Friday, September 29, 2006
FESTIVAL MÚSICA VIVA 2006 ENCERRA PRIMEIRA SEMANA COM MAIS UMA ACTUAÇÃO DA SUA SINGULAR E FAMOSÍSSIMA ORQUESTRA DE ALTIFALANTES!
O Festival Música Viva 2006 continua a não deixar os seus créditos por mãos alheias e encerra amanhã, sábado, 30 de Novembro, uma semana marcada pela presença criativa de alguns importantes vultos da música culta contemporânea. Amanhã à noite, a partir das 21 horas, o evento regressa ao Instituto Franco-Português de Lisboa, para um muito prometedor espectáculo multimédia. Nesse concerto de música electrónica e vídeo, além da sempre convincente participação da convincente Orquestra de Altifalantes criada por Miguel Azguime para este festival, destaca-se a participação do compositor e videasta Robert Cahen, responsável pela sua realização vídeo e projecção sonora, tendo neste último campo a colaboração de Miguel Azguime. Todas as peças apresentadas neste espectáculo serão pela primeira vez exibidas em Portugal. Na primeira parte, serão interpretadas Terra Incógnita, de Dennis Dufor e L'Étreinte, de Robert Cahen e Francisco Ruiz de Infante. A segunda parte iniciar-se-á com a apresentação de uma obra de Robert Cahen, Compositeurs à l'Écoute: 18 Portraits de la Musique Électroacoustique, encerrando o espectáculo uma nova produção vídeo-musical de Robert Cahen e Francisco Ruiz de Infante, Plus Loin Que La Nuit. Este será certamente um espectáculo raro e precioso, ao qual será também pecado faltar!
Thursday, September 28, 2006
A POUCAS HORAS DE OS THE GIFT SUBIREM AO PALCO NO CASINO ESTORIL PARA MAIS UM DOS SEUS CONCERTOS...
Dentro de cerca de três horas a banda pop alcobacense The Gift subirá a um dos palcos do Casino Estoril, para aí apresentar mais um dos seus concertos. Escrevi banda pop alcobacense pelo simples e evidente motivo de que eles nunca negaram ser isso. Antes pelo contrário... Bem ao seu estilo, os The Gift vão tentar mais uma vez fazer com que este seja um concerto especial. Para mim, já o conseguiram. E conseguiram-no pelo linear facto de terem durante os últimos dias apregoado aos quatro ventos da comunicação social que este seria um concerto comemorativo do 12º aniversário da sua primeira actuação ao vivo. É claro que (graças a eles) toda a gente neste país sabe que essa sua primeira actuação se deu em Alcobaça, no Bar Ben, numa das eliminatórias do 4º Concurso de Música Moderna de Alcobaça, em 1994. Curiosamente, eles acabaram por ficar em 2º lugar nessa edição daquele concurso. Cujos vencedores foram uns tais Paranóia, de Leiria, dos quais nunca mais ninguém ouviu falar... Recordo ainda que nesse ano aquele concurso apresentou uma novidade a nível nacional. Essa novidade, que eu mesmo trouxe de um idêntico concurso em Espanha, mais precisamente em Benidorm, era que o público presente na final do concurso também podia votar. No caso de Alcobaça vaçlendo a totalidade dos votos do público como 1 dos votos de um júri composto por 5 elementos. Curiosamente, nesse ano, a votação do público deu a vitória aos The Gift, que acabariam derrotados pelos 4 votos restantes desse júri...
Tendo eu sido co-fundador do Concurso de Música Moderna, juntamente com o meu grande amigo Carlos Nunes, em todas as suas 7 edições fomos nós os dois que fizemos a avaliação das bandas concorrentes e seleccionámos as bandas apuradas para as suas fases finais. Eu mesmo fui Presidente do Júri nas 3 suas primeiras edições, cargo que no ano do aparecimento dos The Gift era já desempenhado pelo meu belíssimo amigo Nuno Nabais. Quero com isto escrever que eu fui certamente a primeira pessoa a ouvir e analisar a qualidade musical dos The Gift, além deles mesmos, das suas famílias e dos seus amigos mais chegados. É evidente que logo à primeira ouvidela da sua maquete então apresentada a concurso fiquei seduzido pela sua sonoridade e pelo seu empenho naquilo que faziam. Músicas como Crying Ocean, Aeternyum ou Art of Laura demonstraram-me logo que ali havia qualquer coisa, o que se acabaria por confirmar durante o correr da fase final da edição daquele ano do Concurso de Música Moderna de Alcobaça. Todavia, devo aqui publicamente (voltar a) confessar que o tema dos The Gift que então melhor me impressionou e arrebatou foi a sua notável versão do mítico Decades dos Joy Division, que acabou por a sua melhor imagem de marca durante os seus primeiros anos...
Cerca de 10 meses depois dessa sua primeira actuação em palco, no Bar Ben, os The Gift fariam a sua primeira apresentação pública em concerto fora daquele mítico local da noite alcobacense. Foi em 29 de Julho de 1995 que os The Gift actuaram num superlotado Claustro D. Afonso VI do Mosteiro de Alcobaça, num espectáculo cujo programa continha um texto que eles me convidaram então a fazer para esse efeito. Esse texto intitulava-se The Gift, Na Página Do Relâmpago Eléctrico, e no seu parágrafo final eu caracterizava aquela (então) nova banda alcobacense do seguinte modo: "A arte musical dos The Gift reflecte uma tensão dialética entre a interioridade & a exterioridade, entre o onanismo & a extroversão, & é na exaltação desse conflito entre niilismo & vontade de poder que se indicia o fascínio deste agrupamento pop". Curiosamente ainda os vejo do mesmo modo e aposto o meu almoço de amanhã em como neste preciso momento eles estão muito menos nervosos do que estavam há precisamente 12 anos antes de subir pela primeira vez a um palco, em Alcobaça, no tal Bar Ben...
Tendo eu sido co-fundador do Concurso de Música Moderna, juntamente com o meu grande amigo Carlos Nunes, em todas as suas 7 edições fomos nós os dois que fizemos a avaliação das bandas concorrentes e seleccionámos as bandas apuradas para as suas fases finais. Eu mesmo fui Presidente do Júri nas 3 suas primeiras edições, cargo que no ano do aparecimento dos The Gift era já desempenhado pelo meu belíssimo amigo Nuno Nabais. Quero com isto escrever que eu fui certamente a primeira pessoa a ouvir e analisar a qualidade musical dos The Gift, além deles mesmos, das suas famílias e dos seus amigos mais chegados. É evidente que logo à primeira ouvidela da sua maquete então apresentada a concurso fiquei seduzido pela sua sonoridade e pelo seu empenho naquilo que faziam. Músicas como Crying Ocean, Aeternyum ou Art of Laura demonstraram-me logo que ali havia qualquer coisa, o que se acabaria por confirmar durante o correr da fase final da edição daquele ano do Concurso de Música Moderna de Alcobaça. Todavia, devo aqui publicamente (voltar a) confessar que o tema dos The Gift que então melhor me impressionou e arrebatou foi a sua notável versão do mítico Decades dos Joy Division, que acabou por a sua melhor imagem de marca durante os seus primeiros anos...
Cerca de 10 meses depois dessa sua primeira actuação em palco, no Bar Ben, os The Gift fariam a sua primeira apresentação pública em concerto fora daquele mítico local da noite alcobacense. Foi em 29 de Julho de 1995 que os The Gift actuaram num superlotado Claustro D. Afonso VI do Mosteiro de Alcobaça, num espectáculo cujo programa continha um texto que eles me convidaram então a fazer para esse efeito. Esse texto intitulava-se The Gift, Na Página Do Relâmpago Eléctrico, e no seu parágrafo final eu caracterizava aquela (então) nova banda alcobacense do seguinte modo: "A arte musical dos The Gift reflecte uma tensão dialética entre a interioridade & a exterioridade, entre o onanismo & a extroversão, & é na exaltação desse conflito entre niilismo & vontade de poder que se indicia o fascínio deste agrupamento pop". Curiosamente ainda os vejo do mesmo modo e aposto o meu almoço de amanhã em como neste preciso momento eles estão muito menos nervosos do que estavam há precisamente 12 anos antes de subir pela primeira vez a um palco, em Alcobaça, no tal Bar Ben...
FESTIVAL MÚSICA VIVA 2006 CONTINUA A SER PALCO PARA GRANDES VULTOS DA MÚSICA CULTA CONTEMPORÂNEA.
Amanhã, sexta-feira, 30 de Setembro, o Festival Música Viva 2006 continuará a registar a marcante participação de François Bayle e Morton Subotnik, reconhecidos vultos da música culta contemporânea mundial. Tal como hoje, o Instituto Franco- Português de Lisboa voltará a ser palco privilegiado dessas meritórias participações. De manhã, entre as 10 e as 13 horas, decorrerá a masterclass Prática e Teoria Acusmática, ministrada por François Bayle. À tarde, entre as 14 e 30 e as 17 e 30, será novamente ministrado esse curso, com outros alunos. A partir das 18 horas, será a vez de Morton Subotnik proferir a conferência Music as a Metaphor, num dia em que a programação nocturna do festival será quase inteiramente dedicada a suas composições. O concerto terá início às 21 horas e nele regressará ao palco do Instituto Franco-Português a exemplar e singular Orquestra de Altifalantes do Festival Música Viva, para um concerto de música electrónica e vídeo Esse espectáculo decorrerá sob a batuta do próprio Morton Subotnik. responsável pela projecção sonora e laptop. Na primeira parte serão interpretadas composições de Bruno Gabirro e António Ferreira. Do primeiro será apresentada Momentos, em estreia mundial, e do segundo Wind Speaks to Stone, em estreia nacional. A segunda parte será totalmente preenchida com as produções musicais Touch (Part 1), Sidewinder (Parte 2), Until Spring Revisited e Silver Apples of the Moon , todas de autoria de Morton Subotnik e todas em estreia nacional absoluta. Escusado será aqui escrever que este promete ser um espectáculo raro e singular!
O ENSEMBLE JER NÃO PÁRA E NEM O TEATRO NACIONAL Dª MARIA II LHE ESCAPA!
O Ensemble JER/ Os Plásticos de Lisboa continua a dar muito boa conta de si, interpretando como mais ninguém música culta de todas as raízes e matizes. A mais conhecida orquestra ibérica de instrumentos de plástico prepara-se agora para apresentar um seu novo espectáculo, sob o irresistível título
COZIDO À PORTUGUESA (Portuguese Masterpieces), que consiste nisso mesmo, ou seja, na interpretação de obras-primas da música culta portuguesa do século XVII até à actualidade, incluindo mesmo o ano decorrente e uma composição encomendada pelo próprio agrupamento. O cardápio desse saboroso COZIDO À PORTUGUESA apresentado pelo ENSEMBLE JER, será o seguinte, em termos de compositores e obras apresentadas:
Diogo Dias Melgás (1638-1700)
Adjuva nos Deus
Miguel Andrade
Puestos estan frente a frente [1629]
Carlos Seixas (1704-1742)
Sinfonia em Si bemol maior
Puestos estan frente a frente [1629]
Carlos Seixas (1704-1742)
Sinfonia em Si bemol maior
Allegro – Adagio – Minuet (Allegro)
Concerto em Lá maior
Allegro – Adagio – Giga (Allegro)
Frei Manuel Cardoso (c.1566-1650)
Missa Philippina (1636)
Kyrie – Gloria – Credo – Sanctus – Benedictus – Agnus Dei I – Agnus Dei II
Hugo Ribeiro (*1983)
Gestos II: conversas sobre um contorno (2006)
(encomenda do Ensemble JER)
José Eduardo Rocha (*1961)
Prelúdios & Fugas Sobre o nome de Carlos Paredes (2003)
Resta-me aqui escrever que essa ementa de encher o olho e o ouvido vai ser apresentada
no Salão Nobre do Teatro Nacional D. Maria II,nos dias 28 (já hoje!), 29, 30 de Setembro e 1 de Outubro, 6, 7 e 8 de Outubro de 2006, às 19h.
É claro que este é um espectáculo para gulosos da música e não só!
É claro que este é um espectáculo para gulosos da música e não só!
Wednesday, September 27, 2006
GRANDES VULTOS DA MÚSICA CULTA CONTEMPORÂNEA IMPULSIONAM SEGUNDO DIA DO FESTIVAL MÚSICA VIVA 2006
Amanhã, quinta-feira, 28 de Setembro, o Instituto Franco-Português, em Lisboa, acolhe o segundo dia da edição deste ano do Festival Música Viva. O dia vai ser certamente muito movimentado para aquele festival, que nesta sua etapa regista a participação de François Bayle e Morton Subotnik, notáveis vultos da múcica culta contemporânea. Este último ministrará, logo a partir das 10 da manhã, a masterclass The Impact of Recorded Music, que durará aproximadamente 3 horas. Essa masterclass repetir-se-á da parte da tarde, a partir das 14 e 30, com o mesmo tema e outros alunos. Às 18 horas, o Música Viva 2006 registará a primeira participação de François Bayle, que proferirá a conferência L' Invention du Son. Neste seu dia integralmente preenchido no Instituto Franco-Português, o festival apresentará o seu segundo concerto da edição deste ano, a partir das 21 horas. Antes do início do espectáculo, Miguel Azguime, fundador e director-artístico do festival, subirá ao palco para anunciar as obras premiadas do Concurso de Composição Electroacústica Música Viva 2006. Seguidamente, o palco será ocupado pela sua famosíssima Orquestra de Altifalantes, para um espectáculo de música electrónica e vídeo, integralmente preenchido com produções musicais de autoria de François Bayle. Em palco estará o próprio compositor, que actuará na companhia de Miguel Azguime, sendo ambos responsáveis pela projecção sonora deste concerto. Serão apresentadas as composições Arc, pour Gérard Grisey; L' Experience Acoustique (Métaphore, Lignes et Points) e La Forme de l' Esprit est un Papillon: Ombrages et Trouêes, Coleurs Inventèes, todas em estreia no nosso país. Sendo assim, já se sabe que no dia 28 de Setembro todos os (bons) caminhos de Lisboa e arredores vão dar ao Instituto Franco- Português e ao Festival Música Viva 2006!
