espectadores alcobacenses. Todavia, na próxima segunda-feira, 19 de Junho, Alcobaça estará presente de um modo diferente e muito especial num espectáculo da corrente edição daquele festival. À noite, a partir das 21 e 30, o Música em Leiria apresentará, no convincente Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria, um recital em que actuará o pianista brasileiro José Eduardo Martins. No que respeita a Alcobaça, a novidade é que uma das composições que ele ali irá interpretar serão as Viagens na Minha Terra, composta por 19 pequenas peças concebidas por Fernando Lopes-Graça a partir de uma lembrança da obra literária de Almeida Garret. Uma dessas pequenas peças é mesmo dedicada a Alcobaça, sob a intitulação de Em Alcobaça Dançando Um Velho Fandango. Não deixa de ser curioso e mesmo muito interessante...
Friday, June 16, 2006
NOTAS SOLTAS E BEM DIZENTES SOBRE O OITAVO E ÚLTIMO CONCERTO DO CISTERMÚSICA 2006
Pode escrever-se que, tal como era previsível, o Cistermúsica encerrou da melhor maneira, ontem à tarde, a sua décima-quarta edição. A Orquestra Gulbenkian e a Sinfonia nº 40 de Mozart atraíram ao Cine-Teatro de Alcobaça muitos espectadores, embora ainda não tenha sido desta vez que o Festival de Música de Alcobaça registou a sua primeira lotação esgotada desde o ano em que (finalmente!) começou a cobrar as entradas dos seus concertos. Ainda assim, foi muito consolador ver a plateia daquele auditório praticamente repleta, dando ainda lugar à ocupação de alguns dos lugares do balcão, onde se podiam mesmo ver algumas distintas personalidades locais...
Quanto ao concerto propriamente dito, foi-me grato verificar o excelente rendimento e a convincente performance que a direcção da Maestrina Joana Carneiro imprimiu à Orquestra Gulbenkian, que apesar de já ter até àquela data actuado várias vezes em Alcobaça, nunca o tinha feito no seu festival de música. Os momentos mais edificantes do concerto viveram-se na sua segunda parte, na qual todos fomos beneficiados com uma interpretação da Sinfonia nº 40 de Mozart em que orquestra e maestrina nos brindaram mesmo com todos os pontos nos iis, provocando, no seu final, uma estrondosa ovação de um público que me pareceu algo adormecido na primeira parte deste espectáculo... Nessa primeira parte, a Orquestra Gulbenkian interpretou a Sinfonieta de Fernando Lopes-Graça e a Suite Concertante Para Cravo e 0rquestra de Armando José Fernandes. E se na primeira o fez com a maior competência artística possível, já na segunda não terá conseguido o mesmo efeito, provavelmente devido ao facto de aquela composição e do cravo apresentado em palco não me terem parecido adequados às condições acústicas, logísticas e físicas do nosso Cine-Teatro, facto do qual não teve quaisquer culpas o cravista Marcos Fernandes, cuja performance não desiludiu, antes pelo contrário, embora a equivalência entre a sua actuação e a da própria orquestra lhe tenha sido muito desfavorável...
O saldo artístico deste concerto pareceu-me positivo, embora durante o seu intervalo alguns melómanos alcobacenses tenham mostrado opinião desfavorável, no que respeita ao equilíbrio entre as composições interpretadas na sua primeira e na sua segunda parte. Eu situo-me entre os que têm enaltecido o meritório trabalho de divulgação que o actual director artístico do Cistermúsica tem feito nos seus cinco anos de programação do festival no que respeita a compositores portugueses como Armando José Fernandes, Fernando Lopes-Graça, Frederico de Freitas, Jolly Braga Santos, Luís de Freitas Branco ou Viana da Mota, mas verdade é que existem já muitos melómanos locais que consideram que essa parte do "serviço público" inerente a um evento deste género já começa a estar algo completa e a cansar um bocadinho muitos dos espectadores do Cistermúsica. Houve até quem me tivesse perguntado (como se eu o pudesse saber...) se eu sabia qual o motivo por que é que a música de um outro compositor português do século XX, Ruy Coelho, não tem sido também incluída na programação do Festival de Música de Alcobaça... A isso não soube nem sei responder, mas verdade é que, por exemplo, teria ouvido com muito melhores ouvidos neste concerto música de outros compositores esta ano homenageados no Cistermúsica... Quanto a mim, este espectáculo teria tido muito melhores resultados em termos de "serviço público" se uma das composições da sua primeira parte tivesse sido suibstituída pela Sinfonia em Dó Maior op. 61 de Robertt Schumann (muitas vezes comparada à 5ª de Beethoven!) ou pela Sinfonia nº 10 de Dmitri Chostakovitch (a tal cujo irónico 2º andamento consta retratar a malvadez de Estaline contra aquele compositor!).
E assim se concluíu a bom gosto o XIV Cistermúsica- Festival de Música de Alcobaça, embora estas Notas Soltas Sobre o Cistermúsica 2006 no blogue Nas Faldas da Serra apenas sejam concluídas na próxima semana, com a publicação do meu balanço (e juízos para o futuro) sobre esta edição do festival, que provavelmente ocorrerá na tarde da próxima segunda-feira, esperando mais uma vez a melhor atenção dos simpáticos visitantes e opinantes deste blogue!
Quanto ao concerto propriamente dito, foi-me grato verificar o excelente rendimento e a convincente performance que a direcção da Maestrina Joana Carneiro imprimiu à Orquestra Gulbenkian, que apesar de já ter até àquela data actuado várias vezes em Alcobaça, nunca o tinha feito no seu festival de música. Os momentos mais edificantes do concerto viveram-se na sua segunda parte, na qual todos fomos beneficiados com uma interpretação da Sinfonia nº 40 de Mozart em que orquestra e maestrina nos brindaram mesmo com todos os pontos nos iis, provocando, no seu final, uma estrondosa ovação de um público que me pareceu algo adormecido na primeira parte deste espectáculo... Nessa primeira parte, a Orquestra Gulbenkian interpretou a Sinfonieta de Fernando Lopes-Graça e a Suite Concertante Para Cravo e 0rquestra de Armando José Fernandes. E se na primeira o fez com a maior competência artística possível, já na segunda não terá conseguido o mesmo efeito, provavelmente devido ao facto de aquela composição e do cravo apresentado em palco não me terem parecido adequados às condições acústicas, logísticas e físicas do nosso Cine-Teatro, facto do qual não teve quaisquer culpas o cravista Marcos Fernandes, cuja performance não desiludiu, antes pelo contrário, embora a equivalência entre a sua actuação e a da própria orquestra lhe tenha sido muito desfavorável...
O saldo artístico deste concerto pareceu-me positivo, embora durante o seu intervalo alguns melómanos alcobacenses tenham mostrado opinião desfavorável, no que respeita ao equilíbrio entre as composições interpretadas na sua primeira e na sua segunda parte. Eu situo-me entre os que têm enaltecido o meritório trabalho de divulgação que o actual director artístico do Cistermúsica tem feito nos seus cinco anos de programação do festival no que respeita a compositores portugueses como Armando José Fernandes, Fernando Lopes-Graça, Frederico de Freitas, Jolly Braga Santos, Luís de Freitas Branco ou Viana da Mota, mas verdade é que existem já muitos melómanos locais que consideram que essa parte do "serviço público" inerente a um evento deste género já começa a estar algo completa e a cansar um bocadinho muitos dos espectadores do Cistermúsica. Houve até quem me tivesse perguntado (como se eu o pudesse saber...) se eu sabia qual o motivo por que é que a música de um outro compositor português do século XX, Ruy Coelho, não tem sido também incluída na programação do Festival de Música de Alcobaça... A isso não soube nem sei responder, mas verdade é que, por exemplo, teria ouvido com muito melhores ouvidos neste concerto música de outros compositores esta ano homenageados no Cistermúsica... Quanto a mim, este espectáculo teria tido muito melhores resultados em termos de "serviço público" se uma das composições da sua primeira parte tivesse sido suibstituída pela Sinfonia em Dó Maior op. 61 de Robertt Schumann (muitas vezes comparada à 5ª de Beethoven!) ou pela Sinfonia nº 10 de Dmitri Chostakovitch (a tal cujo irónico 2º andamento consta retratar a malvadez de Estaline contra aquele compositor!).
E assim se concluíu a bom gosto o XIV Cistermúsica- Festival de Música de Alcobaça, embora estas Notas Soltas Sobre o Cistermúsica 2006 no blogue Nas Faldas da Serra apenas sejam concluídas na próxima semana, com a publicação do meu balanço (e juízos para o futuro) sobre esta edição do festival, que provavelmente ocorrerá na tarde da próxima segunda-feira, esperando mais uma vez a melhor atenção dos simpáticos visitantes e opinantes deste blogue!
Sunday, June 11, 2006
NOTAS SOLTAS E DANÇANTES SOBRE O SÉTIMO ESPECTÁCULO DO CISTERMÚSICA 2006
Devo iniciar esta postagem com uma advertência aos seus prováveis leitores. Os mais atentos visitantes deste blogue já se terão certamente apercebido de que eu estou presentemente a acompanhar dois festivais de música em simultâneo: o XIV Cistermúsica e o XXIV Música em Leiria. Tenho-o conseguido sem grandes problemas, mas neste fim-de-semana a questão complicou-se bastante, dada a coincidência de datas entre dois espectáculos daqueles eventos. O de dança contemporânea pela CeDeCe no Cine-Teatro de Alcobaça (Cistermúsica) e o de música muçulmana e judaica no Reino de Al- Andaluz pelo Mudéjar, inicialmente previsto para o Mosteiro da Batalha, mas alterado para o Auditório da sua Câmara Municipal (Música em Leiria). Acabei por resolver o problema a contento, dado que o espectáculo de Alcobaça seria a repetição de outro igual, não integrado no Cistermúsica, também apresentado pela CeDeCe no mesmíssimo local (embora integrado na programação do Cine-Teatro de Alcobaça). Desse modo, e graças à amável disponibilidade de ambas as organizações, pude alterar a minha presença do espectáculo de sábado para o espectáculo de 6ª feira, o que, à partida, tornaria a contagem do público presente num e noutro espectáculo o meu único problema, facto que, contudo, nada alterou a minha análise sobre o espectáculo em causa, dado que os bailados apresentados eram precisamente os mesmos, interpretados pelos mesmíssimos bailarinos e pela mesmíssima companhia de dança.
Esclarecido este facto, deverei então aqui escrever que acompanho já a produção artística da CeDeCe desde 1992, ano em que participou na primeira edição do Cistermúsica, então ainda sob a sub- designação de Companhia de Dança Contemporânea de Setúbal. Logo de entrada foi então apresentado o bailado Alliens, coreografado e interpretado por Sónia Rocha, sobre música dos Queen, Goldsmith e Klauds. Na minha memória pairava então, em termos de dança, uma memorável apresentação do Grupo de Bailado Verde Gaio na nossa então Praça Dr Oliveira Salazar (hoje 25 de Abril) e a verdade é que logo fiquei cativado pelo trabalho artístico daquela companhia, então apenas prejudicada pelo facto de o local daquele espectáculo ter sido o para esses casos deficiente Refeitório do Mosteiro de Alcobaça. Apenas 3 anos depois consegui assistir a um espectáculo da CeDeCe suportado pelas devidas condições logísticas para público e intérpretes, quando em 1995 ela actuou no Cine-Teatro de Alcobaça, durante o III Cistermúsica, espectáculo essencialmente vincado na minha memória visual e auditiva por uma segunda parte em que foi apresentado o bailado O Autor, concebido por António Rodrigues sobre textos e canções de José Saramago (ouvindo Beethoven) e sobre A Pedra Filosofal de António Gedeão e Manuel Freire. Mal calcularíamos todos então que aquela companhia de dança ainda acabaria, um dia, por ficar sedeada em Alcobaça e que poderíamos ter muito mais vezes o privilégio de assistir aos seus cuidados espectáculos, nomeadamante nas 13ª e 14ª edições do Cistermúsica.
O espectáculo/ performance da CeDeCe a que assisti na passada 6ª feira no Cine-Teatro de Alcobaça (que se repetiria no sábado, englobando a programação do XIV Cistermúsica) era dividido em duas partes, na primeira das quais foi apresentada, em estreia absoluta, a peça Sevilha, coreografada pelo brasileiro Sávio de Luna a partir da obra poética A Educação Pela Pedra e Depois, de João Cabral de Melo Neto, em conjunção com música especialmente concebida por Danilo Guanais para esse efeito. Na segunda parte, foi apresentado, também em estreia absoluta, o bailado Lorca, coreografado pelo israelita Hofesh Shechter a partir do drama Bodas de Sangue, de Federico Garcia Lorca, sobre uma colagem musical entre música de Mozart, silêncio e música árabe, cujo autor o programa do espectáculo não esclarecia... Ambos os bailados tinham exemplar direcção de cena e eficiente desenho de luzes de António Rodrigues, numa noite em que a CeDeCe voltou a estar mesmo muito bem, apresentando bailados servidos por coreografias enleantes, movimentadas e tecnicamente muito bem conseguidas. Este espectáculo foi mais uma firme demonstração da qualidade do trabalho de direcção artística há vários anos desenvolvido por Maria Bessa e António Rodrigues naquela companhia de dança contemporânea, facto nesta 6ª feira novamente exibido por praticamente todos os bailarinos que ali actuaram. A CeDeCe voltou assim a encher-me (todas) as medidas em termos de produção artística e criativa, não podendo deixar de aqui incluir uma nota muito especial para os esboços e pinturas sobre bailarinos concebidos por Carlos Martins Pereira para a brochura/ programa deste belíssimo espectáculo de dança, co-produzido pelo XIV Cistermúsica- Festival de Música de Alcobaça. No que respeita à feliz ilustração musical de ambos os bailados, mereceu-me especial atenção a globalizante criatividade da composição programática de Danilo Guanais para Sevilha, bem como a tangencial conexão com o fio condutor da direcção artística deste XIV Cistermúsica musicalmente exposto pela colagem musical concebida para Lorca, na qual a utilização espacial do silêncio foi também notável. O único senão, pelo menos na noite de 6ª feira, é que a assistência a este excelente espectáculo de dança contemporânea não chegava às 7 dezenas de espectadores, facto pelo qual não me atrevo a deixar já aqui algum juízo definitivo, embora ache ter ali estado pouco público para o que a qualidade do espectáculo merecia e prometia. Ainda para mais numa altura em que o Cistermúsica é um dos raros festivais de música nacionais a incluir bailado na sua programação...
Esclarecido este facto, deverei então aqui escrever que acompanho já a produção artística da CeDeCe desde 1992, ano em que participou na primeira edição do Cistermúsica, então ainda sob a sub- designação de Companhia de Dança Contemporânea de Setúbal. Logo de entrada foi então apresentado o bailado Alliens, coreografado e interpretado por Sónia Rocha, sobre música dos Queen, Goldsmith e Klauds. Na minha memória pairava então, em termos de dança, uma memorável apresentação do Grupo de Bailado Verde Gaio na nossa então Praça Dr Oliveira Salazar (hoje 25 de Abril) e a verdade é que logo fiquei cativado pelo trabalho artístico daquela companhia, então apenas prejudicada pelo facto de o local daquele espectáculo ter sido o para esses casos deficiente Refeitório do Mosteiro de Alcobaça. Apenas 3 anos depois consegui assistir a um espectáculo da CeDeCe suportado pelas devidas condições logísticas para público e intérpretes, quando em 1995 ela actuou no Cine-Teatro de Alcobaça, durante o III Cistermúsica, espectáculo essencialmente vincado na minha memória visual e auditiva por uma segunda parte em que foi apresentado o bailado O Autor, concebido por António Rodrigues sobre textos e canções de José Saramago (ouvindo Beethoven) e sobre A Pedra Filosofal de António Gedeão e Manuel Freire. Mal calcularíamos todos então que aquela companhia de dança ainda acabaria, um dia, por ficar sedeada em Alcobaça e que poderíamos ter muito mais vezes o privilégio de assistir aos seus cuidados espectáculos, nomeadamante nas 13ª e 14ª edições do Cistermúsica.
O espectáculo/ performance da CeDeCe a que assisti na passada 6ª feira no Cine-Teatro de Alcobaça (que se repetiria no sábado, englobando a programação do XIV Cistermúsica) era dividido em duas partes, na primeira das quais foi apresentada, em estreia absoluta, a peça Sevilha, coreografada pelo brasileiro Sávio de Luna a partir da obra poética A Educação Pela Pedra e Depois, de João Cabral de Melo Neto, em conjunção com música especialmente concebida por Danilo Guanais para esse efeito. Na segunda parte, foi apresentado, também em estreia absoluta, o bailado Lorca, coreografado pelo israelita Hofesh Shechter a partir do drama Bodas de Sangue, de Federico Garcia Lorca, sobre uma colagem musical entre música de Mozart, silêncio e música árabe, cujo autor o programa do espectáculo não esclarecia... Ambos os bailados tinham exemplar direcção de cena e eficiente desenho de luzes de António Rodrigues, numa noite em que a CeDeCe voltou a estar mesmo muito bem, apresentando bailados servidos por coreografias enleantes, movimentadas e tecnicamente muito bem conseguidas. Este espectáculo foi mais uma firme demonstração da qualidade do trabalho de direcção artística há vários anos desenvolvido por Maria Bessa e António Rodrigues naquela companhia de dança contemporânea, facto nesta 6ª feira novamente exibido por praticamente todos os bailarinos que ali actuaram. A CeDeCe voltou assim a encher-me (todas) as medidas em termos de produção artística e criativa, não podendo deixar de aqui incluir uma nota muito especial para os esboços e pinturas sobre bailarinos concebidos por Carlos Martins Pereira para a brochura/ programa deste belíssimo espectáculo de dança, co-produzido pelo XIV Cistermúsica- Festival de Música de Alcobaça. No que respeita à feliz ilustração musical de ambos os bailados, mereceu-me especial atenção a globalizante criatividade da composição programática de Danilo Guanais para Sevilha, bem como a tangencial conexão com o fio condutor da direcção artística deste XIV Cistermúsica musicalmente exposto pela colagem musical concebida para Lorca, na qual a utilização espacial do silêncio foi também notável. O único senão, pelo menos na noite de 6ª feira, é que a assistência a este excelente espectáculo de dança contemporânea não chegava às 7 dezenas de espectadores, facto pelo qual não me atrevo a deixar já aqui algum juízo definitivo, embora ache ter ali estado pouco público para o que a qualidade do espectáculo merecia e prometia. Ainda para mais numa altura em que o Cistermúsica é um dos raros festivais de música nacionais a incluir bailado na sua programação...
Wednesday, June 07, 2006
O XXVIII ANIVERSÁRIO DE UM RANCHO PARA TODO O TERRENO!
É já no próximo fim-de-semana, a 10 e 11 de Junho, que o Rancho Folclórico dos Moleanos comemora o seu vigésimo-oitavo aniversário. Essa comemoração engloba ainda a 3ª Mostra de Produtos Alcobacenses e um Festival Todo o Terreno, bem como um dos habituais almoços-convívio, em que o Lagar do Barreirão, actual sede daquele rancho folclórico, receberá os seus amigos e convidados, que não são assim tão poucos, atraídos não só pela amizade e estima que os une àquela instituição mas também pela absolutamente divinal Sopa de Pedra que ali costuma ser servida... Além de dois animados bailes e da apresentação dos novos elementos da sua Escola de Música, este aniversário dessa autêntica instituição todo o terreno que é o Rancho Folclórico dos Moleanos ficará também assinalada pela realização de movimentados percursos TT e BTT, bem como pelo especialíssimo Passeio Turístico de Carros Antigos e Vespas "Quem Passa Por Alcobaça". Além de tudo isso, que já não é assim tão pouco, haverá ainda lugar para exposições de cerâmica, fotografia e pintura, além de uma em que será novamente exposta uma parte importante de uma das maiores riquezas etnográficas do concelho de Alcobaça: o autêntico Museu do Trajo que este rancho possui e mantém, que é de uma valia e qualidade tão indiscutíveis como a de toda a história de um rancho folclórico que se orgulha de ser um "fiel representante da Etnografia e Folclore da Alta Estremadura", sendo membro de pleno direito da Federação do Folclore Português e do Inatel.