Tuesday, September 26, 2006
UMA SIGNIFICATIVA PRENDA, RECEBIDA DE RECENTES VISITANTES A CUBA
Alguns dos nossos habituais visitantes deverão ainda estar recordados do post que aqui publicámos em 13 de Agosto passado, sob o título Provavelmente a História Não o Absolverá. Referiamo-nos então à Cuba ditatorialmente governada por Fidel Castro há quase cinco décadas, em termos que suscitaram alguma polémica... Voltamos hoje ao mesmo tema, acima de tudo pelo facto de alguns nossos bons amigos terem recentemente visitado aquele país, tendo-nos de lá trazido uma das prendas de viagem que habitualmente mais aprecio: um jornal do país visitado. É evidente que nesse âmbito a escolha é muito reduzida naquele país, pelo que, desta vez, tive de me contentar com um exemplar da edição de 8 de Setembro deste ano do órgão oficial do Comité Central do Partido Comunista Cubano. Recebi então esse exemplar do Granma, é assim que se chama aquele jornal, edição única naquele país, vendido ao preço de 20 ctvs por exemplar. E aí reside o primeiro problema, dado que esses meus bons amigos me confirmaram que naquele país existem duas moedas oficiais diferentes: o peso convertível (apenas ao alcance dos estrangeiros e de alguns beneficiados locais...) e o peso normal (com o qual tem de se contentar o povo...). É claro que os meus amigos o compraram em peso convertível, o que indicia que mesmo sendo aquele jornal edição única, nem sequer está ao alcance do povo cubano, dado que no próprio mercado existem produtos apenas vendáveis em peso convertível (os de melhor qualidade) e produtos vendidos em peso normal (os tais que se vendem nas lojas do Estado, racionados e através das tais senhas de que há tantos anos ouvimos falar. Quanto ao conteúdo jornalístico do Granma, ele é tão indiscritível e fraco como todos os documentos do género publicados em regimes ditatoriais, apresentando-se como uma pura peça propagandística. Deve ser mesmo muito difícil a um jornalista trabalhar numa redacção como aquela...
Curioso e sintomático foi também o facto de eu ter descoberto na ficha técnica daquele jornal analógico que aquele órgão de informação possui um site na Internet, sob o endereço: www.granma.cubaweb.cu , facto muito significativo num país em que o acesso à Internet é altamente controlado e apenas colocado à disposição de um número muito reduzido de pessoas, ou melhor escrevendo, é apenas disponibilizado aos tais "amigos do poder" que têm também acesso ao chamado peso convertível...
Este último ponto de vista recordou-me a luta há muito tempo desenvolvida por jornalistas cubanos como Guillermo Fariñas pela liberdade de acesso à Internet, luta essa que levou aquele jornalista quase ao falecimento, na prisão, perante a indiferença do governo castrista e sem quaisquer efeitos contrários...
Num país em que pelo menos a sua população mais jovem anseia desesperadamente pela sua libertação do jugo castrista e pelo livre acesso a tudo aquilo de que hoje em dia se pode beneficiar no chamado mundo livre, recordo também que ainda continuam presos e sujeitos a tortura muitos dos jornalistas cubanos detidos em 2003, durante a chamada Primavera Negra. Cuba é mesmo, a par da China e da Eritreia, um dos países em que é menor a liberdade de imprensa e são maiores as perseguições a jornalistas em todo o mundo. A associação Reporters Sans Frontières continua a lutar diariamente pela libertação desses jornalistas e pelo reconhecimento à sua liberdade de trabalho no seu país, tal como muitas outras, um pouco por todo o mundo livre... No site daquela organização, sediada em França, correm neste momento abaixo-assinados pedindo a libertação de três jornalistas cubanos detidos há alguns anos em condições que muito têm deteriorado a sua saúde. Esses três jornalistas cubanos são Fabio Prieto Llorente, Miguel Galván Gutierrez e Ricardo González, que não estão às portas da morte por serem fascistas, agentes da Cia ou amigos de George Bush, mas apenas pelo facto de terem querer sido jornalistas no seu próprio país... O endereço do site da associação Reporters Sans Frontières é: www.rsf.org e a verdade é que uma atenta visita aos seus conteúdos é uma autêntica surpresa!
Já agora e apenas para terminar, os meus amigos que visitaram Cuba também não são fascistas, nem agentes da CIA e muito menos amigos do George Bush, e contaram-me coisas esquisitas como a de não terem conseguido visitar a cidade de Santiago ou o famoso misto entre escola e campo de trabalho infantil que são algumas escolas cubanas, isto para não falar no facto de, segundo eles, a esmagadora maioria dos cubanos faz tudo (mas mesmo tudo) ao seu alcance para conseguir euros ou dólares. -Fidel que se vaya!
Curioso e sintomático foi também o facto de eu ter descoberto na ficha técnica daquele jornal analógico que aquele órgão de informação possui um site na Internet, sob o endereço: www.granma.cubaweb.cu , facto muito significativo num país em que o acesso à Internet é altamente controlado e apenas colocado à disposição de um número muito reduzido de pessoas, ou melhor escrevendo, é apenas disponibilizado aos tais "amigos do poder" que têm também acesso ao chamado peso convertível...
Este último ponto de vista recordou-me a luta há muito tempo desenvolvida por jornalistas cubanos como Guillermo Fariñas pela liberdade de acesso à Internet, luta essa que levou aquele jornalista quase ao falecimento, na prisão, perante a indiferença do governo castrista e sem quaisquer efeitos contrários...
Num país em que pelo menos a sua população mais jovem anseia desesperadamente pela sua libertação do jugo castrista e pelo livre acesso a tudo aquilo de que hoje em dia se pode beneficiar no chamado mundo livre, recordo também que ainda continuam presos e sujeitos a tortura muitos dos jornalistas cubanos detidos em 2003, durante a chamada Primavera Negra. Cuba é mesmo, a par da China e da Eritreia, um dos países em que é menor a liberdade de imprensa e são maiores as perseguições a jornalistas em todo o mundo. A associação Reporters Sans Frontières continua a lutar diariamente pela libertação desses jornalistas e pelo reconhecimento à sua liberdade de trabalho no seu país, tal como muitas outras, um pouco por todo o mundo livre... No site daquela organização, sediada em França, correm neste momento abaixo-assinados pedindo a libertação de três jornalistas cubanos detidos há alguns anos em condições que muito têm deteriorado a sua saúde. Esses três jornalistas cubanos são Fabio Prieto Llorente, Miguel Galván Gutierrez e Ricardo González, que não estão às portas da morte por serem fascistas, agentes da Cia ou amigos de George Bush, mas apenas pelo facto de terem querer sido jornalistas no seu próprio país... O endereço do site da associação Reporters Sans Frontières é: www.rsf.org e a verdade é que uma atenta visita aos seus conteúdos é uma autêntica surpresa!
Já agora e apenas para terminar, os meus amigos que visitaram Cuba também não são fascistas, nem agentes da CIA e muito menos amigos do George Bush, e contaram-me coisas esquisitas como a de não terem conseguido visitar a cidade de Santiago ou o famoso misto entre escola e campo de trabalho infantil que são algumas escolas cubanas, isto para não falar no facto de, segundo eles, a esmagadora maioria dos cubanos faz tudo (mas mesmo tudo) ao seu alcance para conseguir euros ou dólares. -Fidel que se vaya!
Monday, September 25, 2006
EXPOSIÇÃO DE (PARTE DA) COLECÇÃO DE CERÂMICA DA CASA-MUSEU VIEIRA NATIVIDADE JUSTIFICA VISITA À ALA SUL DO MOSTEIRO DE ALCOBAÇA
Foi inaugurada na passada sexta-feira, na Galeria de Exposições Temporárias do Mosteiro de Alcobaça, a exposição Colecção de Cerâmica da Casa-Museu Vieira Natividade. Aquela exposição foi comissariada por Jorge Pereira de Sampaio, também responsável pela selecção das peças nela exibidas, que representam uma parte essencial daquela colecção e do espólio daquela casa-museu. O criterioso e interessado trabalho ali desenvolvido por Jorge Pereira de Sampaio proporcionou que esta exposição apresente aos seus visitantes um conjunto de belíssimas peças de cerâmica, nas quais é maioritária a imprescindível e incontornável produção da Olaria de Alcobaça, embora mereçam também especial relevo as secções naquela exposição dedicadas à Faiança Portuguesa Antiga e á Real Fábrica do Juncal. Todavia, a secção daquela exposição que apaixonoui o Nas Faldas da Serra logo à primeira vista foi aquela em que estão representados notáveis Artistas na Olaria de Alcobaça, nomeadamente os históricos Joaquim Vieira Natividade, Irene Sá Natividade, António Vieira Natividade, José Pedro, João da Bernarda e Luis Ferreira da Silva. Porém, deverei aqui escrever que de entre todas as peças expostas nesta exposição a que melhor me impressionou está exibida noutra secção desta exposição: trata-se de um lindíssimo pote da Olaria de Alcobaça, pintado por Alberto Anjos, que só por si vale uma visita àquela galeria, tal é o seu encanto! mais Merece também especial referência o design idealizado para esta exposição por Sofia Ferreira, habitual e dedidada companheira criativa de Jorge Pereira de Sampaio, cujo trabalho conjunto com a selecção de peças do seu comissário caracterizam esta exposição como a que tirou melhor partido daauela galeria, após a sua remodelação. A minha única crítica negativa neste caso, é a para mim pouco adequada conexão nela apresentada entre as peças da Colecção de Cerâmica da Casa-Museu Vieira Natividade e as peças de algumas das actuais fábricas de cerâmica da região de Alcobaça, provocando, segundo o Comissário desta exposição "um diálogo entre os quatro séculos de cerâmica representados naquela colecção e a produção actual". Esse diálogo apresenta-se algo sincrético e forçado, apesar da interessante ideia expositiva para si encontrada por Jorge Pereira de Sampaio, tentando evocar o antigo mercado do Largo do Mosteiro de Alcobaça. Penso que uma divisão mais acentuada entre os dois sectores da exposição não teria sido má ideia...
Devo contudo aqui evidenciar que o resultado final desta exposição é extremamente positivo, dando finalmente a conhecer ao público uma relevante parte de espólio da Casa-Museu Vieira Natividade. É claro que a excelente Galeria de Exposições do Mosteiro de Alcobaça e aquela excelente exposição comissariada por Jorge Pereira de Sampaio merecem uma atenta visita. Este é mesmo um daqueles casos em que faltar é pecado!
Devo contudo aqui evidenciar que o resultado final desta exposição é extremamente positivo, dando finalmente a conhecer ao público uma relevante parte de espólio da Casa-Museu Vieira Natividade. É claro que a excelente Galeria de Exposições do Mosteiro de Alcobaça e aquela excelente exposição comissariada por Jorge Pereira de Sampaio merecem uma atenta visita. Este é mesmo um daqueles casos em que faltar é pecado!
Sunday, September 24, 2006
FALECEU MALCOLM ARNOLD, CO-AUTOR DE UMA GORADA TENTATIVA DE APROXIMAÇÃO ENTRE ROCK E MÚSICA CLÁSSICA
Fui esta tarde surpreendido com a notícia do falecimento, ontem â noite, em Londres, do compositor e maestro britânico Malcolm Arnold. Falecido com a idade de 84 anos, Malcolm Arnold foi autor de 9 sinfonias, 2 óperas e mais de 20 concertos, estando anunciada para a breve a estreia da sua última composição conhecida: a música para o ballet "Os Três Mosqueteiros". Porém, a actividade compositiva mais conhecida de Malcolm Arnold era a composição de música para cinema, tendo sido autor de música para 132 filmes. Nesse campo foi mesmo distinguido em Hoolywood, em 1958, com um Óscar pela banda sonora que compôs para o filme "A Ponte do Rio Kwai".
Da minha parte, Malcolm Arnold ficará para sempre ligado, como co-responsável, por uma das primeiras tentativas de aproximação entre o rock e a música clássica, quando em 1970 dirigiu a Royal Philharmonic Orchestra, em Londres, no Royal Albert Hall, na apresentação do "Concerto For Group And Orchestra", composto por Jon Lord, teclista da banda britânica de hard rock Deep Purple, também actuante nesse concerto. Esse sincrético evento foi transmitido em directo para todo o mundo, pela BBC, tendo sido posteriormente editado em disco. Apesar da coragem e da abertura então evidenciada por Malcolm Arnold e Jon Lord, tanto a composição como a apresentação conjunta em palco de uma orquestra sinfónica e de uma banda de rock acabou por fracassar em termos de conexão e qualidade, ficando apenas para a História como uma malograda tentativa de tentar aliar duas tipologias musicais antagónicas. Contudo, aqui deixo uma nota de simpatia para o falecido Malcolm Arnold, cuja actividade musical conheci desde muito novo, aqui recordando que o anteriormente referido "Concerto For Group and Orchestra" foi o tema por mim escolhido para o meu artigo "Rock e Música Clássica- Guerra Aberta ou Coexistência Pacífica?", incluido na primeira edição da "Espaços Adepa- Revista de Património", editada em Abril de 1996. Paradoxalmente, Malcolm Arnold ficará para sempre recordado pelo genérico musical do filme "A Ponte do Rio Kwai", cujo tema já foi por cada um de nós assobiado pelo menos uma vez na vida...
Da minha parte, Malcolm Arnold ficará para sempre ligado, como co-responsável, por uma das primeiras tentativas de aproximação entre o rock e a música clássica, quando em 1970 dirigiu a Royal Philharmonic Orchestra, em Londres, no Royal Albert Hall, na apresentação do "Concerto For Group And Orchestra", composto por Jon Lord, teclista da banda britânica de hard rock Deep Purple, também actuante nesse concerto. Esse sincrético evento foi transmitido em directo para todo o mundo, pela BBC, tendo sido posteriormente editado em disco. Apesar da coragem e da abertura então evidenciada por Malcolm Arnold e Jon Lord, tanto a composição como a apresentação conjunta em palco de uma orquestra sinfónica e de uma banda de rock acabou por fracassar em termos de conexão e qualidade, ficando apenas para a História como uma malograda tentativa de tentar aliar duas tipologias musicais antagónicas. Contudo, aqui deixo uma nota de simpatia para o falecido Malcolm Arnold, cuja actividade musical conheci desde muito novo, aqui recordando que o anteriormente referido "Concerto For Group and Orchestra" foi o tema por mim escolhido para o meu artigo "Rock e Música Clássica- Guerra Aberta ou Coexistência Pacífica?", incluido na primeira edição da "Espaços Adepa- Revista de Património", editada em Abril de 1996. Paradoxalmente, Malcolm Arnold ficará para sempre recordado pelo genérico musical do filme "A Ponte do Rio Kwai", cujo tema já foi por cada um de nós assobiado pelo menos uma vez na vida...