E como por trás de uma grande instituição está sempre um grande homem, ele é, neste caso, o simpático e empreendedor Paulo Palmeira, actual presidente da direcção do Rancho Folclórico dos Moleanos. Ele é a alma e o motor daquela instituição, e apesar de ser um homem de baixa estatura é um Homem com um H tão grande como a Serra dos Candeeiros, em cujas faldas vive e trabalha, de ainda antes do nascer da manhã até muito depois do cair da noite, sempre com o seu motivador sorriso nos lábios e a férrea vontade de fazer alguma coisa pela cultura da região onde vive. Escusado seria escrever que o Paulo é um dos heróis do Nas Faldas da Serra, que nunca se cansará de elogiar um simpático rapaz que se levanta da sua cama todas as manhãs, às 5 horas, para ir pastar as suas simpáticas cabrinhas e depois produzir os belos queijos da sua fábrica, tendo tudo isso já feito por volta das 9 da manhã... Ou seja, quando muitos de nós ainda se estão a levantar da caminha, já o Paulo se fartou de trabalhar. E a sua vida laboral não pára aí, pois é por volta dessas mesmas 9 da manhã que ele pega ao serviço na pedreira onde trabalha para mais um dia ao serviço da economia nacional. Felizmente ainda há gente assim!
Muitos parabéns ao Rancho Folclórico dos Moleanos!!!
E como por trás de uma grande instituição está sempre um grande homem, ele é, neste caso, o simpático e empreendedor Paulo Palmeira, actual presidente da direcção do Rancho Folclórico dos Moleanos. Ele é a alma e o motor daquela instituição, e apesar de ser um homem de baixa estatura é um Homem com um H tão grande como a Serra dos Candeeiros, em cujas faldas vive e trabalha, de ainda antes do nascer da manhã até muito depois do cair da noite, sempre com o seu motivador sorriso nos lábios e a férrea vontade de fazer alguma coisa pela cultura da região onde vive. Escusado seria escrever que o Paulo é um dos heróis do Nas Faldas da Serra, que nunca se cansará de elogiar um simpático rapaz que se levanta da sua cama todas as manhãs, às 5 horas, para ir pastar as suas simpáticas cabrinhas e depois produzir os belos queijos da sua fábrica, tendo tudo isso já feito por volta das 9 da manhã... Ou seja, quando muitos de nós ainda se estão a levantar da caminha, já o Paulo se fartou de trabalhar. E a sua vida laboral não pára aí, pois é por volta dessas mesmas 9 da manhã que ele pega ao serviço na pedreira onde trabalha para mais um dia ao serviço da economia nacional. Felizmente ainda há gente assim!
Muitos parabéns ao Rancho Folclórico dos Moleanos!!!
Tuesday, June 06, 2006
ONDE ESTARÁ O RAIO DO CONCERTO?
Um senhor meu conhecido, reformado da Crisal, encontrou-me hoje na rua e contou-me uma história que achei interessante aqui publicar. O referido senhor havia-me ouvido elogiar, aos microfones da Rádio Cister, o espectáculo da Capela Joanina apresentado na Sala do Capítulo do Mosteiro de Alcobaça na tarde do passado domingo. Vivendo na Bemposta, o meu amigo decidiu que havia de seguir o meu conselho e que nessa tarde havia de meter pés ao caminho, direito ao Mosteiro de Alcobaça. Assim o pensou e assim o fez. Só que, tal como hoje me contou: chegado ao Rossio não viu colocada qualquer indicação sobre o local do concerto e, encaminhando-se para o Mosteiro, andou numa autêntica roda viva entre a Ala Sul, a Ala Norte e a Nave Central do dito edifício, sem ter conseguido ver qualquer indicação e sem conseguir saber qual o caminho certo para o local do concerto. Acabou por desistir, ficando mesmo cheio de pena... E com mais pena ficou, depois de ontem à tarde ter ouvido o muito abonatório comentário crítico que fiz na mesmíssima emissora radiofónica sobre o mesmíssimo concerto...
Moral da história: não teria sido nada mau que a organização do Cistermúsica tivesse assinalado muito melhor os locais dos seus concertos pelas ruas e praças da cidade. a fim de que pessoas como o senhor cuja história aqui conto também lá tivessem podido estar...
Moral da história: não teria sido nada mau que a organização do Cistermúsica tivesse assinalado muito melhor os locais dos seus concertos pelas ruas e praças da cidade. a fim de que pessoas como o senhor cuja história aqui conto também lá tivessem podido estar...
Monday, June 05, 2006
NOTAS BASTANTE SOLTAS, EM BOM RITMO, SOBRE O SEXTO ESPECTÁCULO DO CISTERMÚSICA 2006
Em boa hora me desloquei ontem à tarde à Sala do Capítulo do Mosteiro de Alcobaça, para assistir ao sexto espectáculo do XIV Festival de Música de Alcobaça. Sete anos depois de ter actuado pela primeira vez no Cistermúsica, voltou ontem a actuar no festival o cravista e organista João Paulo Janeiro. Em 1977, ele estivera no Cistermúsica dirigindo o Grupo de Música Antiga Flores de Música, num concerto em que foram interpretadas composições de Haendel e Haydn, mas do qual não ficou infelizmente registada qualquer memória crítica... Neste seu (muito) feliz regresso ao Cistermúsica, João Paulo Janeiro dirigiu o nóvel agrupamento vocal de solistas Capela Joanina, num concerto tematicamente delineado em torno de Percursos do Sagrado e do Profano na Música Vocal dos Séculos XVI, XVII e XVIII. Tal como na noite anterior, o público acorreu em maior número que na semana passada, tendo ali fruido um excelente e muito bem cuidado espectáculo, em que além de aquele agrupamento ter confirmado ser um ensemble de boas vozes e boa conjunção entre os seus naipes, teve ainda o especial condão de ter apresentado o seu concerto num ritmo muito adequado, sem grandes perdas de tempo entre os vários temas interpretados, facto nem sempre registado em espectáculos deste género... De entre os vários elementos da Capela Joanina merece aqui uma nota muito especial o tenor Marco Alves dos Santos, que novamente actuou em excelente nível na nossa cidade, um ano depois de no Cistermúsica 2005 nos ter deliciado com um vocal e cenicamente irrepreensível Nereu, no elenco da ópera barroca de marionetas As Variedades de Proteu. Isso mesmo ele ontem demonstrou, a solo, na sua interpretação do moteto O Dulcíssima Maria, de Ludovico da Viadana, no qual a sua voz e o seu canto assentaram que nem uma luva: belíssimo! Mereceram também naquele concerto especial referência e apreciação as interpretações da ensalada La Justa, de Mateo Flecha, The Elder, e do responsório Dixit Dominus, de Francisco António de Almeida, com cuja interpretação terminou um belo concerto, no qual tudo bateu mesmo muito certo, sem especiais delongas e tempos perdidos... Foram mesmo uns minutos muito bem utilizados e apreendidos, deixando no ar um cheirinho do melhor que nos tem dado a História do Cistermúsica. Sem espinhas!
Sunday, June 04, 2006
A NOVA MODA DE MISTURAR MÚSICA COM PAPELINHOS DE REBUÇADO...
Durante muitos anos fui uma daqueles convictos espectadores que se aborreciam mesmo com aquele espécie de uso e costume de muitas pessoas fazerem gala em chegar atrasadas aos concertos, tentando mesmo entrar na sala durante os ditos; ou de não desligarem os telemóveis, atendendo mesmo as suas chamadinhas durantes os próprios espectáculos; ou aquela autêntica praga de gentinha a tossir nos intervalos das músicas ou entre os andamentos... É engraçado, embora não tenha mesmo graça nenhuma, que essas modas ou usos e costumes tenham agora dado lugar a uma outra, não menos irritante, que é a de umas senhoras muito bem postas se porem a desembrulhar os seus rebuçadinhos enquanto os próprios músicos actuam e os outros espectadores tentam ouvir... Não há por aí ninguém que as mande para casa, matar moscas e passar a roupinha a ferro?
NOTAS MESMO MUITO SOLTAS SOBRE O QUINTO ESPECTÁCULO DO CISTERMÚSICA 2006
O recital de ontem à noite, no Cine-Teatro de Alcobaça, era muito provavelmente o espectáculo aguardado com maior expectativa neste XIV Festival de Música de Alcobaça. Até por mim, que há quatro anos, quando estava prevista a primeira actuação de Artur Pizarro neste festival, tive o azar de essa data ter coincidido com a de umas minhas férias na Europa Central. Contudo, motivos de inesperada doença obrigaram então a uma substituição de Artur Pizarro por António Rosado, e, conequentemente uma alteração de programa. Acabei por não perder o Pizarro e até tive então a suprema sorte de poder assistir a um concerto no Musikverein, em Viena, no qual foi unicamente interpretada música de Mozart. Guardado estava então o bocado para quem o haveria de ouvir e foi com agradével satisfação que soube que desta vez é que era, ou seja, que Artur Pizarro veio finalmente actuar no Cistermúsica. E de que maneira tão boa o fez!