JÁ OUVIMOS BEAT RIOT, O NOVO CD DOS LOTO. GOSTÁMOS TANTO QUE NÃO RESISTIMOS A DIVULGAR O SEU ALINHAMENTO!
Tal como aqui referimos num nosso post de 5 de Setembro, vai ser lançado amanhã, segunda-feira, 25 de Setembro, o novo CD dos Loto. Também já aqui anunciámos que o seu título é Beat Riot e que a sua edição e distribuição serão da responsabilidade da Som Livre. Só não anunciámos o alinhamento das músicas nele incluidas, porque àquela data ainda não o sabíamos... Todavia, estamos já na posse desses importantes dados e não resistimos a publicar um post com o alinhamento das 13 faixas que compõem o CD Beat Riot, dos Loto. Aqui vai, para que conste:
1. We Are
2. Cukoo Plan (com a participação de Peter Hook)
3. The Right Time
4. New Generation Now!
5. Beat Riot (com a participação de Peter Hook)
6. Uau
7. Golden Boys (com a participação de Del Marquis)
8. Pop Attack
9. Young Heart (com a participação de Roger Lyons)
10. Over The Rainbow (com a participação de Roger Lyons)
11. Camouflage
12. Last Dance
13. Have No Fear (com a participação do The Cultural Fusion Choir of Manchester)
É claro que já ouvimos integralmente o conteúdo deste novo CD dos Loto e que logo às primeiras impressões nos saltou ao ouvido a excelência da produção de Roger Lyons, facto que constitui um dos enormes progressos agora conseguidos pela interessantíssima banda alcobacense. Não ficámos também imunes às faixas em que participam os ilustres convidados dos Loto, nomeadamente Cukoo Plan, em que o baixo do joydivisiano e neworderniano Peter Hook impulsiona irresistivelmente aquela batidíssima música. O tom a la David Bowie de Golden Boys fascinou-nos também logo à primeira ouvidela, com uma subtil mas muito convincente intervenção de Del Marquis, guitarrista dos Scissor Sisters. Muito bem conseguida é também a última e surpreendente faixa deste CD, Have No Fear, na qual os Loto retiram frutuosos dividendos da participação do singular Cultural Fusion Choir de Manchester, comprovando mais uma vez que aquela cidade não é apenas boa na bola... Também o é na música! Contudo, dois dos temas que melhor me impressionaram neste excelente Beat Riot dos Loto foram dois daqueles em que a criativa banda alcobacense mostra (mais uma vez) o que vale sem a participação de quaisquer convidados de luxo! Esse luxo vincadamente Loto evidencia-se claramente na embaladora Pop Attack, que me parece ser o mais potencial hit incluido neste CD, e na descomplexadíssima Over The Rainbow, digna sucessora das habituais e mais desbragadas "faixas escondidas" incluidas nas anteriores produções discográficas dos Loto.
Beat Riot confirma e reafirma que os Loto não são para brincadeiras e que a sua música continua a sobrevoar-nos em grandes e (muito) rasgados voos!
1. We Are
2. Cukoo Plan (com a participação de Peter Hook)
3. The Right Time
4. New Generation Now!
5. Beat Riot (com a participação de Peter Hook)
6. Uau
7. Golden Boys (com a participação de Del Marquis)
8. Pop Attack
9. Young Heart (com a participação de Roger Lyons)
10. Over The Rainbow (com a participação de Roger Lyons)
11. Camouflage
12. Last Dance
13. Have No Fear (com a participação do The Cultural Fusion Choir of Manchester)
É claro que já ouvimos integralmente o conteúdo deste novo CD dos Loto e que logo às primeiras impressões nos saltou ao ouvido a excelência da produção de Roger Lyons, facto que constitui um dos enormes progressos agora conseguidos pela interessantíssima banda alcobacense. Não ficámos também imunes às faixas em que participam os ilustres convidados dos Loto, nomeadamente Cukoo Plan, em que o baixo do joydivisiano e neworderniano Peter Hook impulsiona irresistivelmente aquela batidíssima música. O tom a la David Bowie de Golden Boys fascinou-nos também logo à primeira ouvidela, com uma subtil mas muito convincente intervenção de Del Marquis, guitarrista dos Scissor Sisters. Muito bem conseguida é também a última e surpreendente faixa deste CD, Have No Fear, na qual os Loto retiram frutuosos dividendos da participação do singular Cultural Fusion Choir de Manchester, comprovando mais uma vez que aquela cidade não é apenas boa na bola... Também o é na música! Contudo, dois dos temas que melhor me impressionaram neste excelente Beat Riot dos Loto foram dois daqueles em que a criativa banda alcobacense mostra (mais uma vez) o que vale sem a participação de quaisquer convidados de luxo! Esse luxo vincadamente Loto evidencia-se claramente na embaladora Pop Attack, que me parece ser o mais potencial hit incluido neste CD, e na descomplexadíssima Over The Rainbow, digna sucessora das habituais e mais desbragadas "faixas escondidas" incluidas nas anteriores produções discográficas dos Loto.
Beat Riot confirma e reafirma que os Loto não são para brincadeiras e que a sua música continua a sobrevoar-nos em grandes e (muito) rasgados voos!
Friday, September 22, 2006
NEW KIDS ON THE BLOG!
Tive hoje conhecimento de um novo e interessante blogue alcobacense. O seu endereço é http://50anos.blogspot.com e é o blogue oficial do evento "Portugal- 50 Anos de Ciclismo", que pretende ser uma "merecida homenagem às maiores lendas vivas do ciclismo português". Ao leme do referido blogue está o meu amigo Timóteo de Matos, Presidente da Assembleia Geral do Alcobaça Clube de Ciclismo e Coordenador da Comissão Organizadora daquele evento. Devo confessar que nunca fui grande ciclista e que a minha amizade com o Timóteo tem muito mais a ver com corridas musicais do que com corridas de bicicleta... Contudo, não posso deixar de aqui referir que este novo blogue é o blogue com mais pedalada da blogosfera alcobacense!
ORQUESTRA GULBENKIAN INAUGURA FESTIVAL MÚSICA VIVA 2006
Se existem eventos que este blogue aprecia muito especialmente, um deles é, sem margem para quaisquer dúvidas, o Festival Música Viva 2006, que a partir de amanhã, sábado, 23 de Setembro, inicia a sua 12ª edição. Mais uma vez, o festival decorrerá com uma programação delineada pelo seu fundador e director artístico, Miguel Azguime, assumindo em termos de subintitulação as vertentes Intersecção de Novas Linguagens e Estéticas Musicais/ Metamorfoses da Criação Musical Contemporânea. Pretendendo "mais uma vez afirmar a vitalidade e a diversidade da criação musical contemporânea", o Festival Música Viva voltará nesta sua edição evidenciar as particularidades que o têm desde sempre dignificado e distinguido a nível nacional, não só pela sua marcada e marcante opção pela divulgação da música culta contenporânea, dando-nos a conhecer notáveis e inéditas produções musicais da segunda metade do século XX e do início do século XXI, mas também, e muito essencialmente pelo facto de aliar a nova criação musical contemporânea nacional à dos importantes vultos mundiais que desde o seu primeiro ano de realização tem trazido a Portugal. É claro que o "gosto musical" do Nas Faldas da Serra é muitíssimo coincidente com proposto por Miguel Azguime e pelos seus companheiros na organição de um dos mais relevantes festivais de música portugueses e que este blogue vai acompanhar muito dedicadamente a sua edição deste ano.
O concerto inaugural do Música Viva 2006 será então apresentado no sábado, 23 de Setembro, a partir das 21 horas, em Lisboa, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, que este blogue considera ser o melhor que existe no nosso país. Sem espinhas! Em palco estará a Orquestra Gulbenkian, que na primeira parte daquele concerto será dirigida pelo Maestro Pedro Pinto Figueiredo. Nela serão interpretadas as composições Clepsidra, de Carlos Caires; Peça Para Cordas, de Pedro M. Rocha; e Ramifications, de Gyorgy Ligeti, a segunda das quais em estreia mundial. Na segunda parte deste concerto inaugural do Festival Música Viva 2006, a Orquestra Guklbenkian será dirigida pelo Maestro Pedro Amaral, na interpretação de Trans, de Karlheinz Stockhausen, que será interpretada em estreia nacional.
A música culta contemporânea não morde, antes pelo contrário, e este espectáculo será certamente uma inauguração à altura dos pergaminhos de um dos raros festivais de música portugueses que continua a manifestar uma vincada e interessante personalidade. É mesmo a não perder!
O concerto inaugural do Música Viva 2006 será então apresentado no sábado, 23 de Setembro, a partir das 21 horas, em Lisboa, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, que este blogue considera ser o melhor que existe no nosso país. Sem espinhas! Em palco estará a Orquestra Gulbenkian, que na primeira parte daquele concerto será dirigida pelo Maestro Pedro Pinto Figueiredo. Nela serão interpretadas as composições Clepsidra, de Carlos Caires; Peça Para Cordas, de Pedro M. Rocha; e Ramifications, de Gyorgy Ligeti, a segunda das quais em estreia mundial. Na segunda parte deste concerto inaugural do Festival Música Viva 2006, a Orquestra Guklbenkian será dirigida pelo Maestro Pedro Amaral, na interpretação de Trans, de Karlheinz Stockhausen, que será interpretada em estreia nacional.
A música culta contemporânea não morde, antes pelo contrário, e este espectáculo será certamente uma inauguração à altura dos pergaminhos de um dos raros festivais de música portugueses que continua a manifestar uma vincada e interessante personalidade. É mesmo a não perder!
Thursday, September 21, 2006
X-WIFE REGRESSAM À CLÍNICA MAIS FAMOSA DE ALCOBAÇA, SEXTA-FEIRA, 22 DE SETEMBRO, À MEIA-NOITE!
O s X-Wife não estão doentes. Antes pelo contrário! A clínica mais famosa de Alcobaça não é um hospital. Nem um centro de saúde. Os X-Wife, segundo alguns, são a melhor banda portuguesa de rock do momento. O Clinic é o bar alcobacense que restaurou e requalificou em Alcobaça um histórico posicionamento do Bar Ben dos anos 1990. O de apresentar regularmente espectáculos com os agrupamentos mais renovadores e interessantes da área pop/rock nacional. Os X-Wife regressam a Alcobaça, e ao palco do Clinic, na noite de sexta-feira, 22 de Setembro, para apresentar o seu novo trabalho discográfico. Que, muito curiosamente, até inclui um tema chamado Clinic. Que até consta ter tido origem num dos seus ensaios para um espectáculo no Clinic... Essa é boa, não é? A coisa promete. É mais uma noite a não perder... No Clinic, que fica bem no centro de Alcobaça!
Já agora, a festa continua, de um modo diferente, na noite de sábado, 23 de Setembro, com um Dj/Set pela dupla Rádio Piratas. Ninguém sabe quem são. Utilizam pseudónimos como Jan, Leo e Inspector Roc. Há quem afiance que eles até são cá da terra... E se chamam Nuno Gonçalves e David Mariano... Acompanhados por um tal Francisco Rocha... A única coisa que prometem é não deixar ninguém descansar enquanto estiverem a praticar o seu vício preferido. Apresentar Dj/Sets! Podia-lhes ter dado para pior...
Não faltem !
Já agora, a festa continua, de um modo diferente, na noite de sábado, 23 de Setembro, com um Dj/Set pela dupla Rádio Piratas. Ninguém sabe quem são. Utilizam pseudónimos como Jan, Leo e Inspector Roc. Há quem afiance que eles até são cá da terra... E se chamam Nuno Gonçalves e David Mariano... Acompanhados por um tal Francisco Rocha... A única coisa que prometem é não deixar ninguém descansar enquanto estiverem a praticar o seu vício preferido. Apresentar Dj/Sets! Podia-lhes ter dado para pior...
Não faltem !
Tuesday, September 19, 2006
ENSEMBLE JER, A MAIS FAMOSA ORQUESTRA DE PLÁSTICO DA PENÍNSULA IBÉRICA, VAI INTERPRETAR STEVE REICH AO VIVO, EM LISBOA
Vai decorrer em Lisboa, entre 21 e 30 deste mesinho de Setembro de 2006, a Luzboa/Bienal Internacional da Luz. Logo na sua inauguração, na noite da próxima 5ª feira, 21 de Setembro, aquele evento vai apresentar em palco a mais famosa orquestra de plásticos da Península Ibérica, o lisboeta Ensemble JER, liderado pelo inalienável José Eduardo Rocha, nele apoiado pelos seus fiéis e não menos impagáveis comparsas Nuno Morão, Paulo Guia, Susana Ribeiro e Vasco Lourenço. Este agrupamento evidencia-se desde há alguns anos pelo engenho e criatividade na interpretação de música culta contemporâena em instrumentos de plástico e a verdade é que os seus espectáculos se tornam sempre inesquecíveis. Nesta sua performance, o Ensemble JER actuará a partir das 20 horas no Largo do Teatro Nacional de S. Carlos, nos Jardins do Príncipe Real e no Largo das Portas do Sol, podendo-se apenas aqui adiantar que aquela inimitável Orquestra de Plásticos de Lisboa premiará naquela noite os lisboetas com inesquecíveis interpretações de duas composições do norte-americano Steve Reich: Music For Pieces of Wood e Clapping Music. O espectáculo intitula-se Reich de Luxe e o mínimo que aqui poderei escrever é que será mesmo uma performance de luxo! Depois não digam que não foram aqui avisados...
Saturday, September 16, 2006
SEMANA DA MOBILIDADE 2006-MATOSINHOS MEXE-SE, E DE QUE MANEIRA!
Informou-me a indispensável e radical Trinsheira.org que vai decorrer a partir de amanhã, domingo, 17 de Setembro, em Matosinhos, a Semana da Mobilidade Matosinhos 2006. O salutar evento é organizado pela Casa da Juventude de S.Mamede e pela Câmara Municipal de Matosinhos, aqui se anunciando desde já que todos os movimentados acontecimentos nele integrados são de inscrição pura e absolutamente gratuita, bastando desse modo que os interessados em neles participar lá apareçam nos locais e horários indicados!