Os visitantes deste blogue terão certamente acompanhado a minha recente troca de mimos com o actual Director Executivo do Cistermúsica e muitos de vós estariam até certamente à espera que aqui viesse hoje postar com a língua afiada contra o recital de ontem, caso estivessem de acordo com o Rui Morais quando ele escreveu que eu este ano tinha cedido à inveja e à maledicência pura contra a actual organização executiva e artrística do Cistermúsica. Além de me ter transformado numa fera... Nada de mais errado, dado que eu, além de ser benfiquista, praticamente desde o primeiro ano do Cistermúsica não tenho feito mais que tentar ser uma voz crítica e independente, mas acima de tudo um defensor do Festival de Música de Alcobaça, o que não evita que eu deixe de manifestar a minha opinião crítica pessoal. E sublinho o termo pessoal, dado que essa tem sido desde sempre a principal característica da minha opinião publicada, há quase 20 anos... É claro que ando na rua, frequento espaços públicos e que falo com muita gente, não lhes voltando as costas quando falam comigo, e que por vezes tenho em conta as suas opiniões, mesmo que sejam diferentes das minhas. Como diria o Hegel: é a minha dialética...
Voltando ao recital de Artur Pizarro no Cine-Teatro de Alcobaça, deverei começar por aqui evidenciar que, apesar te a ele ter assistido mais público que nos dois espectáculos da semana anterior juntos, ele teria certamente merecido muito mais espectadores. E aqui refiro que na plateia se voltou a ver muita gente de fora de Alcobaça, inclusivamente a jornalista Maria João Avillez, confirmando que acertadas escolhas de cartaz atraem público de fora de Alcobaça ao Cistermúsica. Quanto ao de Alcobaça, infelizmente a coisa anda preta nesse campo...
A primeira parte do recital de ontem foi integralmente preenchida com a música do compositor alcobacense Carlos Tavares de Andrade, apresentada pela segunda vez em espectáculos do festival, dois anos depois do seu Quarteto Com Piano nele ter sido muitíssimo bem recebido. As suas composições para piano agora interpretadas não tiveram o mesmo efeito em termos de recepção do público, que as assimilou algo a frio, apesar da interpretação de Artur Pizarro se ter enquadrado perfeitamente dentro da qualidade esperada.A música de Carlos Andrade não é muito fácil de apreender e nela ressaltou mais uma vez de ela estar à sua época muito avançada face ao que então se compunha e exibia em Portugal, estando mesmo, como eu próprio escrevi na recentemente publicada Espaços Adepa 2- Revista de Património: temporalmente muito alinhada com aquilo que nessa época se fazia na chamada zona da frente musical, ou seja, na aurora do modernismo então nascente. Daí o facto de a sua música parecer e ser mesmo algo abstracta. Para mim foi um prazer ouvi-la e espero que Alexandre Delgado não interrompa a sua autêntica cruzada em prol da divulgação da música do compositor alcobacense Carlos Tavares de Andrade.
A segunda parte começou também algo morna em termos de emotividade, embora um pouco mais quente em termos interpretativos, com uma apresentação, sólida mas não marcante, do Prelúdio e Fuga de Le Tombeau de Couperin, de Maurice Ravel, mestre da composição de piano cuja música abriu assim espaço para o que viria a seguir, e que seria mesmo de ouvir e chorar por mais ! E foi mesmo assim, a interpretação de Artur Pizarro pareceu ter ganho asas e voar por ali fora, no espeçao do Cine-Teatro de Alcobaça, enredando e conduzindo sensorialmente os seus espectadores por um notável Prelúdio, Ária e Fuga de César Franck, que foi quanto a mim, não só a mais convincente interpretação da noite como até mesmo uma das mais fascinantes até hoje ouvidas no festival! Aliaram-se seguidamente a espectacularidade compositiva de Franz Liszt e a espectacularidade interpretativa de Artur Pizarro, para num enlenate Scherzo e Marcha em Ré Menor de Liszt voltar a fazer o público subir aos céus e voar também por ali fora, concluindo assim, aparentemente, o excelentíssimo recital que finalmente trouxe a Alcobaça presença física e artística do não menos excelentíssimo pianista português Artur Pizarro! (Já não certamente o primeiro, nem serei o último a escrever isto, o que não terá mesmo nada a ver com a nacionalidade, mas sim com a qualidade!).
Palmas, palmas, palmas e mais palmas premiaram ali mesmo aquela preciosa actuação de Artur Pizarro, atitude a que o mesmo correspondeu de um modo soberbo, no bom sentido, interpretando Aragon, de Federico Longas, daquele modo que apenas os pianistas de elite (no bom sentido!) conseguem fazer!!!
Um recital de notável qualidade, em qualquer parte do mundo, ao qual, infelizmente, deveriam ter correspondido mais alcobacenses... O mal foi deles!
Os visitantes deste blogue terão certamente acompanhado a minha recente troca de mimos com o actual Director Executivo do Cistermúsica e muitos de vós estariam até certamente à espera que aqui viesse hoje postar com a língua afiada contra o recital de ontem, caso estivessem de acordo com o Rui Morais quando ele escreveu que eu este ano tinha cedido à inveja e à maledicência pura contra a actual organização executiva e artrística do Cistermúsica. Além de me ter transformado numa fera... Nada de mais errado, dado que eu, além de ser benfiquista, praticamente desde o primeiro ano do Cistermúsica não tenho feito mais que tentar ser uma voz crítica e independente, mas acima de tudo um defensor do Festival de Música de Alcobaça, o que não evita que eu deixe de manifestar a minha opinião crítica pessoal. E sublinho o termo pessoal, dado que essa tem sido desde sempre a principal característica da minha opinião publicada, há quase 20 anos... É claro que ando na rua, frequento espaços públicos e que falo com muita gente, não lhes voltando as costas quando falam comigo, e que por vezes tenho em conta as suas opiniões, mesmo que sejam diferentes das minhas. Como diria o Hegel: é a minha dialética...
Voltando ao recital de Artur Pizarro no Cine-Teatro de Alcobaça, deverei começar por aqui evidenciar que, apesar te a ele ter assistido mais público que nos dois espectáculos da semana anterior juntos, ele teria certamente merecido muito mais espectadores. E aqui refiro que na plateia se voltou a ver muita gente de fora de Alcobaça, inclusivamente a jornalista Maria João Avillez, confirmando que acertadas escolhas de cartaz atraem público de fora de Alcobaça ao Cistermúsica. Quanto ao de Alcobaça, infelizmente a coisa anda preta nesse campo...
A primeira parte do recital de ontem foi integralmente preenchida com a música do compositor alcobacense Carlos Tavares de Andrade, apresentada pela segunda vez em espectáculos do festival, dois anos depois do seu Quarteto Com Piano nele ter sido muitíssimo bem recebido. As suas composições para piano agora interpretadas não tiveram o mesmo efeito em termos de recepção do público, que as assimilou algo a frio, apesar da interpretação de Artur Pizarro se ter enquadrado perfeitamente dentro da qualidade esperada.A música de Carlos Andrade não é muito fácil de apreender e nela ressaltou mais uma vez de ela estar à sua época muito avançada face ao que então se compunha e exibia em Portugal, estando mesmo, como eu próprio escrevi na recentemente publicada Espaços Adepa 2- Revista de Património: temporalmente muito alinhada com aquilo que nessa época se fazia na chamada zona da frente musical, ou seja, na aurora do modernismo então nascente. Daí o facto de a sua música parecer e ser mesmo algo abstracta. Para mim foi um prazer ouvi-la e espero que Alexandre Delgado não interrompa a sua autêntica cruzada em prol da divulgação da música do compositor alcobacense Carlos Tavares de Andrade.
A segunda parte começou também algo morna em termos de emotividade, embora um pouco mais quente em termos interpretativos, com uma apresentação, sólida mas não marcante, do Prelúdio e Fuga de Le Tombeau de Couperin, de Maurice Ravel, mestre da composição de piano cuja música abriu assim espaço para o que viria a seguir, e que seria mesmo de ouvir e chorar por mais ! E foi mesmo assim, a interpretação de Artur Pizarro pareceu ter ganho asas e voar por ali fora, no espeçao do Cine-Teatro de Alcobaça, enredando e conduzindo sensorialmente os seus espectadores por um notável Prelúdio, Ária e Fuga de César Franck, que foi quanto a mim, não só a mais convincente interpretação da noite como até mesmo uma das mais fascinantes até hoje ouvidas no festival! Aliaram-se seguidamente a espectacularidade compositiva de Franz Liszt e a espectacularidade interpretativa de Artur Pizarro, para num enlenate Scherzo e Marcha em Ré Menor de Liszt voltar a fazer o público subir aos céus e voar também por ali fora, concluindo assim, aparentemente, o excelentíssimo recital que finalmente trouxe a Alcobaça presença física e artística do não menos excelentíssimo pianista português Artur Pizarro! (Já não certamente o primeiro, nem serei o último a escrever isto, o que não terá mesmo nada a ver com a nacionalidade, mas sim com a qualidade!).
Palmas, palmas, palmas e mais palmas premiaram ali mesmo aquela preciosa actuação de Artur Pizarro, atitude a que o mesmo correspondeu de um modo soberbo, no bom sentido, interpretando Aragon, de Federico Longas, daquele modo que apenas os pianistas de elite (no bom sentido!) conseguem fazer!!!
Um recital de notável qualidade, em qualquer parte do mundo, ao qual, infelizmente, deveriam ter correspondido mais alcobacenses... O mal foi deles!
Saturday, June 03, 2006
BAZAR DAS MONJAS COMEMORA 2º ANIVERSÁRIO COM ARTE
Cós é uma das localidades historicamente mais emblemáticas do concelho de Alcobaça. Pena é que a recuperação do seu precioso Convento feminino esteja a demorar tanto tempo. Todavia, segundo o que já vi daquela recuperação, os resultados começam a mostrar-se muito edificantes em termos de revitalização da antiga graça e da qualidade arquitectónica e artística daquele Convento, lamentando-se apenas que o assunto não se consiga resolver de vez e com resultados práticos no que respeita à secção dos domínios daquele convento que continua a ser incompreensivelmente ocupada por vivências estranhas à sua tradição ocupacional...