Esta festa radical inicia-se então amanhã, domingo, com um Workshop de Breakdance, cujo monitor será o sabedor e diligente Bboy Paulinho. Basta então que os potenciais breakdancers nele interessados apareçam na Ponta Norte da Marginal de Matosinhos às 15 horas, ali se podendo movimentadamente manter até às 18, ou mais...
A movimentação continuará no dia 21, com um Workshpo Bmx, monotorizado por Colombia, a ele se seguindo, no dia 22, um Worshop de In Line, monitorizado por Pulga e, no dia 23, um Workshop de Skate, monitorizado por Gaia, anunciando-se também todos eles como salutares e radicais momentos de acção e movimento, para participar nos quais basta aparecer, mesmo que se vá tão tesinho que nem um carapau seco!
Os interessados em conseguir mais informação sobre esta Semana da Mobilidade Matosinhos 2006 poderão contactar a sua organização através dos telefones 229069860 e 912251422. É claro que o hip-hop de todas as cores também não andará muito longe dali!
Esta festa radical inicia-se então amanhã, domingo, com um Workshop de Breakdance, cujo monitor será o sabedor e diligente Bboy Paulinho. Basta então que os potenciais breakdancers nele interessados apareçam na Ponta Norte da Marginal de Matosinhos às 15 horas, ali se podendo movimentadamente manter até às 18, ou mais...
A movimentação continuará no dia 21, com um Workshpo Bmx, monotorizado por Colombia, a ele se seguindo, no dia 22, um Worshop de In Line, monitorizado por Pulga e, no dia 23, um Workshop de Skate, monitorizado por Gaia, anunciando-se também todos eles como salutares e radicais momentos de acção e movimento, para participar nos quais basta aparecer, mesmo que se vá tão tesinho que nem um carapau seco!
Os interessados em conseguir mais informação sobre esta Semana da Mobilidade Matosinhos 2006 poderão contactar a sua organização através dos telefones 229069860 e 912251422. É claro que o hip-hop de todas as cores também não andará muito longe dali!
Wednesday, September 13, 2006
CARLOS ZÍNGARO E VÍTOR RUA FAZEM DAS SUAS (MÚSICAS) NO S. JORGE
Entre as coisas agradáveis que Lisboa (agora) tem assume particular destaque a disponibilidade do Cinema S. Jorge para dar lugar à (boa) música no agradável espaço do seu bar. Na noite do próximo sábado, 16 de Setembro, essa disponibilidade vai dar mesmo lugar à música de dois dos mais notáveis instrumentistas portugueses, integrando o agrupamento "ZRF". Quem estiver em Lisboa nessa noite poderá e deverá (então) marcar presença no Bar do Cinema S. Jorge, situado no nº 175 da Avenida da Liberdade, a partir das 23 horas. Só terá (mesmo) a ganhar, dado que os tais "ZRF" são formados pelo violinista Carlos Zíngaro, pelo guitarrista Vítor Rua e pelo baterista Marco Franco. Com músicos daquela qualidade só posso aqui escrever que aquilo vai ser mesmo (muito) bom! E ainda por cima à borla...
Monday, September 11, 2006
NOVA IORQUE E ALGUMAS COISAS ABSOLUTAMENTE FANTÁSTICAS QUE NENHUM TERRORISMO CONSEGUIRÁ DESTRUIR!
3 MÚSICAS ABSOLUTAMENTE FANTÁSTICAS SOBRE NEW YORK:
AUTUMN IN NEW YORK - Billie Holiday
CENTRAL PARK IN THE DARK - Charles Ives
NEW YORK, NEW YORK - Frank Sinatra
3 FILMES ABSOLUTAMENTE FABULOSOS SOBRE NEW YORK:
MANHATTAN - Woody Allen
NOVA IORQUE FORA DE HORAS - Martin Scorcese
SHADOWS - John Cassavetes
3 LIVROS ABSOLUTAMENTE NOTÁVEIS SOBRE NEW YORK:
A TRIOLOGIA DE NOVA IORQUE - Paul Auster
JAZZ - Toni Morrison
SAUDADES DE NOVA IORQUE - Pedro Paixão
3 LOCAIS ABSOLUTAMENTE MARAVILHOSOS QUE SÓ EXISTEM EM NEW YORK:
A ESTÁTUA da LIBERDADE
A KNITTING FACTORY
O MOMA- NEW YORK MUSEUM Of MODERN ART
3 COISAS ABSOLUTAMENTE INDISPENSÁVEIS QUE NASCERAM EM NEW YORK:
A editora McGRAW-HILL BOOK COMPANY
O jornal NEW YORK TIMES
O cartão VISA
AUTUMN IN NEW YORK - Billie Holiday
CENTRAL PARK IN THE DARK - Charles Ives
NEW YORK, NEW YORK - Frank Sinatra
3 FILMES ABSOLUTAMENTE FABULOSOS SOBRE NEW YORK:
MANHATTAN - Woody Allen
NOVA IORQUE FORA DE HORAS - Martin Scorcese
SHADOWS - John Cassavetes
3 LIVROS ABSOLUTAMENTE NOTÁVEIS SOBRE NEW YORK:
A TRIOLOGIA DE NOVA IORQUE - Paul Auster
JAZZ - Toni Morrison
SAUDADES DE NOVA IORQUE - Pedro Paixão
3 LOCAIS ABSOLUTAMENTE MARAVILHOSOS QUE SÓ EXISTEM EM NEW YORK:
A ESTÁTUA da LIBERDADE
A KNITTING FACTORY
O MOMA- NEW YORK MUSEUM Of MODERN ART
3 COISAS ABSOLUTAMENTE INDISPENSÁVEIS QUE NASCERAM EM NEW YORK:
A editora McGRAW-HILL BOOK COMPANY
O jornal NEW YORK TIMES
O cartão VISA
Sunday, September 10, 2006
SEIXAL GRAFFITI 2006, PORQUE O GRAFFITI É ARTE
A edição para os meses de Setembro e Outubro da Agenda Municipal da Câmara Municipal do Seixal informa, com particular relevo, que decorrerá naquela cidade, nos próximos dias 14 e 15 de Outubro, o Seixal Graffiti 2006. Informa também o referido documento que os writers interessados em participar naquele evento se poderão nele inscrever até ao próximo dia 2 de Outubro, apresentando as suas propostas de participação em desenho de formato A4. Podendo fazê-lo nas Oficinas de Juventude de Amora e Miratejo ou no Sector de Juventude da Divisão de Acção Cultural do Forum Cultural do Seixal, para onde poderão também solicitar quaisquer informações através do telefone 210976105. De entre todos os trabalhos enviados serão seleccionados 5, que serão seguidamente instalados em paredes a esse efeito destinadas em espaços da antiga Fábrica Mundet, no Seixal, desse modo transformada em Wall of Fame deste evento!
Nesta interessante e louvável iniciativa chamou-me especialmente a atenção o facto de aquela edilidade anunciar a sua pretensão de enquadrar o graffiti como autêntica arte, opondo-se desse modo a todos os que continuam a enquadrar esse género de arte urbana de rua num posicionamento de claro e puro vandalismo, desvalorizando completamente a inquestionável criatividade dos inúmeros jovens cuja interventiva arte pictórica recorre usualmente a antigas fachadas de prédios desactivados e não menos abandonados muros e taipais de obras situadas em sectores mais marginais ou marginalizados das grandes ou pequenas cidades.
Cinco anos após os trágicos atentados do chamado "11 de Setembro" em New York, autêntica capital mundial de toda a liberdade, recordo que foi nas paredes e taipais de locais públicos dessa cidade que surgiu durante a década de 1980, quase inadvertidamente. o intensivo movimento cuja criatividade trouxe a esses locais frases, palavras, interjeições e desenhos de carácter jocoso, contestatário, obsceno e até por vezes informativo que, apesar de alguns possíveis e criticáveis desvios, não podemos deixar de referir como imaginativos espaços de liberdade. Posso até aqui escrever que esses espaços de liberdade são mesmo uma das exemplares características que marcam a essencial diferença entre o género de permissiva sociedade ocidental em que nos enquadramos e a inclassificável podridão intelectual que manipula o tipo de doentios indivíduos, de inspiração tipicamente fascista,que programam e executam atentados terroristas como o "11 de Setembro" ou os quase constantes e traiçoeiros atentados contra a liberdade de movimentação e pensamento que todos os dias têm infelizmente sucedido em locais como o Iraque...
Todo o sentimento de intensiva e quase incontrolável liberdade criativa ligada aos graffitis, ao hip hop, à breakdance e aos chamados desportos radicais, nomeadamente o skate, responderão durante aqueles dias, no Seixal, mais uma vez e quantas vezes forem necessárias, aos desumanos inimigos da liberdade que a coberto de algum pensamento de ordem religiosa e social atentam todos os dias contra a nossa liberdade de pensamento e acção, um pouco por todo o mundo...
Num post cujo tema essencial é evidenciar o graffiti como arte, não posso deixar de aqui referir o norte-americano Keith Haring (1958-1990), destacado vulto, entre os artistas de representação visual urbanos cuja arte grafítica, neo-expressionista, surgiu inicialmente nas paredes nova-iorquinas, com a especial particularidade de ter sido também o primeiro a conseguir fazer passar esse género de arte urbana para as paredes dos túneis do metro de New York, caso dos seus inesquecíveis ovnis, homens de enormes falos e pirâmides. Haring abandonaria os graffitis em 1986, numa época em que a irreprimível energia e o vocabulário estético desse seu engenho criativo haviam já sido reconhecidos e enquadrados com o estatuto de arte. A simplicidade e fluidez de linhas, espontaneidade e intensidade cromática apreendidas por Haring enquanto corporizou parte do movimento graffiti das ruas nova-iorquinas estiveram entre as inovações que a sua produção artística trouxe á arte contemporânea, pós-moderna. Havendo muito mais a dizer, resta-me aqui felicitar a Câmara Municipal do Seixal pela continuação desta marcante iniciativa por si iniciada em 2001 (simbolicamente no mesmo ano do trágico atentado contra as torres do Worl Trade Center!), lembrando que o Seixal Graffiti 2006 vai também registar a presença de conhecidos writers estrangeiros e nacionais, bem como bandas hip hop e DJ's, sem esquecer a participação de alguns dos mais afamados skaters portugueses. É só aparecer!
Nesta interessante e louvável iniciativa chamou-me especialmente a atenção o facto de aquela edilidade anunciar a sua pretensão de enquadrar o graffiti como autêntica arte, opondo-se desse modo a todos os que continuam a enquadrar esse género de arte urbana de rua num posicionamento de claro e puro vandalismo, desvalorizando completamente a inquestionável criatividade dos inúmeros jovens cuja interventiva arte pictórica recorre usualmente a antigas fachadas de prédios desactivados e não menos abandonados muros e taipais de obras situadas em sectores mais marginais ou marginalizados das grandes ou pequenas cidades.
Cinco anos após os trágicos atentados do chamado "11 de Setembro" em New York, autêntica capital mundial de toda a liberdade, recordo que foi nas paredes e taipais de locais públicos dessa cidade que surgiu durante a década de 1980, quase inadvertidamente. o intensivo movimento cuja criatividade trouxe a esses locais frases, palavras, interjeições e desenhos de carácter jocoso, contestatário, obsceno e até por vezes informativo que, apesar de alguns possíveis e criticáveis desvios, não podemos deixar de referir como imaginativos espaços de liberdade. Posso até aqui escrever que esses espaços de liberdade são mesmo uma das exemplares características que marcam a essencial diferença entre o género de permissiva sociedade ocidental em que nos enquadramos e a inclassificável podridão intelectual que manipula o tipo de doentios indivíduos, de inspiração tipicamente fascista,que programam e executam atentados terroristas como o "11 de Setembro" ou os quase constantes e traiçoeiros atentados contra a liberdade de movimentação e pensamento que todos os dias têm infelizmente sucedido em locais como o Iraque...
Todo o sentimento de intensiva e quase incontrolável liberdade criativa ligada aos graffitis, ao hip hop, à breakdance e aos chamados desportos radicais, nomeadamente o skate, responderão durante aqueles dias, no Seixal, mais uma vez e quantas vezes forem necessárias, aos desumanos inimigos da liberdade que a coberto de algum pensamento de ordem religiosa e social atentam todos os dias contra a nossa liberdade de pensamento e acção, um pouco por todo o mundo...
Num post cujo tema essencial é evidenciar o graffiti como arte, não posso deixar de aqui referir o norte-americano Keith Haring (1958-1990), destacado vulto, entre os artistas de representação visual urbanos cuja arte grafítica, neo-expressionista, surgiu inicialmente nas paredes nova-iorquinas, com a especial particularidade de ter sido também o primeiro a conseguir fazer passar esse género de arte urbana para as paredes dos túneis do metro de New York, caso dos seus inesquecíveis ovnis, homens de enormes falos e pirâmides. Haring abandonaria os graffitis em 1986, numa época em que a irreprimível energia e o vocabulário estético desse seu engenho criativo haviam já sido reconhecidos e enquadrados com o estatuto de arte. A simplicidade e fluidez de linhas, espontaneidade e intensidade cromática apreendidas por Haring enquanto corporizou parte do movimento graffiti das ruas nova-iorquinas estiveram entre as inovações que a sua produção artística trouxe á arte contemporânea, pós-moderna. Havendo muito mais a dizer, resta-me aqui felicitar a Câmara Municipal do Seixal pela continuação desta marcante iniciativa por si iniciada em 2001 (simbolicamente no mesmo ano do trágico atentado contra as torres do Worl Trade Center!), lembrando que o Seixal Graffiti 2006 vai também registar a presença de conhecidos writers estrangeiros e nacionais, bem como bandas hip hop e DJ's, sem esquecer a participação de alguns dos mais afamados skaters portugueses. É só aparecer!