Mas nem só do seu Convento vive Cós e a verdade é que ainda ali existe alguém que vai dia a dia lutando pela emancipação da sua vida social e cultural. É o caso da Raquel Romão e do Valdemar Rodrigues, que há dois anos ali inauguraram um espaço em que a vivência hoteleira se alia à vivência cultural. Recordo-me de já lá ter admirado uma excelente exposição fotográfica da Catarina Mateus, curiosamente antiga vizinha daquele estabelecimento, cujo nome, Bazar das Monjas, faz inteira justiça à tradição social e cultural daquela simpática localidade. Uma localidade onde já mesmo assisti a inesquecíveis espectáculos, nomeadamente com artistas e agrupamentos como Gabriela Canavilhas, Ana Ferraz, Friedrich Lips, o Trio Mediterrain, o Cuarteto Casals ou os The Gift...
Pois bem, e não sendo este post um anúncio, mas sim a mais pura realidade, destina-se o mesmo a noticiar aos quatro ventos que o Bazar das Monjas resolveu comemorar o seu segundo aniversário da melhor maneira. Ou seja, inaugurando no próximo sábado, 10 de Junho, às 15 horas, a exposição Desenhos a Lápis de Grafite de Antunes, na qual serão apresentados retratos e caricaturas concebidos pelo artista montense José Ribeiro Antunes durante as duas últimas décadas. É muito fácil chegar ao Bazar das Monjas, que se situa no nº 24 da Rua Professor José dos Santos Teodoro, que é precisamente a rua principal de Cós... Não tem nada que saber e a visita valerá certamente a pena!
Mas nem só do seu Convento vive Cós e a verdade é que ainda ali existe alguém que vai dia a dia lutando pela emancipação da sua vida social e cultural. É o caso da Raquel Romão e do Valdemar Rodrigues, que há dois anos ali inauguraram um espaço em que a vivência hoteleira se alia à vivência cultural. Recordo-me de já lá ter admirado uma excelente exposição fotográfica da Catarina Mateus, curiosamente antiga vizinha daquele estabelecimento, cujo nome, Bazar das Monjas, faz inteira justiça à tradição social e cultural daquela simpática localidade. Uma localidade onde já mesmo assisti a inesquecíveis espectáculos, nomeadamente com artistas e agrupamentos como Gabriela Canavilhas, Ana Ferraz, Friedrich Lips, o Trio Mediterrain, o Cuarteto Casals ou os The Gift...
Pois bem, e não sendo este post um anúncio, mas sim a mais pura realidade, destina-se o mesmo a noticiar aos quatro ventos que o Bazar das Monjas resolveu comemorar o seu segundo aniversário da melhor maneira. Ou seja, inaugurando no próximo sábado, 10 de Junho, às 15 horas, a exposição Desenhos a Lápis de Grafite de Antunes, na qual serão apresentados retratos e caricaturas concebidos pelo artista montense José Ribeiro Antunes durante as duas últimas décadas. É muito fácil chegar ao Bazar das Monjas, que se situa no nº 24 da Rua Professor José dos Santos Teodoro, que é precisamente a rua principal de Cós... Não tem nada que saber e a visita valerá certamente a pena!
Thursday, June 01, 2006
FUNDAÇÃO GULBENKIAN APRESENTOU TEMPORADA DE MÚSICA NOTÁVEL ENTRE OUTUBRO DE 2006 E JUNHO DE 2007
Chegou ontem à minha caixa de correio o sempre muito aguardado livrinho que anuncia os espectáculos da próxima temporada de música promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian. Abrir e desfolhar o dito livrinho é sempre um prazer, embora nem sempre nele se confirme tudo o que ali aspiramos ver e ouvir. Todavia, após iniciar o acto anteriormente descrito tive imediatamente a motivadora sensação de que este ano a coisa promete mesmo muito mais que nos últimos anos, parecendo que os programadores da Gulbenkian resolveram dar um pontapé na crise que nos últimos anos pareceu assolar as suas temporadas de música. Pois é: para o período entre 4 de Outubro de 2006 e 2 de Junho de 2007 a Fundação Gulbenkian apostou claramente na contratação de grandes vedetas da música culta internacional, começando logo pelo seu concerto inaugural, em que o seu Grande Auditório acolherá um espectáculo da justamente celebrizada meio-soprano Anne Sophie von Otter. Além dela, aquela temporada de música apresentará outros notáveis intérpretes, muitos deles actuando mesmo com a própria Orquestra Gulbenkian, como será o caso de maestros como Gennadi Rozhdestvensky e Jean-Claude Casadesus, intérpretes como a violinista Viktoria Mullova, os pianistas Alfred Brendel e Daniel Barenboim ou a soprano Angela Gheorghiu. Momentos altos da temporada existirão certamente todos os meses, durante a próxima temporada de música da Fundação Gulbenkian, e, quer o seu Ciclo de Piano (que anuncia Evgeni Kissin, Murray Perahia e Maurizio Pollini), o seu Ciclo de Música Antiga (que anuncia a Akademie für Alte Musik Berlin, o Collegium Vocale de Ghent, o Les Arts Florissants e os English Baroque Solists), o seu Ciclo de Música Contemporânea (que anuncia o Ensemble Recherche e o Remix Ensemble) ou o seu Ciclo Grandes Orquestras Mundiais (que anuncia a Orquestra do Século XVIII, a Philharmonia Orchestra, a SWR Sinfonieorchester Baden- Baden und Freiburg e a Orquestra Sinfónica de Londres) prenunciam não só fabulosos espectáculos como uma autêntica depredação das economias de muito boa gente... Vamos então estar atentos e o mais presentes possível na temporada de música Gulbenkian, num ano em que além de tudo o que anteriormente referi até vão passar raridades como a música de La Monte Young, um dos patriarcas do minimalismo musical! Para os alcobacenses deverão merecer especial atenção as várias actuações do Remix Ensemble nesta temporada da Gulbenkian(um dos solistas daquele agrupamentp é o percussionista alcobacense Manue Campos), além de curiosidades com a participação do Trio Mediterrain (que participou no XIII Cistermúsica) e da inclusão naquela temporada da ópera de marionetas As Variedades de Proteu (também apresentada no XIII Cistermúsica), que será apresentada em versão de concerto, no Auditório 3 da Fundação Gulbenkian, pelo ensemble francês Les Caractères, em 4 e 5 de Fevereiro de 2007. Será bom então começar já a juntar uns trocos com a finalidade de conseguir ao maior número de concertos possível nesta temporada de música Gulbenkian, embora haja um que se arrisca certamente a ficar histórico e a ser o concerto do ano em Portugal: vai ser apresentado na noite de sábado, 3 de Março de 2007, no Garnde Auditório da Fundação Gulbenkian, e em palco estarão nem mais nem menos o agrupamento TrondheimSolistene e a violinista e directora musical Anne- Sophie Mutter... Irra! Que esta vai ser mesmo uma temporada de música do caraças!
Tuesday, May 30, 2006
EXPLIQUEM-ME, COMO SE EU FOSSE UMA CRIANÇA DE QUATRO ANOS....
Assisti ontem, no Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria, ao concerto inaugural da 24ª edição do Festival Música em Leiria. Em palco esteve o espectacular Lakatos Ensemble, agrupamento húngaro dirigido pelo fabuloso violinista Roby Lakatos, que passeou a sua indiscutível classe por aquele palco, num espectáculo estruturado em torno de uma fascinante miscigenação entre a música húngara e o jazz clássico (se é que assim lhe posso chamar...). Não faltaram também temas de autoria de Roby Lakatos, Michel Legrand e Charles Trenet, entre outros, tendo o concerto culminado com dois irresistíveis encores encorpados em torno do tradicional Olhos Negros e da portuguesíssima Coimbra de Raúl Ferrão!
Todavia, o que hoje aqui me traz é uma comparação entre o que se vê (e o que não se vê) nas plateias dos espectáculos dos dois festivais de música mais importantes desta região. A saber: o Música em Leiria, organizado pelo Orfeão de Leiria, e o Cistermúsica, organizado pela Academia de Música de Alcobaça. A questão que aqui trago até é aparentemente simples, ou melhor escrevendo, não tem quase nada que saber ou entender...
Então aqui vai o problema: sendo os dois festivais organizados por entidades que disponibilizam e gerem escolas de música, porque é que nos espectáculos do Música Em Leiria se vêm sempre bastantes alunos e professores do Orfeão de Leiria e no Cistermúsica raramente se vêm alunos ou professores da Academia de Música de Alcobaça. Qual é a diferença? Se alguém souber, que me explique, como se eu fosse uma criança de quatro anos...
Todavia, o que hoje aqui me traz é uma comparação entre o que se vê (e o que não se vê) nas plateias dos espectáculos dos dois festivais de música mais importantes desta região. A saber: o Música em Leiria, organizado pelo Orfeão de Leiria, e o Cistermúsica, organizado pela Academia de Música de Alcobaça. A questão que aqui trago até é aparentemente simples, ou melhor escrevendo, não tem quase nada que saber ou entender...
Então aqui vai o problema: sendo os dois festivais organizados por entidades que disponibilizam e gerem escolas de música, porque é que nos espectáculos do Música Em Leiria se vêm sempre bastantes alunos e professores do Orfeão de Leiria e no Cistermúsica raramente se vêm alunos ou professores da Academia de Música de Alcobaça. Qual é a diferença? Se alguém souber, que me explique, como se eu fosse uma criança de quatro anos...
Monday, May 29, 2006
NOTAS SOLTAS, COM DEMASIADO ECO, SOBRE O QUARTO ESPECTÁCULO DO CISTERMÚSICA 2006
Este fim-de-semana não foi realmente um dos melhores na história recente do Festival de Música de Alcobaça. Depois do concerto assim assim e da falta de público no concerto de música de câmara do passado sábado, a coisa piorou ainda mais na tarde de domingo, 28 de Maio, data para a qual foi marcada uma conferência/concerto sobre as sonatas de Fernando Lopes-Graça, versando muito essencialmente a sua Sonata nº 2. Em palco, ou melhor dizendo, lançada às feras, esteve a diligente e simpática Patrícia Bastos, num espectáculo algo fraquinho em termos da retumbância programática e artística esperada num festival como o Cistermúsica. Devo aqui esclarecer que a pianista e musicóloga não teve quaisquer culpas no cartório, sendo muito curioso que nem o director artístico nem o director executivo do Festival tivessem comparecido numa Sala do Capítulo do Mosteiro de Alcobaça que mais uma vez se revelou profundamente desadequada para um espectáculo daquele género, neste caso com a agravante daquela sonata de Lopes-Graça ser muito forte nos seus graves, o que, numa sala com a irritante reverberação daquela acabou por motivar uma profunda dor de cabeça nalguns dos espectadores presentes. E aqui a porca voltou a torcer o rabo, tendo nesta tarde sucedido aos 52 espectadores da noite anterior apenas cerca de 30, num recital que até era à borla.
Confirmaram-se as minhas suspeitas de sábado à noite, e deverei aqui escrever a minha triste conclusão de que o Cistermúsica está nalguns casos a perder espectadores e muito do seu público habitual. Neste caso especial, penso que essa ausência de público se terá devido à própria indefinição do espectáculo em causa, que nem se anunciou como carne nem como peixe, ou seja, nem como concerto nem como conferência, indefinição cujas principais vítimas terão sido o público e a própria Patrícia Bastos, que até cumpriu o seu papel muito a contento, apesar das enormes contrariedades a que foi sujeita.
Sendo assim, depois de um fim-de-semana em que o sonho voltou a acolher o Cistermúsica, graças ao notável Cuarteto Casals, seguiu-se este autêntico fim-de-semana de pesadelo em que até o público fugiu a sete pés do Festival de Música de Alcobaça! Espera-se que o sonho regresse em força na noite do próximo sábado, graças ao mágico Artur Pizarro e à música de Carlos Tavares de Andrade, Ravel, Cesar Franck e Liszt, mas a verdade é que se a quebra na qualidade artística e na afluência de público se continuar a verificar terá mesmo chegado a hora de rever e reorganizar a estruturação do Cistermúsica, antes que o mesmo seja ferido de morte...
Cá por mim, espero recuperar da dor de cabeça que a reverberação da Sala do Capítulo me causou até ao próximo sábado...
Confirmaram-se as minhas suspeitas de sábado à noite, e deverei aqui escrever a minha triste conclusão de que o Cistermúsica está nalguns casos a perder espectadores e muito do seu público habitual. Neste caso especial, penso que essa ausência de público se terá devido à própria indefinição do espectáculo em causa, que nem se anunciou como carne nem como peixe, ou seja, nem como concerto nem como conferência, indefinição cujas principais vítimas terão sido o público e a própria Patrícia Bastos, que até cumpriu o seu papel muito a contento, apesar das enormes contrariedades a que foi sujeita.
Sendo assim, depois de um fim-de-semana em que o sonho voltou a acolher o Cistermúsica, graças ao notável Cuarteto Casals, seguiu-se este autêntico fim-de-semana de pesadelo em que até o público fugiu a sete pés do Festival de Música de Alcobaça! Espera-se que o sonho regresse em força na noite do próximo sábado, graças ao mágico Artur Pizarro e à música de Carlos Tavares de Andrade, Ravel, Cesar Franck e Liszt, mas a verdade é que se a quebra na qualidade artística e na afluência de público se continuar a verificar terá mesmo chegado a hora de rever e reorganizar a estruturação do Cistermúsica, antes que o mesmo seja ferido de morte...
Cá por mim, espero recuperar da dor de cabeça que a reverberação da Sala do Capítulo me causou até ao próximo sábado...
Sunday, May 28, 2006
MAIS UMAS NOTINHAS SOLTAS SOBRE O CISTERMÚSICA 2006
O terceiro concerto do XIV Cistermúsica não levou, ontem à noite, mais de cinquenta espectadores ao grande auditório do Cine-Teatro de Alcobaça, facto que me suscita algumas dúvidas no que respeita ao facto de o Festival de Música de Alcobaça ter ao longo dos seus quinze anos de existência conseguido, ou não, ganhar e manter um público dedicado. Parece-me que não, e ainda ontem mirei cirurgicamente a plateia do mais importante edifício cultural de Alcobaça, chegando facilmente à desoladora conclusão de que aquilo a que poderemos chamar de público fiel do Cistermúsica não chega a atingir as 20 pessoas. Principalmente a partir da altura em que, muito adequadamente, o festival começou a cobrar a entrada nos seus concertos...
Em palco, naquela noite de sábado 27 de Maio, estiveram a soprano norte-americana Elizabeth Keusch e o plurinacional Ensemble Contrapunctus. O espectáculo começou com a interpretação do Quarteto com Flauta em Ré Menor K. 285, de Mozart, um dos compositores homenageados nesta edição do Cistermúsica. Desta vez o notável compositor teve muito mais sorte que no concerto inaugural do festival, tendo a sua música sido muito melhor tratada e apresentada que na semana anterior, embora o quatro instrumentistas em palco tivessem pura e simplesmente cumprido o seu papel, sem grandes devaneios, o que até nem foi mau, embora pudesse ter sido muito melhor. Seguiu-se a interpretação de Sete Poesias de Blok para soprano e trio com piano, op. 127, de Chostakovich, confirmando o que na semana anterior aqui escrevi, ou seja, que até à data aquele tem sido o compositor cuja música tem sido mais convincentemente interpretada nesta edição do Cistermúsica, embora Elizabeth Keusch não tivesse demonstrado grandes rasgos interpretativos, apesar da sua boa dicção. A primeira parte do espectáculo terminou, deixando no ar a sensação de que, afinal, a escassa presença de público até tinha a sua justificação...
A segunda parte do espectáculo começou com a interessante Märchenerzählungen para clarinete, violeta e piano, op. 132, de Robert Schumann, cuja interpretação, certinha e eficiente, mas sem nada de transcendental, confirmou os meus temores de que a enorme qualidade que o festival apresentara no Convento de Cós, no domingo anterior, só muito dificilmente se voltaria nele a repetir este ano, o que para mim significa, muito claramente, que este será o ano com qualidade artística menos representativa desde que o Cistermúsica entrou no século XXI. Para o final do concerto aguardava-se o marcante e incontornável Pierrot Lunaire, de Arnold Scömberg, que, curiosamente, era a interpretação mais ansiada da noite para a maioria do público ali presente, facto estranho numa noite em que ess seria a única composição interpretada cujo compositor não integrava o epicentro da concepção temática da edição deste ano do Festival de Música de Alcobaça... E foi aí que a coisa deu um bocadinho mais para o torto, dado que a interpretação do Pierrt Lunaire pelo Ensemble Contrapunctus e pela soprano Elizabeth Keusch foi mesmo a maior desilusão, não só daquela noite como de toda a programação até agora apresentada nesta edição do Cistermúsica 2006. Sabe-se quão difícil é interpretar vocalmente aquela obra musical, não só pela necessidade de interpretar mesmo muito bem o chamado sprechgesang (canto falado) nele utilizado por Schönberg como também pela efectiva expressividade poética daquela produção musical, em que as vertentes musical e teatral se coadunam de um modo mesmo muito raro. Foi aí que Elizabeth Keusch não esteve muito bem, tendo a sua interpretação sido muito mais sprech que gesang, ou seja, muito mais declamada que cantada, nela tendo faltado também muito no aspecto teatral e expressivo, análise extensiva aos instrumentistas do Ensemble Contrapunctus e ao maestro Cesário Costa, que uma semana depois de não ter dado o seu melhor com a Orquestra do Norte, voltou agora a fazê-lo numa pouco empenhada interpretação de um Pierrot Lunaire cuja interpretação exige mesmo muito mais do que o aqui ali vimos e ouvimos! E aqui coloca-se mesmo um questão de princípio, sendo lógico perguntar se valerá sempre a pena contratar artistas estrangeiros para alguns espectáculos deste género de eventos? A questão colocou-se-me agora, dado que precisamente há dez anos, em Julho de 1996, assisti a uma interpretação daquela obra de Scxhönberg numa edição do Festival Música em Leiria, em que a soprano portuguesa Ana Ester Neves esteve mesmo muito melhor em palco do que agora fez a sua colega norte-americana no Cistermúsica 2006. Num ano em que consta que a dotação orçamental do Cistermúsica foi mesmo muito rabiscadinha, será caso para perguntar se a nossa Ana cobrará mais que a Elizabeth deles, ou se não estaria agora disponível para actuar em Alcobaça...
Resta-me agora esperar que o barco navegue por melhor águas, hoje ao fim da tarde, no Mosteiro de Alcobaça, com a conferência/concerto de Patrícia Lopes Bastos sobre as Sonatas e Sonatinas de Fernando Lopes-Graça... Curiosamente, as entradas são livres, pelo que aquele espectáculo servirá também para analisar mais profundamente as razões que muitas vezes têm afastado o público do Festival de Música de Alcobaça. Dados como as entradas a pagar, a qualidade dos artistas, a música apresentada ou até mesmo a inveja e a maledicência pura continuam na mesa!