Tuesday, September 05, 2006
BEAT RIOT- LOTO LANÇAM CD COM CONVIDADOS DE LUXO A 25 DE SETEMBRO
O chamado rock alcobacense, seja lá isso o que for, continua a dar que falar e que ouvir. Os Loto, uma das suas coqueluches, vão lançar no próximo dia 25 de Setembro o seu novo CD, cujo título será, nem mais nem menos: Beat Riot. Além do seu núcleo duro, formado pelo João Pedrosa, pelo João Tiago e pelo Ricardo Coelho, este novo CD dos Loto conta também com a participação de Davide Silva e Vasco Duarte, os habituais companheiros de estrada daquele trio de fundadores da banda. Uma das principais novidades deste Beat Riot consiste na colaboração do Cultural Fusion Choir of Manchester, participação sobre a qual ainda não conseguimos descortinar a pontinha do véu, esperando que dali saia uma bela surpresa...
Os trabalhos de produção, mistura e masterização desta nova produção dos Loto estiveram a cargo do coceituadíssimo Roger Lyons, anteriormente ligado a trabalhos musicais de muitíssimo boa gente, como os Lionrock, os The Chemical Brothers, os Ladytron ou os Stone Roses. Neste seu muito aguardado Beat Riot, os Loto prometem fazer história, contando mesmo com a participação de dois convidados muito especiais, ou melhor escrevendo, duas vedetas internacionais da área pop/ rock. São elas: o novaiorquino Del Marquis, guitarrista dos Scissor Sisters, presente no tema Golden Boys, e o manchesterniano Peter Hook, influente baixista de bandas como os Joy Division e os New Order, presente em Cukoo Plan, o single de apresentação deste novo CD dos Loto!
Despeço-me deste post deixando aqui um ligeiro aperitivo para este Beat Riot dos Loto, ou seja, reproduzindo a primeira quadra da parte lírica de Cukoo Plan, o tal em que seremos prendados e embalados (e de que maneira!) pelo baixo de Peter Hook:
Take the time to think things over
And confide in me
I got this far without ilusions
An life cant get any better...
Os trabalhos de produção, mistura e masterização desta nova produção dos Loto estiveram a cargo do coceituadíssimo Roger Lyons, anteriormente ligado a trabalhos musicais de muitíssimo boa gente, como os Lionrock, os The Chemical Brothers, os Ladytron ou os Stone Roses. Neste seu muito aguardado Beat Riot, os Loto prometem fazer história, contando mesmo com a participação de dois convidados muito especiais, ou melhor escrevendo, duas vedetas internacionais da área pop/ rock. São elas: o novaiorquino Del Marquis, guitarrista dos Scissor Sisters, presente no tema Golden Boys, e o manchesterniano Peter Hook, influente baixista de bandas como os Joy Division e os New Order, presente em Cukoo Plan, o single de apresentação deste novo CD dos Loto!
Despeço-me deste post deixando aqui um ligeiro aperitivo para este Beat Riot dos Loto, ou seja, reproduzindo a primeira quadra da parte lírica de Cukoo Plan, o tal em que seremos prendados e embalados (e de que maneira!) pelo baixo de Peter Hook:
Take the time to think things over
And confide in me
I got this far without ilusions
An life cant get any better...
Sunday, September 03, 2006
VIVÊNCIA(S) DE JOSÉ ALBERTO VASCO REGRESSAM AO REGIÃO DE CISTER NA PRÓXIMA 5ª FEIRA
Após dois meses de veraneante descanso, reinicia-se na próxima quinta-feira, 7 de Setembro, a publicação da minha coluna semanal Vivência(s) no semanário Região de Cister. Nesta sua segunda série, aquela multidisciplinar rubrica de arte(s) e cultura(s) tentará manter a pedalada da sua anterior e bem sucedida série de crónicas, esperando manter o aliciante e motivador interesse anteriormente manifestado por muitos dos seus habituais leitores. É precisamente para isso que lá estamos e continuamos!
Thursday, August 31, 2006
O INDEPENDENTE- DESPEDIDA INGLÓRIA DE UM SEMANÁRIO QUE FEZ HISTÓRIA
Pois é. Parecem confirmar-se as piores previsões e foi já anunciado que a edição de amanhã, sexta-feira, 1 de Setembro de 2006, será mesmo a última do semanário O Independente. Embora os últimos tempos de vida daquele semanário tivessem, infelizmente, andado bem longe dos seus tempos áureos, a verdade é que com o encerramento daquele jornal se encerra uma das páginas mais gratificantes da imprensa escrita portuguesa. Numa época em que semanários como o Expresso haviam já entrado numa fase em que o seu anterior arrojo jornalístico havia cedido o seu lugar a alguns quilos de papel sem grandes novidades e lampejos, o surgimento de O Independente foi um dos grandes acontecimentos nacionais daquela década, atraindo não só leitores desiludidos de outros jornais, como eu, mas também uma motivadora série de novos leitores que nunca antes se haviam decidido por um posicionamento desse tipo, como muitos que eu conheço...
A primeira edição de O Independente foi publicada em 20 de Maio de 1988, ao preço de Esc 125$00 cada exemplar, e a sua primeira página, bem á inglesa, chamava totalmente a atenção para um único assunto. O seu título era: HIPERTENSÃO/ Médicos e Ministério Cada Vez Mais Distantes, acompanhado por gigantescas fotografias da Ministra da Saúde Leonor Beleza e do Bastonário da Ordem dos Advogados Machado Macedo, e, em plena época dourada dos governos maioritários de Cavaco Silva, o novo semanário iniciava a sua longa batalha crítica contra os governos dirigidos pelo nosso actual Presidente da República...
Contudo, não era esse fulgor político que então mais atraía os leitores do novo semanário. A contida sabedoria, o desarrojo cultural e o bom humor das figuras que encorpavam a sua ficha técnica acabavam por ser a sua principal fortuna, começando pelo seu Director, Miguel Esteves Cardoso, e continuando pelo seu Director-Adjunto, Paulo Portas, e pelo seu Subdirector, Manuel Falcão, todos eles desempoeirados e corajosos jornalistas, cujo empenhamento garantia que ali estava algo de novo no jornalismo português. Longe de aqui estar a proclamar alguma reza nostálgica ou um sentido requiem, não posso deixar de enumerar alguns dos notáveis colaboradores cujo trabalho jornalístico aquele semanário nos disponibilizava logo na sua primeira edição. Paulo Portas, Leonardo Ferraz de Carvalho, Agustina Bessa-Luis, Vasco Pulido Valente, João Bénard da Costa, António Mega Ferreira, João Miguel Fernandes Jorge e Miguel Esteves Cardoso foram apenas para mim os mais importantes, nomeadamente este último, que naquela primeira ediçáo de O Independente iniciava a sua série de inesquecíveis e vibrantes crónicas genericamente intituladas As Minhas Aventuras na República Portuguesa. Não posso esquecer a importância que os textos daquela gente tiveram para mim e que foi mesmo com o Miguel que aprende a escrever uim texto jornalístico com princípio, meio e fim. De muitos outros jornalistas e colunistas que ao longo de 18 anos por ali passaram não posso esquecer também Manuel Graça Dias, Ruth Rosengarten e Helena Sanches Osório (que também foi directora de O Independente) , nem de uma minha reportagem sobre uma edição da Meia-Maratona da Nazaré, escrita em tons de rosa, que ali assinalaria a minha grande estreia numas lides que entretanto abandonei... De entre muitos factos recordo que em 25 de Maio de 1990, Miguel Esteves Cardoso e Paulo Portas acabariam por trocar de posições na direccção de O Independente, passando este último a ser o seu Director, num período em que o arrojado semanário viveria os melhores anos da sua vida, não só sob a sua direcção mas também sob a de Helena Sanches Osório...
Ainda hoje guardo, devidamente encadernados, os primeiros 260 exemplares de um semanário com o qual mantive durante alguns anos uma autêntica e assolapada paixão. Infelizmente, essa paixão acabaria por dar lugar a uma espécie de ódio, quando sob a direcção de uma outra jornalista, filha de um distinto casal de advogados, nas páginas de O Independente se iniciou uma autênntica cruzada contra outra das grandes paixões da minha vida: o Benfica. Denunciando subliminares ligações pessoais e profissionais a alguns inimigos nortenhos da verdade desportiva... A partir de então deixei, pura e simplesmente de comprar e de ler O Independente, do qual contudo, reservarei sempre a memória física e intelectual dos seus primeiros anos...
Termino referindo uma curiosidade. A de que a primeira vez que nas páginas de O Independente se referiram figuras e acontecimentos sobre Alcobaça e o seu concelho, sucedeu logo na sua segunda edição, em 27 de Maio de 1988, quando na sua décima-terceira página, a rubrica O Caso da Semana ironicamente se referia a um histórico referendo então realizado na Benedita. O subtítulo da notícia era precisamente Benedita Faz Referendo, e nele se escrevia sobre um referendo em que se tentava decidir sobre a existência, ou não, de Feira e Comércio ao Domingo naquela vila, discussão que anteriormente motivara uma autêntica guerra naquela laboriosa localidade. Aquela simpática notícia de O Independente contava ainda com curtas declarações do constitucionalista Gomes Canotilho e do alcobacense Rui Coelho, então Presidente da Cãmara Municipal de Alcobaça!
Concluo então com um longo adeus ao O Independente dos seus melhores anos, prometendo reler durante os próximos dias muitas dessas gloriosas páginas da imprensa portuguesa: adeus e até sempre!
A primeira edição de O Independente foi publicada em 20 de Maio de 1988, ao preço de Esc 125$00 cada exemplar, e a sua primeira página, bem á inglesa, chamava totalmente a atenção para um único assunto. O seu título era: HIPERTENSÃO/ Médicos e Ministério Cada Vez Mais Distantes, acompanhado por gigantescas fotografias da Ministra da Saúde Leonor Beleza e do Bastonário da Ordem dos Advogados Machado Macedo, e, em plena época dourada dos governos maioritários de Cavaco Silva, o novo semanário iniciava a sua longa batalha crítica contra os governos dirigidos pelo nosso actual Presidente da República...
Contudo, não era esse fulgor político que então mais atraía os leitores do novo semanário. A contida sabedoria, o desarrojo cultural e o bom humor das figuras que encorpavam a sua ficha técnica acabavam por ser a sua principal fortuna, começando pelo seu Director, Miguel Esteves Cardoso, e continuando pelo seu Director-Adjunto, Paulo Portas, e pelo seu Subdirector, Manuel Falcão, todos eles desempoeirados e corajosos jornalistas, cujo empenhamento garantia que ali estava algo de novo no jornalismo português. Longe de aqui estar a proclamar alguma reza nostálgica ou um sentido requiem, não posso deixar de enumerar alguns dos notáveis colaboradores cujo trabalho jornalístico aquele semanário nos disponibilizava logo na sua primeira edição. Paulo Portas, Leonardo Ferraz de Carvalho, Agustina Bessa-Luis, Vasco Pulido Valente, João Bénard da Costa, António Mega Ferreira, João Miguel Fernandes Jorge e Miguel Esteves Cardoso foram apenas para mim os mais importantes, nomeadamente este último, que naquela primeira ediçáo de O Independente iniciava a sua série de inesquecíveis e vibrantes crónicas genericamente intituladas As Minhas Aventuras na República Portuguesa. Não posso esquecer a importância que os textos daquela gente tiveram para mim e que foi mesmo com o Miguel que aprende a escrever uim texto jornalístico com princípio, meio e fim. De muitos outros jornalistas e colunistas que ao longo de 18 anos por ali passaram não posso esquecer também Manuel Graça Dias, Ruth Rosengarten e Helena Sanches Osório (que também foi directora de O Independente) , nem de uma minha reportagem sobre uma edição da Meia-Maratona da Nazaré, escrita em tons de rosa, que ali assinalaria a minha grande estreia numas lides que entretanto abandonei... De entre muitos factos recordo que em 25 de Maio de 1990, Miguel Esteves Cardoso e Paulo Portas acabariam por trocar de posições na direccção de O Independente, passando este último a ser o seu Director, num período em que o arrojado semanário viveria os melhores anos da sua vida, não só sob a sua direcção mas também sob a de Helena Sanches Osório...
Ainda hoje guardo, devidamente encadernados, os primeiros 260 exemplares de um semanário com o qual mantive durante alguns anos uma autêntica e assolapada paixão. Infelizmente, essa paixão acabaria por dar lugar a uma espécie de ódio, quando sob a direcção de uma outra jornalista, filha de um distinto casal de advogados, nas páginas de O Independente se iniciou uma autênntica cruzada contra outra das grandes paixões da minha vida: o Benfica. Denunciando subliminares ligações pessoais e profissionais a alguns inimigos nortenhos da verdade desportiva... A partir de então deixei, pura e simplesmente de comprar e de ler O Independente, do qual contudo, reservarei sempre a memória física e intelectual dos seus primeiros anos...
Termino referindo uma curiosidade. A de que a primeira vez que nas páginas de O Independente se referiram figuras e acontecimentos sobre Alcobaça e o seu concelho, sucedeu logo na sua segunda edição, em 27 de Maio de 1988, quando na sua décima-terceira página, a rubrica O Caso da Semana ironicamente se referia a um histórico referendo então realizado na Benedita. O subtítulo da notícia era precisamente Benedita Faz Referendo, e nele se escrevia sobre um referendo em que se tentava decidir sobre a existência, ou não, de Feira e Comércio ao Domingo naquela vila, discussão que anteriormente motivara uma autêntica guerra naquela laboriosa localidade. Aquela simpática notícia de O Independente contava ainda com curtas declarações do constitucionalista Gomes Canotilho e do alcobacense Rui Coelho, então Presidente da Cãmara Municipal de Alcobaça!
Concluo então com um longo adeus ao O Independente dos seus melhores anos, prometendo reler durante os próximos dias muitas dessas gloriosas páginas da imprensa portuguesa: adeus e até sempre!
Saturday, August 26, 2006
GATA BORRALHEIRA DE ROBERT WALSER VISITA ALCOBAÇA NO DIA DE TODOS OS SANTOS
Recebi ontem pela via postal o boletim com a programação da Culturgest para os próximos quatro meses. Uma leitura atenta revelou-me que essa programação inclui a apresentação da versão teatral concebida pelo escritor suiço de língua alemã Robert Walser (1878- 1956) sobre o conto de fadas A Gata Borralheira. Sob tradução de Célia Henriques essa versão teatral, quase psicanalítica, daquele conto estará em exibição no Grande Auditório da Culturgest, em Lisboa, entre 14 e 20 do próximo mês de Setembro. Sendo co-produzida pela Culturgest, pela Artemrede e pelo Teatro Viriato, essa produção teatral tem encenação de Ricardo Albéo, figurinos de Diogo Alves, desenho de luz de José Álvaro Correia e cenário de Joana Villaverde. Além dessas suas apresentações em Lisboa, esta produção nacional da Gata Borralheira de Robert Walser será também apresentada noutras localidades e noutros teatros nacionais, nomeadamente em Viseu, Torres Vedras, Almeirim, Baixa daBanheira e Alcobaça. Em Alcobaça, a sua apresentação decorrerá no Cine-Teatro, no próximo dia 1 de Novembro, aqui se chamando desde já a atenção para o seu interesse, dado que nesta sua Gata Borralheira Robert Walser volta a submeter um antigo conto de fadas a uma delicada e subversiva análise ctiativa, colocando subliminarmente em causa heróis da nossa infância, propondo-nos uma sua visão mais profunda, reflectindo mesmo algumas das nossas próprias limitações morais. Dentro do mesmo género de produção literária, o nem sempre devidamente apreciado e compreendido Robert Walser escreveu também adaptações de referência dos contos A Bela Adormecida e Branca de Neve. Esta última, foi em 2000 polémica e genialmente adaptada ao cinema, a negro, pelo não menos incompreendido João César Monteiro, filme que além de ter evidenciado a arte criativa de ambos os autores teve também o especial condão de lembrar ou dar a conhecer no nosso país a figura literária de um escritor que foi uma das maiores influências admitidas pelos não menos geniais escritores Franz Kafka e Elias Canetti. A produção literária de Robert Walser foi já beneficiada por várias traduções e edições em português e a verdade é que o Cine-Teatro de Alcobaça volta a estar de parabéns pela inclusão de um projecto teatral tão invulgar na sua programação dos próximos meses!
Sunday, August 20, 2006
PORTAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE ALCOBAÇA ABRIU MESMO EM (20 DE) AGOSTO (DE 2006)!
Ora aí está, definitivamente à disposição do público, o novo portal da Câmara Municipal de Alcobaça! Espero agora que o referido portal consiga recuperar rapidamente o atraso na sua sua criação face a outras edilidades da região e do país. Para já e numa primeira apreciação, parece-me estar bonito, competente e funcional. Compete agora mantê-lo actualizado e actualizante, o que competirá, não apenas aos seus responsáveis directos mas também aos seus utilizadores, que deverão estar sempre atentos às suas prováveis virtudes e defeitos... Enaltecendo o que tiverem de enaltecer e criticando o que tiverem de criticar. É disso que se faz a Democracia e este novo portal será, necessariamente, um novo farol democrático no nosso concelho! O seu endereço é:
http://www.cm-alcobaca.pt
e esperamos agora que a sua vivência no espaço cibernáutico seja premiada com uma maré diária de visitantes. Eu serei certamente um deles!
http://www.cm-alcobaca.pt
e esperamos agora que a sua vivência no espaço cibernáutico seja premiada com uma maré diária de visitantes. Eu serei certamente um deles!
Friday, August 18, 2006
BOLETIM MUNICIPAL- HÁ CINCO ANOS AO MEU LADO!
Cinco anos e quinze edições depois, lá estava ele mais uma vez ao meu lado, ontem à tarde, na minha caixa do correio... Escrevo sobre o boletim municipal do nosso concelho, o de Alcobaça, cuja primeira edição surgiu nos nossos receptáculos postais em Agosto de 2001, então sob a designação de Alcobaça- Revista do Município. Assinalava então uma tiragem de 30.000 exemplares e embora o seu conteúdo e o seu grafismo não fossem nada do outro mundo, cumpria finalmente uma indispensável função informativa, cuja principal vantagem era então a de anteriormente nunca ter existido nada de semelhante neste concelho!... Embora a sua edição seguinte apenas assinalasse 15.000 exemplares, a verdade é que, embora ondeando entre alguns altos e alguns baixos, o nosso boletim municipal lá foi conseguindo metodicamente manter os seus propósitos, primeiro trimestralmente e depois quadrimestralmente, sem falhar... A edição seguinte, em Julho de 2002, assinalaria nova redução de tiragem, para 8.000 exemplares, que se manteria em Novembro do mesmo ano. Em Abril de 2003, a Revista do Município de Alcobaça ganharia novamente coragem para dar um grande salto em frente, passando a assinalar uma tiragem de 20.000 exemplares, que tem orgulhosamente mantido até à actualidade! Na sua edição de Agosto de 2003, a ficha técnica do boletim municipal da Câmara Municipal de Alcobaça tratava finalmente as pessoas pelos seus próprios nomes, nela figurando pela primeira vez os nomes de José Gonçalves Sapinho como Director, de Eduardo Nogueira como Coordenador Editorial e de Ana Lúcia Alves como responsável pelo seu Design Gráfico.
Em Abril de 2005, a edição nº 11 do nosso boletim municipal assinalava uma alteração no seu título, passando a chamar-se, apenas dessa vez: Revista Informativa- Câmara Municipal de Alcobaça, alteração essa que não foi acompanhada de qualquer modificação de conteúdo ou de nível gráfico. Em Agosto de 2005, aquela alteração de título sofreria um ligeiro acerto, passando então o nosso boletim municipal a chamar-se Revista Informativa- Município de Alcobaça, designação ainda mantida no exemplar de Agosto de 2006 que ontem à tarde simpaticamente aterrou na minha caixa de correio...
Entreti-me esta tarde a reler e reapreciar o conteúdo textual e fotográfico das quinze edições já publicadas pelo nosso bolteim municipal, e a verdade é que, além de ele durante estes cinco anos ter cumprido a sua missão informativa, penso que o seu conteúdo estético e formal podia ter sido muito melhor e mais convincente. Exemplo disso são outros notáveis e inspiradores boletins municipais publicados noutras cidades do nosso país, de entre os quais destaco há alguns anos o Porto de Encontro, da Câmara Municipal do Porto, e o Margem 2, da Câmara Municipal do Funchal, ambos de qualidade literária e histórica verdadeiramente exemplar! No nosso boletim municipal tem por exemplo faltado a colaboração de autores exteriores à sua redacção, campo de análise em que um texto do Maestro José Atalaya publicado na sua edição de Agosto de 2003 foi a honrosa e meritória excepção que (infelizmente) cumpriu a regra... Já temos então boletim municipal, ao qual, embora parecendo continuar de pedra e cal, penso continuar a faltar o tal golpe de asa que o consiga fazer ser muito mais do que isso! Isto não é nemhum desafio, é apenas uma constatação escrita por um leitor e coleccionador (mais ou menos) atento...
Em Abril de 2005, a edição nº 11 do nosso boletim municipal assinalava uma alteração no seu título, passando a chamar-se, apenas dessa vez: Revista Informativa- Câmara Municipal de Alcobaça, alteração essa que não foi acompanhada de qualquer modificação de conteúdo ou de nível gráfico. Em Agosto de 2005, aquela alteração de título sofreria um ligeiro acerto, passando então o nosso boletim municipal a chamar-se Revista Informativa- Município de Alcobaça, designação ainda mantida no exemplar de Agosto de 2006 que ontem à tarde simpaticamente aterrou na minha caixa de correio...
Entreti-me esta tarde a reler e reapreciar o conteúdo textual e fotográfico das quinze edições já publicadas pelo nosso bolteim municipal, e a verdade é que, além de ele durante estes cinco anos ter cumprido a sua missão informativa, penso que o seu conteúdo estético e formal podia ter sido muito melhor e mais convincente. Exemplo disso são outros notáveis e inspiradores boletins municipais publicados noutras cidades do nosso país, de entre os quais destaco há alguns anos o Porto de Encontro, da Câmara Municipal do Porto, e o Margem 2, da Câmara Municipal do Funchal, ambos de qualidade literária e histórica verdadeiramente exemplar! No nosso boletim municipal tem por exemplo faltado a colaboração de autores exteriores à sua redacção, campo de análise em que um texto do Maestro José Atalaya publicado na sua edição de Agosto de 2003 foi a honrosa e meritória excepção que (infelizmente) cumpriu a regra... Já temos então boletim municipal, ao qual, embora parecendo continuar de pedra e cal, penso continuar a faltar o tal golpe de asa que o consiga fazer ser muito mais do que isso! Isto não é nemhum desafio, é apenas uma constatação escrita por um leitor e coleccionador (mais ou menos) atento...
Thursday, August 17, 2006
NEW KIDS ON THE BLOG!
Na semana em que consta irá ser finalmente inaugurado o ansiado portal da Câmara Municipal de Alcobaça, apercebi-me de que desde o passado dia 9 de Julho temos um novo companheiro alcobacense na blogosfera. Trata-se de um blogue inaugurado pelo jornal digital Tinta Fresca, tarimbado companheiro das lides jornalísticas que agora também ganhou coragem para se lançar no mais democrático meio de informação universal, criando um blogue cujo endereço é:
http://bloguetintafresca.blogspot.com
Pena é que por enquanto apenas lá conste o texto de apresentação do referido blogue... Espera-se agora que Mário Lopes e os seus companheiros arranquem em força com os seus posts, despertando a atenção crítica dos cibernautas mais contestatários cá do burgo e arredores!
http://bloguetintafresca.blogspot.com
Pena é que por enquanto apenas lá conste o texto de apresentação do referido blogue... Espera-se agora que Mário Lopes e os seus companheiros arranquem em força com os seus posts, despertando a atenção crítica dos cibernautas mais contestatários cá do burgo e arredores!
Wednesday, August 16, 2006
UM POEMA NEGRO DO POETA MESTIÇO CUBANO NICOLÁS GUILLÉN
BALADA DE SIMÓN CARABALLO
Canta Simón:
- Ai, eu tive uma casita
e uma mulher!
Eu,
negro Simón Caraballo,
nem tenho hoje o que comer.
A mulher morreu de parto,
a casa se hipotecou:
eu,
negro Simón Caraballo,
não toco, nem bebo ou bailo,
nem quase já sei quem sou.
Eu,
negro Simón Caraballo,
hoje durmo num portal;
a almofada é um ladrilho,
minha cama o chão a faz.
A sarna come-me em vida,
reumático me prende o pé;
lua fria toda a noite,
madrugada sem café.
Não sei que faça co'os braços,
mas hei-de encontrar o quê:
eu,
negro Simón Caraballo,
mantenho os punhos cerrados,
mantenho os punhos cerrados,
e preciso de comer!
-Simón, que lá vem o guarda
com seu cavalo de espadas!
(E Simón fica calado)
- Simón, que lá vem o guarda
com suas esporas de lata!
(E Simón fica calado)
- Simón, que lá vem o guarda
com o pau e a pistola,
e com o ódio na cara,
porque já te ouviu cantar
e vem-te bater nos lombos,
cantador de cantos velhos
marido de uma guitarra!...
(E Simón fica calado)
Chega um guarda de bigodes,
sério e grande, grande e sério,
a trote em sua pileca.
- Simón Caraballo, preso!
(Porém Simón não responde
porque Simón está morto)
NICOLÁS GUILLÉN
Canta Simón:
- Ai, eu tive uma casita
e uma mulher!
Eu,
negro Simón Caraballo,
nem tenho hoje o que comer.
A mulher morreu de parto,
a casa se hipotecou:
eu,
negro Simón Caraballo,
não toco, nem bebo ou bailo,
nem quase já sei quem sou.
Eu,
negro Simón Caraballo,
hoje durmo num portal;
a almofada é um ladrilho,
minha cama o chão a faz.
A sarna come-me em vida,
reumático me prende o pé;
lua fria toda a noite,
madrugada sem café.
Não sei que faça co'os braços,
mas hei-de encontrar o quê:
eu,
negro Simón Caraballo,
mantenho os punhos cerrados,
mantenho os punhos cerrados,
e preciso de comer!
-Simón, que lá vem o guarda
com seu cavalo de espadas!
(E Simón fica calado)
- Simón, que lá vem o guarda
com suas esporas de lata!
(E Simón fica calado)
- Simón, que lá vem o guarda
com o pau e a pistola,
e com o ódio na cara,
porque já te ouviu cantar
e vem-te bater nos lombos,
cantador de cantos velhos
marido de uma guitarra!...
(E Simón fica calado)
Chega um guarda de bigodes,
sério e grande, grande e sério,
a trote em sua pileca.
- Simón Caraballo, preso!
(Porém Simón não responde
porque Simón está morto)
NICOLÁS GUILLÉN
Sunday, August 13, 2006
PROVAVELMENTE A HISTÓRIA NÃO O ABSOLVERÁ...
O ditador cubano Fidel Castro comemora hoje o seu 80º aniversário. Desses seus 80 anos de vida, 47 foram passados como dirigente máximo de Cuba. Embora o tivesse anteriormente prometido, nunca realizou qualquer género de eleições nem nunca permitiu qualquer género de liberdade política ou de imprensa no seu país... O seu regime confirmou ainda a sua tendência machista, nunca tendo permitido qualquer relevância política ao sexo feminino. Curiosamente, poucos reclamaram o facto de que nesse mesmo regime sempre tivesse sido predominante a raça branca, minoritária em Cuba... Com razoável sucesso propagandístico universal, Fidel elegeu como principal inimigo os Estados Unidos da América, o que lhe grangeou acenos e simpatias de muito boa gente por esse mundo fora... Talvez por isso, foi ontem divulgada em Cuba uma declaração assinada por 400 intelectuais de todo o mundo (entre os quais os portugueses José Saramago e Boaventura Sousa Santos) protestando contra uma hipotética invasão de Cuba pelos norte-americanos, caso Fidel, recentemente operado, acabasse por falecer após essa intervenção cirúrgica...
Acho muito curioso que (ainda) haja 400 intelectuais que assinem um documento daquele género. Muitos deles são escritores e jornalistas. Tipo de pessoas a quem Fidel nunca concedeu qualquer espécie de liberdade. Antes pelo contrário... Ao longo de quase cinco décadas, o regime liderado por Fidel tem mesmo oprimido e violentado inúmeros escritores e jornalistas cubanos. Nem mesmo o escritor francês Pierre Golendorf escapou às suas garras, curiosamente numa altura em que ainda militava no Partido Comunista Francês... Pelas prisões de Fidel passaram poetas cubanos como Jorge Valls, Armando Valladares ou Herbero Padilla, tendo mesmo este último sido por si obrigado a uma humilhante retratação, bem à maneira do que Estaline e o seu feroz comissário político Jdanov haviam algumas década antes feito ao compositor Dmitri Chostakovitch... Pelas torturas e prisões de Fidel passaram também jornalistas como Carlos Franqui, José Pardo Llado e Raúl Rivero Castañeda, e ainda há três anos a chamada "Primavera Negra de Cuba" levou à prisão de 75 oposicionistas de Fidel, dos quais 25 eram jornalistas, dos quais 5 ainda se encontram presos... A mesma (má) sorte tiveram sindicalistas cubanos como David Salvador e Francisco Miralles, que não fizeram mais que lutar por um sindicalismo livre no seu país...