Em palco, naquela noite de sábado 27 de Maio, estiveram a soprano norte-americana Elizabeth Keusch e o plurinacional Ensemble Contrapunctus. O espectáculo começou com a interpretação do Quarteto com Flauta em Ré Menor K. 285, de Mozart, um dos compositores homenageados nesta edição do Cistermúsica. Desta vez o notável compositor teve muito mais sorte que no concerto inaugural do festival, tendo a sua música sido muito melhor tratada e apresentada que na semana anterior, embora o quatro instrumentistas em palco tivessem pura e simplesmente cumprido o seu papel, sem grandes devaneios, o que até nem foi mau, embora pudesse ter sido muito melhor. Seguiu-se a interpretação de Sete Poesias de Blok para soprano e trio com piano, op. 127, de Chostakovich, confirmando o que na semana anterior aqui escrevi, ou seja, que até à data aquele tem sido o compositor cuja música tem sido mais convincentemente interpretada nesta edição do Cistermúsica, embora Elizabeth Keusch não tivesse demonstrado grandes rasgos interpretativos, apesar da sua boa dicção. A primeira parte do espectáculo terminou, deixando no ar a sensação de que, afinal, a escassa presença de público até tinha a sua justificação...
A segunda parte do espectáculo começou com a interessante Märchenerzählungen para clarinete, violeta e piano, op. 132, de Robert Schumann, cuja interpretação, certinha e eficiente, mas sem nada de transcendental, confirmou os meus temores de que a enorme qualidade que o festival apresentara no Convento de Cós, no domingo anterior, só muito dificilmente se voltaria nele a repetir este ano, o que para mim significa, muito claramente, que este será o ano com qualidade artística menos representativa desde que o Cistermúsica entrou no século XXI. Para o final do concerto aguardava-se o marcante e incontornável Pierrot Lunaire, de Arnold Scömberg, que, curiosamente, era a interpretação mais ansiada da noite para a maioria do público ali presente, facto estranho numa noite em que ess seria a única composição interpretada cujo compositor não integrava o epicentro da concepção temática da edição deste ano do Festival de Música de Alcobaça... E foi aí que a coisa deu um bocadinho mais para o torto, dado que a interpretação do Pierrt Lunaire pelo Ensemble Contrapunctus e pela soprano Elizabeth Keusch foi mesmo a maior desilusão, não só daquela noite como de toda a programação até agora apresentada nesta edição do Cistermúsica 2006. Sabe-se quão difícil é interpretar vocalmente aquela obra musical, não só pela necessidade de interpretar mesmo muito bem o chamado sprechgesang (canto falado) nele utilizado por Schönberg como também pela efectiva expressividade poética daquela produção musical, em que as vertentes musical e teatral se coadunam de um modo mesmo muito raro. Foi aí que Elizabeth Keusch não esteve muito bem, tendo a sua interpretação sido muito mais sprech que gesang, ou seja, muito mais declamada que cantada, nela tendo faltado também muito no aspecto teatral e expressivo, análise extensiva aos instrumentistas do Ensemble Contrapunctus e ao maestro Cesário Costa, que uma semana depois de não ter dado o seu melhor com a Orquestra do Norte, voltou agora a fazê-lo numa pouco empenhada interpretação de um Pierrot Lunaire cuja interpretação exige mesmo muito mais do que o aqui ali vimos e ouvimos! E aqui coloca-se mesmo um questão de princípio, sendo lógico perguntar se valerá sempre a pena contratar artistas estrangeiros para alguns espectáculos deste género de eventos? A questão colocou-se-me agora, dado que precisamente há dez anos, em Julho de 1996, assisti a uma interpretação daquela obra de Scxhönberg numa edição do Festival Música em Leiria, em que a soprano portuguesa Ana Ester Neves esteve mesmo muito melhor em palco do que agora fez a sua colega norte-americana no Cistermúsica 2006. Num ano em que consta que a dotação orçamental do Cistermúsica foi mesmo muito rabiscadinha, será caso para perguntar se a nossa Ana cobrará mais que a Elizabeth deles, ou se não estaria agora disponível para actuar em Alcobaça...
Resta-me agora esperar que o barco navegue por melhor águas, hoje ao fim da tarde, no Mosteiro de Alcobaça, com a conferência/concerto de Patrícia Lopes Bastos sobre as Sonatas e Sonatinas de Fernando Lopes-Graça... Curiosamente, as entradas são livres, pelo que aquele espectáculo servirá também para analisar mais profundamente as razões que muitas vezes têm afastado o público do Festival de Música de Alcobaça. Dados como as entradas a pagar, a qualidade dos artistas, a música apresentada ou até mesmo a inveja e a maledicência pura continuam na mesa!
Monday, May 22, 2006
NOTAS SOLTAS SOBRE O PRIMEIRO FIM-DE-SEMANA DO XIV CISTERMÚSICA
Começou na tarde do passado sábado a edição deste ano do Cistermúsica. O primeiro dado importante a reter no enquadramento informal de notas soltas por que optei para aqui publicar as minhas opiniões sobre o Festival de Música de Alcobaça de 2006 é o feliz facto de Alexandre Delgado se manter como director artístico daquele que é o mais importante evento cultural apresentado em Alcobaça. O que permite que mesmo com um orçamento muito mais baixo que os mais qualificados festivais de música nacionais o de Alcobaça se mantenha de há cinco anos a esta parte nesse elevado patamar de qualidade artística e programática...
Foi o próprio Alexandre Delgado que iniciou o Cistermúsica 2006 por sua conta e risco, apresentando ao fim da tarde de sábado, 20 de Maio, no Pequeno Auditório do Cine-Teatro de Alcobaça, a sua palestra Mozart: Luzes e Sombras do Classicismo, cujo temática ondeava entre a análise das Sinfonias nº 26 e nº 40 de Mozart, um dos homenageados, num ano em que na concepção temática do Festival de Música de Alcobaça predominam algumas das mais importantes efemérides musicais do ano em termos de centenários do nascimento e falecimento dos compositores Mozart, Schumann, Chostakovitch, Armando José Fernandes e Fernando Lopes-Graça. Como é habitual em praticamente tudo o que Alexandre Delgado faz aquela palestra correu mesmo muito bem, com o palestrante a disseminar a sua sabedoria e o seu bom humor de um modo culto e interessante, perante um número de espectadores bem mais composto que o normal em acontecimentos deste género...
À noite, no Cine-Teatro, foi apresentado o primeiro concerto do Cistermúsica 2006, espectáculo sinfónico em que a Orquestra do Norte, dirigida pelo Maestro Cesário Costa, actuou perante um auditório quase repleto de espectadores. Contudo, o concerto até nem começou de um modo muito bom, dado que a interpretação da Sinfonia nº 26 de Mozart não conseguiu fazer justiça àquela composição, tendo aquela orquestra essencialmente desiludido pela sua falta de força e convicção, dando a impressão que estava a actuar com metade da eficiência e dos efectivos necessários. A Abertura Manfred de Robert Schumann foi a interpretação que se seguiu, já um bocadinho melhor e mais convincente, mas ainda muito longe do que se esperava de Cesário Costa e dos seus músicos. Seguidamente tudo melhorou, e a interpretação do Concertino Para Violeta e Orquestra de Fernando Lopes-Graça acabou por ser a melhor e mais densa interpretação da noite, acima de tudo pela brilhante presença em palco do solista Jano Lisboa, violetista que se mostrou muito seguro e de uma excelência interpretativa muitos furos acima da orquestra que o acompanhou. Da música do bailado O Homem de Cravo na Boca, de Armando José Fernandes, que se seguiu no alinhamento do concerto, pouco haverá a dizer, dando mesmo a clara sensação de que o trabalho criativo daquele compositor nunca se conseguiu distanciar muito da música ligeira... Para terminar a noite, foram interpretadas as seis peças da Suite de Bailado nº 1 de Dmitri Chostakovich, que acabaria por ser o grande triunfador da noite, em termos de agrado do público, o que motivou mesmo um duplo encore com a repetição de duas dessas peças. No final poderá dizer-se que este concerto até não foi mau, mas poderia ter sido efectivamente muito melhor!
Na tarde do domingo seguinte já a coisa piou muito mais fino, no Convento de Cós, num concerto de música de câmara em que actuou o muito aguardado Cuarteto Casals, cuja actuação fez juz à excelente qualidade técnica e interpretativa que se esperava, num espectáculo que foi pura e simplesmente fantástico. Chostakovich voltou a ser a grande figura do dia, em termos de compositores interpretados neste Cistermúsica 2006, tendo o seu Quarteto nº 3 em Fá Maior agradado sobremaneiramente a um público que novamente compunha muito bem a sala, deixando poucos espaços vazios e aplaudiu aquela composição com um ímpeto raramente ouvido por estes lados. Todavia, o Cuarteto Casals deu também muito boa conta de si na interpretação do Quarteto nº 3 em Mi bemol Maior de Juan Antonio Arriaga e no Quarteto nº 15 em Sol Menor de Franz Schubert, demonstrando uma qualidade e um profissionalismo a toda a prova, justificando mesmo que se escreva que este terá sido um dos melhores espectáculos de sempre no Festival de Música de Alcobaça. Porém, o melhor do Cuarteto Casals ainda estava para vir e acabou por registar-se num notável e muito sintético encore em que aquele quarteto de cordas acabou mesmo por mandar completamente o seu público às cordas, extasiado perante a sua irresistível interpretação da Canção do Mouro de Manoel de Falla! Depois do autêntico tiro no porta-aviões que foi este concerto no Convento de Cós, vamos lá a ver como é que o festival se vai aguentar num próximo fim-de-semana em que me parece muito difícil repetir a elevada categoria deste espectáculo. On verra...
Foi o próprio Alexandre Delgado que iniciou o Cistermúsica 2006 por sua conta e risco, apresentando ao fim da tarde de sábado, 20 de Maio, no Pequeno Auditório do Cine-Teatro de Alcobaça, a sua palestra Mozart: Luzes e Sombras do Classicismo, cujo temática ondeava entre a análise das Sinfonias nº 26 e nº 40 de Mozart, um dos homenageados, num ano em que na concepção temática do Festival de Música de Alcobaça predominam algumas das mais importantes efemérides musicais do ano em termos de centenários do nascimento e falecimento dos compositores Mozart, Schumann, Chostakovitch, Armando José Fernandes e Fernando Lopes-Graça. Como é habitual em praticamente tudo o que Alexandre Delgado faz aquela palestra correu mesmo muito bem, com o palestrante a disseminar a sua sabedoria e o seu bom humor de um modo culto e interessante, perante um número de espectadores bem mais composto que o normal em acontecimentos deste género...
À noite, no Cine-Teatro, foi apresentado o primeiro concerto do Cistermúsica 2006, espectáculo sinfónico em que a Orquestra do Norte, dirigida pelo Maestro Cesário Costa, actuou perante um auditório quase repleto de espectadores. Contudo, o concerto até nem começou de um modo muito bom, dado que a interpretação da Sinfonia nº 26 de Mozart não conseguiu fazer justiça àquela composição, tendo aquela orquestra essencialmente desiludido pela sua falta de força e convicção, dando a impressão que estava a actuar com metade da eficiência e dos efectivos necessários. A Abertura Manfred de Robert Schumann foi a interpretação que se seguiu, já um bocadinho melhor e mais convincente, mas ainda muito longe do que se esperava de Cesário Costa e dos seus músicos. Seguidamente tudo melhorou, e a interpretação do Concertino Para Violeta e Orquestra de Fernando Lopes-Graça acabou por ser a melhor e mais densa interpretação da noite, acima de tudo pela brilhante presença em palco do solista Jano Lisboa, violetista que se mostrou muito seguro e de uma excelência interpretativa muitos furos acima da orquestra que o acompanhou. Da música do bailado O Homem de Cravo na Boca, de Armando José Fernandes, que se seguiu no alinhamento do concerto, pouco haverá a dizer, dando mesmo a clara sensação de que o trabalho criativo daquele compositor nunca se conseguiu distanciar muito da música ligeira... Para terminar a noite, foram interpretadas as seis peças da Suite de Bailado nº 1 de Dmitri Chostakovich, que acabaria por ser o grande triunfador da noite, em termos de agrado do público, o que motivou mesmo um duplo encore com a repetição de duas dessas peças. No final poderá dizer-se que este concerto até não foi mau, mas poderia ter sido efectivamente muito melhor!
Na tarde do domingo seguinte já a coisa piou muito mais fino, no Convento de Cós, num concerto de música de câmara em que actuou o muito aguardado Cuarteto Casals, cuja actuação fez juz à excelente qualidade técnica e interpretativa que se esperava, num espectáculo que foi pura e simplesmente fantástico. Chostakovich voltou a ser a grande figura do dia, em termos de compositores interpretados neste Cistermúsica 2006, tendo o seu Quarteto nº 3 em Fá Maior agradado sobremaneiramente a um público que novamente compunha muito bem a sala, deixando poucos espaços vazios e aplaudiu aquela composição com um ímpeto raramente ouvido por estes lados. Todavia, o Cuarteto Casals deu também muito boa conta de si na interpretação do Quarteto nº 3 em Mi bemol Maior de Juan Antonio Arriaga e no Quarteto nº 15 em Sol Menor de Franz Schubert, demonstrando uma qualidade e um profissionalismo a toda a prova, justificando mesmo que se escreva que este terá sido um dos melhores espectáculos de sempre no Festival de Música de Alcobaça. Porém, o melhor do Cuarteto Casals ainda estava para vir e acabou por registar-se num notável e muito sintético encore em que aquele quarteto de cordas acabou mesmo por mandar completamente o seu público às cordas, extasiado perante a sua irresistível interpretação da Canção do Mouro de Manoel de Falla! Depois do autêntico tiro no porta-aviões que foi este concerto no Convento de Cós, vamos lá a ver como é que o festival se vai aguentar num próximo fim-de-semana em que me parece muito difícil repetir a elevada categoria deste espectáculo. On verra...
Thursday, May 04, 2006
ESPAÇOS ADEPA, A REVISTA DE PATRIMÓNIO QUE LUMINOSAMENTE REGRESSA AO ENTARDECER
Dez anos depois da sua primeira edição, a Espaços Adepa/ Revista de Património regressa na tarde do próximo sábado, 6 de Maio (às 17 horas) ao convívio com os seus leitores, na Sala do Capítulo do Mosteiro de Alcobaça, apresentando uma sua segunda edição que logo à primeira vista seduz, não só pela sua surpreendente capa, que reproduz uma espectacular pintura a óleo sobre tela de autoria de José Eduardo Santos Costa, mas também pela sua sua notável melhoria em termos de qualidade gráfica, agora da responsabilidade do designer Marco Correia. Mantendo apenas quatro dos seus colaboradores de há dez anos (António Valério Maduro, Carlos Mendonça da Silva, Levi Condinho e José Alberto Vasco), a Espaços Adepa conta agora também com a colaboração de uma série de outros pesos-pesados do património local como José Eduardo Oliveira, Leonor Carvalho, Margarida Pires, Pedro Tavares e Rui Rasquilho, entre outros, com a feliz e muito especial particularidade de nesta sua segunda edição apresentar um saudável e meritório equilíbrio entre os espaços urbanos e os espaços rurais do concelho de Alcobaça, dando uma florescente e refrescante atenção ao estudo, protecção e divulgação do seu património pré-histórico e ambiental. Espera-se que entre esta segunda e uma sua provável terceira edição medeiem bem menos que os dez anos de intervalo entre as duas primeiras... Alcobaça agradece, não é? Vamos lá a ver é se retribui...
Monday, May 01, 2006
COMEMORAR ADEQUADAMENTE O 25 DE ABRIL
Neste 1º de Maio de 2006 não posso deixar de aqui louvar e aplaudir o facto de este ano a Assembleia Municipal de Alcobaça se ter finalmente decidido a comemorar condigna e adequadamente o 25 de Abril. Torneando literalmente as descaracterizadas comemorações de anos anteriores, aquela instituição decidu este ano incluir nas Comemorações do 32º Aniversário do 25 de Abril em Alcobaça o lançamento do livro 25 de Abril- Concurso Literário, onde são publicados os poemas concorrentes ao concurso que a mesma Assembleia Municipal organizara em 2004. Foi um modo bonito e adequado de comemorar uma data e um acontecimento que permitiram que a partir de então os poetas e todos os outros intelectuais portugueses pudessem desenvolver a sua criatividade sem comissões de censura e polícias políticas a importunar o seu trabalho e os seus ideais políticos e literários. O mote daquele concurso literário era o 25 de Abril e o seu género era o poético, e a partir de agora os trabalhos apresentados a concurso já estão disponibilizados ao público através da sua edição em livro. Num blogue que este ano também comemorou o 25 de Abril com um enquadramento literário, não podia terminar este post sem aqui publicar um dos poemas incluidos naquele livro, tendo escolhido precisamente o soneto de autoria de Glória Marreiros que foi distinguido com o 1º prémio naquele concurso, nessa categoria poética:
EU SOU
Eu sou a voz do povo, a companheira
Do canto universal das primaveras,
Onde cintilam olhos como esferas
Na solidão dum campo de poeira...
Cruzo o espaço da noite, sem canseira;
Dou ensejos às vidas mais austeras;
Vejo o rubro sol-pôr, onde as quimeras
São madrugada intensa e verdadeira.
Sou um cravo de Abril que sempre viça
No jardim da verdade e da justiça
Que visiona, até, o Inconsciente...
Sem álgidas neblinas no meu Ser
Sou liberdade e voz e sou Mulher
Que quer um pão igual p'ra toda a gente!
EU SOU
Eu sou a voz do povo, a companheira
Do canto universal das primaveras,
Onde cintilam olhos como esferas
Na solidão dum campo de poeira...
Cruzo o espaço da noite, sem canseira;
Dou ensejos às vidas mais austeras;
Vejo o rubro sol-pôr, onde as quimeras
São madrugada intensa e verdadeira.
Sou um cravo de Abril que sempre viça
No jardim da verdade e da justiça
Que visiona, até, o Inconsciente...
Sem álgidas neblinas no meu Ser
Sou liberdade e voz e sou Mulher
Que quer um pão igual p'ra toda a gente!
Saturday, April 29, 2006
CRIATIVIDADE DE MARCO PIRES CONTINUA A DAR NAS VISTAS
O artista de representação visual alcobacense Marco Pires continua a não deixar os seus créditos criativos por mãos alheias. Até 27 de Maio, a Galeria Pedro Oliveira, sedeada no Porto, tem patente a sua exposição Magnificare, na qual aquele artista conceptualiza noções de escala e visibilidade, recepção e exibição do objecto artístico, primando novamente pela sua indesmentível criatividade e qualidade. Neste caso muito especial, a produção artística de Marco Pires visou e ocupou essencialmente a Sala Poste-ite, situada no Edifício Artes Em Partes daquela activa galeria, na qual está exposta ao juízo e fruição do público.
Para que os nossos visitantes não deixem de ter em conta a valia criativa de Marco Pires, não posso deixar de aqui referir outros artistas representados por aquela galeria portuense, caso dos portugueses Jorge Molder, Julião Sarmento (um dos meus heróis!) e Pedro Proença, do catalão Ignasi Aballi ou do norte-americano John Baldessari (outro dos meus heróis!). E se algum senso comum costuma sublinhar o velho ditado diz-me com quem andas dir-te-ei quem és, só me resta bater mais uma vez muitas palminhas ao nosso Marco Pires e evidenciar que se ele só anda (e alinha) com gente tão boa como aquela ele só pode também ser mesmo muito bom!
Para que os nossos visitantes não deixem de ter em conta a valia criativa de Marco Pires, não posso deixar de aqui referir outros artistas representados por aquela galeria portuense, caso dos portugueses Jorge Molder, Julião Sarmento (um dos meus heróis!) e Pedro Proença, do catalão Ignasi Aballi ou do norte-americano John Baldessari (outro dos meus heróis!). E se algum senso comum costuma sublinhar o velho ditado diz-me com quem andas dir-te-ei quem és, só me resta bater mais uma vez muitas palminhas ao nosso Marco Pires e evidenciar que se ele só anda (e alinha) com gente tão boa como aquela ele só pode também ser mesmo muito bom!
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