Acho ainda muito curioso que muito boa gente gabe o suposto ascetismo de um homem que frui uma praia privativa e um luxuoso iate, não se coibindo de fumar charutos da melhor qualidade quando a maioria dos cubanos apenas tem ao seu alcance tabaco da pior qualidade e na menor quantidade possível. Fidel não dispensa também que as suas aparentemente modestas fardas sejam costuradas por um dos melhores estilistas e no melhor tecido de gabardina britânico...
Termino referindo insuspeitos escritores que ao longo de muitos anos protestaram contra a feroz repressão exercida pelo regime de Fidel Castro sobre os intelectuais cubanos: Eugéne Ionesco, Mario Vargas Llosa, Pier Paolo Pasolini, Jorge Luis Borges, Susan Sontag, Jorge Semprun, Camilo José Cela, Fernando Arrabal. A todos eles Fidel chamou posteriormente "Agentes da C.I.A."... Mas até mesmo o seu grande amigo Gabriel Garcia Marquez, muitas vezes acusado de silêncio cúmplice face aos desmandos de Fidel, protestou publicamente em 2003 contra a repressão então exercida durante a deprimente "Primavera Negra"...
Penso que contrariamente ao que o próprio uma vez proferiu, nem a História nem o povo do seu país alguma vez o absolverão! Pelo contrário, não tardará muito que o seu "Krutchev" surja em Cuba e seja o primeiro a denunciá-lo e condená-lo publicamente. Talvez então já seja tarde de mais para uma das mais temíveis ditaduras do século XX...
Acho muito curioso que (ainda) haja 400 intelectuais que assinem um documento daquele género. Muitos deles são escritores e jornalistas. Tipo de pessoas a quem Fidel nunca concedeu qualquer espécie de liberdade. Antes pelo contrário... Ao longo de quase cinco décadas, o regime liderado por Fidel tem mesmo oprimido e violentado inúmeros escritores e jornalistas cubanos. Nem mesmo o escritor francês Pierre Golendorf escapou às suas garras, curiosamente numa altura em que ainda militava no Partido Comunista Francês... Pelas prisões de Fidel passaram poetas cubanos como Jorge Valls, Armando Valladares ou Herbero Padilla, tendo mesmo este último sido por si obrigado a uma humilhante retratação, bem à maneira do que Estaline e o seu feroz comissário político Jdanov haviam algumas década antes feito ao compositor Dmitri Chostakovitch... Pelas torturas e prisões de Fidel passaram também jornalistas como Carlos Franqui, José Pardo Llado e Raúl Rivero Castañeda, e ainda há três anos a chamada "Primavera Negra de Cuba" levou à prisão de 75 oposicionistas de Fidel, dos quais 25 eram jornalistas, dos quais 5 ainda se encontram presos... A mesma (má) sorte tiveram sindicalistas cubanos como David Salvador e Francisco Miralles, que não fizeram mais que lutar por um sindicalismo livre no seu país...
Acho ainda muito curioso que muito boa gente gabe o suposto ascetismo de um homem que frui uma praia privativa e um luxuoso iate, não se coibindo de fumar charutos da melhor qualidade quando a maioria dos cubanos apenas tem ao seu alcance tabaco da pior qualidade e na menor quantidade possível. Fidel não dispensa também que as suas aparentemente modestas fardas sejam costuradas por um dos melhores estilistas e no melhor tecido de gabardina britânico...
Termino referindo insuspeitos escritores que ao longo de muitos anos protestaram contra a feroz repressão exercida pelo regime de Fidel Castro sobre os intelectuais cubanos: Eugéne Ionesco, Mario Vargas Llosa, Pier Paolo Pasolini, Jorge Luis Borges, Susan Sontag, Jorge Semprun, Camilo José Cela, Fernando Arrabal. A todos eles Fidel chamou posteriormente "Agentes da C.I.A."... Mas até mesmo o seu grande amigo Gabriel Garcia Marquez, muitas vezes acusado de silêncio cúmplice face aos desmandos de Fidel, protestou publicamente em 2003 contra a repressão então exercida durante a deprimente "Primavera Negra"...
Penso que contrariamente ao que o próprio uma vez proferiu, nem a História nem o povo do seu país alguma vez o absolverão! Pelo contrário, não tardará muito que o seu "Krutchev" surja em Cuba e seja o primeiro a denunciá-lo e condená-lo publicamente. Talvez então já seja tarde de mais para uma das mais temíveis ditaduras do século XX...
Friday, August 11, 2006
TERRÍVEL INCÊNDIO CONTINUA A ASSOLAR UMA PARTE SUBSTANCIAL DA SERRA DOS CANDEEIROS- QUEM SERÁ RESPONSÁVEL POR MAIS ESTA VERGONHA?
Há mais de 24 horas que um violento incêndio continua a lavrar por uma parte substancial da Serra dos Candeeiros. Assolando simultaneamente território dos concelhos de Alcobaça e Porto de Mós. Afrontando seriamente pessoas e bens de localidades como Ataíja de Baixo, Ataíja de Cima, Casais de Santa Teresa, Moleanos e Pedreiras. Tendo mesmo já causado uma vítima mortal entre as centenas de corajosos bombeiros que tudo têm feito para eliminar mais esta vergonha causada num país que não tem sabido ou não tem querido combater eficazmente esta autêntica praga...
João Salgueiro, o actual Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, disse já hoje, aos microfones da TSF, que existem fortes probabilidades de se tratar de mais um condenável caso de fogo posto, ou seja, mais um crime cometido contra o interesse nacional... Eu mesmo, residindo actualmente na Ataíja de Baixo, constatei visualmente ontem à tarde, por volta das 16 horas, que uma ameaçadora linha de fogo não demorou mais de três minutos a subir do sopé até um dos cumes que se avoluman na Serra dos Candeeiros, percorrendo velozmente muitos quilómetros de terreno. Deixando mesmo a impressão de que essa sua horrorosa progressão se fazia percorrendo um delimitado rastilho que mãos e cérebros criminosos ali haviam deixado...
Espero que os bombeiros consigam resolver este problema com a maior brevidade possível, extiguindo este assustador incêndio... Espero também que caso se confirme (novamente) que o eclodir deste incêndio foi gerado por gente crimonosa e sem quaisquer escrúpulos, as forças policiais competentes os descubram e os prendam... Espero também que os tribunais actuem com a maior conformidade possível e sem contemplações de qualquer espécie, respeitando os princípios do Estado de Direito mas não se coibindo de aplicar penas máximas a quem efectivamente as merece... Basta de pactuar com esta autêntica vergonha nacional!
João Salgueiro, o actual Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, disse já hoje, aos microfones da TSF, que existem fortes probabilidades de se tratar de mais um condenável caso de fogo posto, ou seja, mais um crime cometido contra o interesse nacional... Eu mesmo, residindo actualmente na Ataíja de Baixo, constatei visualmente ontem à tarde, por volta das 16 horas, que uma ameaçadora linha de fogo não demorou mais de três minutos a subir do sopé até um dos cumes que se avoluman na Serra dos Candeeiros, percorrendo velozmente muitos quilómetros de terreno. Deixando mesmo a impressão de que essa sua horrorosa progressão se fazia percorrendo um delimitado rastilho que mãos e cérebros criminosos ali haviam deixado...
Espero que os bombeiros consigam resolver este problema com a maior brevidade possível, extiguindo este assustador incêndio... Espero também que caso se confirme (novamente) que o eclodir deste incêndio foi gerado por gente crimonosa e sem quaisquer escrúpulos, as forças policiais competentes os descubram e os prendam... Espero também que os tribunais actuem com a maior conformidade possível e sem contemplações de qualquer espécie, respeitando os princípios do Estado de Direito mas não se coibindo de aplicar penas máximas a quem efectivamente as merece... Basta de pactuar com esta autêntica vergonha nacional!
Sunday, July 30, 2006
PORTAL DA CÃMARA MUNICIPAL DE ALCOBAÇA ABRIRÁ MESMO EM AGOSTO?
Olá, caros visitantes! Regresso ao vosso convívio, após o bem sucedido lançamento da 2ª edição do meu ensaio "Música & Água- Evolução Provável de Um Relacionamento Físico & Espiritual" e o gozo de duas belas semanas de férias no Paraíso (Loire, Normandia e Bretanha). Um dos factos que mais me interessou neste meu regresso à realidade do nosso dia a dia concelhio respeita ao anunciado portal da Câmara Municipal de Alcobaça. Verifiquei agora que o -Brevemente- que a sua homepage ostentou durante muitíssimos meses foi recentemente substituído por um -Disponível em Agosto-. Refere que é em Agosto, mas não diz em que dia, o que cria naturais e fundadas suspeitas de que esse -Disponível em Agosto- possa infelizmente seguir quase à risca o triste destino do seu antecessor -Brevemente-. Muito sinceramente, espero que não e estou convicto de que essa abertura se concretizará mesmo durante o mês de Agosto. Que até começa daqui a dois dias. Cá estamos então para avaliar se essa promessa vai ou não ser cumprida. O endereço daquele portal é: http://www.cm-alcobaca.pt, e seria quase escusado aqui escrever que se esta promessa também não for cumprida eles nos vão ter à perna! Ai vão vão!!!
Saturday, June 24, 2006
2ª EDIÇÃO, REVISTA E ACTUALIZADA, DO MEU ENSAIO "MÚSICA & ÁGUA" VAI SER LANÇADA EM 7 DE JULHO
Seria mesmo muito difícil estar mais feliz e satisfeito do que o que agora estou. Na próxima sexta-feira 7 de Julho decorrerá, em Lisboa, na Fnac/ Colombo, às 18 e 30, a sessão de lançamento da 2ª edição, revista e actualizada, do meu ensaio "Música & Água- Evolução Provável de Um Relacionamento Físico & Espiritual", inicialmente lançado em Alcobaça, em Outubro de 2002. Após essa bem sucedida 1ª edição local, pela Carpe Diem Editores, esta reedição daquele meu ensaio terá um âmbito essencialmente nacional, sob a chancela editorial da portuense Papiro Editora, contando com os patrocínios da Câmara Municipal de Alcobaça e da Empresa de Águas São Cristóvão, da Serra de Montemuro. Tal como há quatro anos sucedeu, no lançamento da sua 1ª edição, a apresentação daquele ensaio na Fnac/ Colombo será da responsabilidade de Nuno Gonçalves, um dos elementos do agrupamento pop alcobacense The Gift, autor do prefácio deste meu ensaio.
De entre as críticas publicadas após a 1º edição do meu ensaio "Música & Água- Evolução Provável de Um Relacionamento Físico & Espiritual", recordo que Marcelo Rebelo de Sousa o achou "bom" (na edição de Novembro de 2002 da revista Os Meus Livros) e que Nuno Rogeiro o qualificou de "muito engraçado!" (aos microfones da Rádio Nostalgia, em 15 de Novembro de 2002). Mário Lopes, na edição de Outubro de 2002 do Jornal Digital Tinta Fresca, escreveu que este meu ensaio é "Uma viagem aquática que começa na antiga civilização egípcia e termina na música contemporânea. Um livro imprescindível que mistura a sensibilidade e o saber musical quase enciclopédico deste melómano alcobacense".
Além das críticas, essencialmente favoráveis, que este meu ensaio recebeu, não deixei também de ficar muito orgulhoso com o convincente prefácio que o Nuno Gonçalves para ele simpaticamente escreveu. Quem não ficaria feliz quando um artista como o Nuno escreveu palavras como as seguintes sobre esta minha produção literária: "O conceito desta obra reflecte a ideia de conjugação, por vezes irónica, por vezes casual, de água com música. Os contrastes entre músicas parecem aqui juntar-se sem qualquer espécie de divisão. Como se de uma união se tratasse, a água junta todos os estilos, todos os dizeres, corre por entre correntes e estilos, experimenta sons, teorias, inspira e remistura a ideia estática de composição. Mais do que um olhar estático sobre esta relação este livro retracta e confirma nada mais nada menos do que um só ponto: inspiração".
Não esqueçam: o lançamento decorrerá em 7 de Julho, em Lisboa, na Fnac/ Colombo, às 18 e 30, e o mínimo que posso esperar é que seja bem sucedido. Penso que o meu ensaio o merece, tanto mais que esta sua 2ª edição é razoavelmente melhor concebida e concretizada que a anterior, não só na sua revisão como também nas actualizações que essencialmente justificam esta favorecida reedição...
De entre as críticas publicadas após a 1º edição do meu ensaio "Música & Água- Evolução Provável de Um Relacionamento Físico & Espiritual", recordo que Marcelo Rebelo de Sousa o achou "bom" (na edição de Novembro de 2002 da revista Os Meus Livros) e que Nuno Rogeiro o qualificou de "muito engraçado!" (aos microfones da Rádio Nostalgia, em 15 de Novembro de 2002). Mário Lopes, na edição de Outubro de 2002 do Jornal Digital Tinta Fresca, escreveu que este meu ensaio é "Uma viagem aquática que começa na antiga civilização egípcia e termina na música contemporânea. Um livro imprescindível que mistura a sensibilidade e o saber musical quase enciclopédico deste melómano alcobacense".
Além das críticas, essencialmente favoráveis, que este meu ensaio recebeu, não deixei também de ficar muito orgulhoso com o convincente prefácio que o Nuno Gonçalves para ele simpaticamente escreveu. Quem não ficaria feliz quando um artista como o Nuno escreveu palavras como as seguintes sobre esta minha produção literária: "O conceito desta obra reflecte a ideia de conjugação, por vezes irónica, por vezes casual, de água com música. Os contrastes entre músicas parecem aqui juntar-se sem qualquer espécie de divisão. Como se de uma união se tratasse, a água junta todos os estilos, todos os dizeres, corre por entre correntes e estilos, experimenta sons, teorias, inspira e remistura a ideia estática de composição. Mais do que um olhar estático sobre esta relação este livro retracta e confirma nada mais nada menos do que um só ponto: inspiração".
Não esqueçam: o lançamento decorrerá em 7 de Julho, em Lisboa, na Fnac/ Colombo, às 18 e 30, e o mínimo que posso esperar é que seja bem sucedido. Penso que o meu ensaio o merece, tanto mais que esta sua 2ª edição é razoavelmente melhor concebida e concretizada que a anterior, não só na sua revisão como também nas actualizações que essencialmente justificam esta favorecida reedição...
Monday, June 19, 2006
UM BALANÇO FINAL SOBRE O CISTERMÚSICA 2006, EM FORMA DE NOTAS SOLTAS
Terminada mais uma edição do Cistermúsica, não posso deixar de aqui publicar um balanço sobre o modo como decorreu esta décima-quarta edição de um festival que já se impôs como o mais importante evento cultural organizado e apresentado em Alcobaça. Só o facto de o festival existir e se manter de pé é por si mesmo digno de registo, merecendo mesmo ser a primeira nota positiva aqui registada e perpetuada. A edição deste ano do festival merece-me um balanço positivo, embora marcado por algumas nuances negativas...
Os mais relevantes momentos do Cistermúsica 2006 registaram-se no concerto de música de câmara apresentado pelo Cuarteto Casals no Convento de Cós, na segunda parte do recital do pianista Artur Pizarro no Cine-Teatro de Alcobaça, no concerto vocal da Capela Joanina na Sala do Capítulo do Mosteiro de Alcobaça e na segunda parte do concerto da Orquestra Gulbenkian que encerrou esta edição do festival, no Cine-Teatro de Alcobaça. A maior desilusão desta edição do Cistermúsica ocorreu no concerto de Ensemble Contrapunctus com a soprano Elizabeth Keusch no Cine-Teatro de Alcobaça, não só pelo facto de as suas interpretações não terem correspondido ao que se esperava mas também pelo facto de esse espectáculo ter, infelizmente, primado pela quase total ausência de público. O espectáculo mais fraco desta edição do festival ocorreu na Sala do Capítulo do Mosteiro de Alcobaça, acima de tudo devido a motivações organizativas, nomeadamente pela inadequação do local e pela irritante e incompreensível utilização do velho e estafado piano da Câmara Municipal de Alcobaça, que muito prejudicaram a conferência- concerto sobre as sonatas e sonatinas de Fernando Lopes-Graça, apesar de tudo muito dignamente apresentada por Patrícia Bastos, num espectáculo em que não compareceram nem o director executivo nem o director artístico do festival (pelo menos a deste último sentiu-se bastante...).
Num festival essencialmente custeado por dinheiros públicos penso ser necessário reavaliar alguns problemas que nele se têm verificado, nomeadamente o facto de alguns dos seus espectáculos terem tido muito pouco público, o facto de alguns sectores do seu antigo público fiel se terem afastado dos espectáculos do Cistermúsica e o facto de nos seus espectáculos se verem muito poucos jovens entre a assistência, nomeadamente no que respeita a alunos da escola de música que o organiza. Numa altura em que muito se fala de serviço público, sou levado a aqui escrever que neste caso, serviço público deverá implicar a presença de público...
Várias são em minha opinião as situações a rever pela organização do festival, a fim de evitar que, tal como aqui anteriormente escrevi, o festival possa ser mesmo ferido de morte... E neste caso devo aqui esclarecer que tenho a perfeita noção de que o facto, quanto a mim tardio, de se terem começado a cobrar as entradas nos espectáculos do Cistermúsica afastou dele bastante público, embora isso não explique tudo, dado que, tal como todos vimos, espectáculos houve em que apesar de se cobrarem entradas se registou a afluência de muito público! Penso que as chaves para a resolução desse problema podem ter origem em campos como a aposta numa melhor e mais cuidada divulgação (que efeitos produziram este ano, por exemplo, os anúncios de página inteira publicados no Público?), na aposta em intérpretes mais conhecidos junto do público tipo deste género de eventos (essa é a bem sucedida aposta da Fundação Gulbenkian para a sua próxima temporada de concertos), numa aposta mais intensiva na obtenção de apoios finaceiros da economia privada (o Festival Música em Leiria é desse facto um bem sucedido exemplo), a revisão do período do ano em que decorre o festival (época de exames, outros festivais...) e até mesmo uma reavaliação do carácter e da abrangência da programação do festival (é claro que aí reside o principal factor de sucesso dos mais recentes anos do Cistermúsica e do interessante sentido nele imbuído de há cinco anos a esta parte pela direcção artística de Alexandre Delgado, nomeadamente no que respeita à atenção por ele dispensada à produção musical de compositores normalmente menos interpretados ou aos compositores portugueses do passado século. Todavia, há público que se afastou do festival por não se rever nesse enquadramento artístico e reclame composições mais acessíveis ao gosto do público -nomeadamente dos períodos clássico e romântico- e há público que dele se afasta por achar que ele se tem fechado muito em torno de certos compositores e certos géneros, reclamando mais eclectismo na sua programação. Quanto a mim, todos esses são dados a rever pela organização do Cistermúsica, o que, contudo, não implica forçosamente uma mudança de director artístico, mas sim uma reavaliação e reforço da sua direcção artística. É claro que Alexandre Delgado não será eternamente director artístico do Festival de Música de Alcobaça, mas penso que ouvir os sensatos juízos de gente como o tenor Fernando Serafim ou o percussionista Manuel Campos não seria agora desacertado de todo e poderia mesmo ser muito útil para o Cistermúsica e regenerador para o seu futuro!
Os mais relevantes momentos do Cistermúsica 2006 registaram-se no concerto de música de câmara apresentado pelo Cuarteto Casals no Convento de Cós, na segunda parte do recital do pianista Artur Pizarro no Cine-Teatro de Alcobaça, no concerto vocal da Capela Joanina na Sala do Capítulo do Mosteiro de Alcobaça e na segunda parte do concerto da Orquestra Gulbenkian que encerrou esta edição do festival, no Cine-Teatro de Alcobaça. A maior desilusão desta edição do Cistermúsica ocorreu no concerto de Ensemble Contrapunctus com a soprano Elizabeth Keusch no Cine-Teatro de Alcobaça, não só pelo facto de as suas interpretações não terem correspondido ao que se esperava mas também pelo facto de esse espectáculo ter, infelizmente, primado pela quase total ausência de público. O espectáculo mais fraco desta edição do festival ocorreu na Sala do Capítulo do Mosteiro de Alcobaça, acima de tudo devido a motivações organizativas, nomeadamente pela inadequação do local e pela irritante e incompreensível utilização do velho e estafado piano da Câmara Municipal de Alcobaça, que muito prejudicaram a conferência- concerto sobre as sonatas e sonatinas de Fernando Lopes-Graça, apesar de tudo muito dignamente apresentada por Patrícia Bastos, num espectáculo em que não compareceram nem o director executivo nem o director artístico do festival (pelo menos a deste último sentiu-se bastante...).
Num festival essencialmente custeado por dinheiros públicos penso ser necessário reavaliar alguns problemas que nele se têm verificado, nomeadamente o facto de alguns dos seus espectáculos terem tido muito pouco público, o facto de alguns sectores do seu antigo público fiel se terem afastado dos espectáculos do Cistermúsica e o facto de nos seus espectáculos se verem muito poucos jovens entre a assistência, nomeadamente no que respeita a alunos da escola de música que o organiza. Numa altura em que muito se fala de serviço público, sou levado a aqui escrever que neste caso, serviço público deverá implicar a presença de público...
Várias são em minha opinião as situações a rever pela organização do festival, a fim de evitar que, tal como aqui anteriormente escrevi, o festival possa ser mesmo ferido de morte... E neste caso devo aqui esclarecer que tenho a perfeita noção de que o facto, quanto a mim tardio, de se terem começado a cobrar as entradas nos espectáculos do Cistermúsica afastou dele bastante público, embora isso não explique tudo, dado que, tal como todos vimos, espectáculos houve em que apesar de se cobrarem entradas se registou a afluência de muito público! Penso que as chaves para a resolução desse problema podem ter origem em campos como a aposta numa melhor e mais cuidada divulgação (que efeitos produziram este ano, por exemplo, os anúncios de página inteira publicados no Público?), na aposta em intérpretes mais conhecidos junto do público tipo deste género de eventos (essa é a bem sucedida aposta da Fundação Gulbenkian para a sua próxima temporada de concertos), numa aposta mais intensiva na obtenção de apoios finaceiros da economia privada (o Festival Música em Leiria é desse facto um bem sucedido exemplo), a revisão do período do ano em que decorre o festival (época de exames, outros festivais...) e até mesmo uma reavaliação do carácter e da abrangência da programação do festival (é claro que aí reside o principal factor de sucesso dos mais recentes anos do Cistermúsica e do interessante sentido nele imbuído de há cinco anos a esta parte pela direcção artística de Alexandre Delgado, nomeadamente no que respeita à atenção por ele dispensada à produção musical de compositores normalmente menos interpretados ou aos compositores portugueses do passado século. Todavia, há público que se afastou do festival por não se rever nesse enquadramento artístico e reclame composições mais acessíveis ao gosto do público -nomeadamente dos períodos clássico e romântico- e há público que dele se afasta por achar que ele se tem fechado muito em torno de certos compositores e certos géneros, reclamando mais eclectismo na sua programação. Quanto a mim, todos esses são dados a rever pela organização do Cistermúsica, o que, contudo, não implica forçosamente uma mudança de director artístico, mas sim uma reavaliação e reforço da sua direcção artística. É claro que Alexandre Delgado não será eternamente director artístico do Festival de Música de Alcobaça, mas penso que ouvir os sensatos juízos de gente como o tenor Fernando Serafim ou o percussionista Manuel Campos não seria agora desacertado de todo e poderia mesmo ser muito útil para o Cistermúsica e regenerador para o seu futuro!
Saturday, June 17, 2006
ALCOBAÇA DANÇA UM FANDANGO NO 24º FESTIVAL MÚSICA EM LEIRIA
Pois é. O Festival Música em Leiria já não vem a Alcobaça, mas Alcobaça continua a ir ao Música em Leiria. Em cujos espectáculos se continuam a ver muitos espectadores alcobacenses. Todavia, na próxima segunda-feira, 19 de Junho, Alcobaça estará presente de um modo diferente e muito especial num espectáculo da corrente edição daquele festival. À noite, a partir das 21 e 30, o Música em Leiria apresentará, no convincente Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria, um recital em que actuará o pianista brasileiro José Eduardo Martins. No que respeita a Alcobaça, a novidade é que uma das composições que ele ali irá interpretar serão as Viagens na Minha Terra, composta por 19 pequenas peças concebidas por Fernando Lopes-Graça a partir de uma lembrança da obra literária de Almeida Garret. Uma dessas pequenas peças é mesmo dedicada a Alcobaça, sob a intitulação de Em Alcobaça Dançando Um Velho Fandango. Não deixa de ser curioso e mesmo muito interessante...
Friday, June 16, 2006
NOTAS SOLTAS E BEM DIZENTES SOBRE O OITAVO E ÚLTIMO CONCERTO DO CISTERMÚSICA 2006
Pode escrever-se que, tal como era previsível, o Cistermúsica encerrou da melhor maneira, ontem à tarde, a sua décima-quarta edição. A Orquestra Gulbenkian e a Sinfonia nº 40 de Mozart atraíram ao Cine-Teatro de Alcobaça muitos espectadores, embora ainda não tenha sido desta vez que o Festival de Música de Alcobaça registou a sua primeira lotação esgotada desde o ano em que (finalmente!) começou a cobrar as entradas dos seus concertos. Ainda assim, foi muito consolador ver a plateia daquele auditório praticamente repleta, dando ainda lugar à ocupação de alguns dos lugares do balcão, onde se podiam mesmo ver algumas distintas personalidades locais...
Quanto ao concerto propriamente dito, foi-me grato verificar o excelente rendimento e a convincente performance que a direcção da Maestrina Joana Carneiro imprimiu à Orquestra Gulbenkian, que apesar de já ter até àquela data actuado várias vezes em Alcobaça, nunca o tinha feito no seu festival de música. Os momentos mais edificantes do concerto viveram-se na sua segunda parte, na qual todos fomos beneficiados com uma interpretação da Sinfonia nº 40 de Mozart em que orquestra e maestrina nos brindaram mesmo com todos os pontos nos iis, provocando, no seu final, uma estrondosa ovação de um público que me pareceu algo adormecido na primeira parte deste espectáculo... Nessa primeira parte, a Orquestra Gulbenkian interpretou a Sinfonieta de Fernando Lopes-Graça e a Suite Concertante Para Cravo e 0rquestra de Armando José Fernandes. E se na primeira o fez com a maior competência artística possível, já na segunda não terá conseguido o mesmo efeito, provavelmente devido ao facto de aquela composição e do cravo apresentado em palco não me terem parecido adequados às condições acústicas, logísticas e físicas do nosso Cine-Teatro, facto do qual não teve quaisquer culpas o cravista Marcos Fernandes, cuja performance não desiludiu, antes pelo contrário, embora a equivalência entre a sua actuação e a da própria orquestra lhe tenha sido muito desfavorável...
O saldo artístico deste concerto pareceu-me positivo, embora durante o seu intervalo alguns melómanos alcobacenses tenham mostrado opinião desfavorável, no que respeita ao equilíbrio entre as composições interpretadas na sua primeira e na sua segunda parte. Eu situo-me entre os que têm enaltecido o meritório trabalho de divulgação que o actual director artístico do Cistermúsica tem feito nos seus cinco anos de programação do festival no que respeita a compositores portugueses como Armando José Fernandes, Fernando Lopes-Graça, Frederico de Freitas, Jolly Braga Santos, Luís de Freitas Branco ou Viana da Mota, mas verdade é que existem já muitos melómanos locais que consideram que essa parte do "serviço público" inerente a um evento deste género já começa a estar algo completa e a cansar um bocadinho muitos dos espectadores do Cistermúsica. Houve até quem me tivesse perguntado (como se eu o pudesse saber...) se eu sabia qual o motivo por que é que a música de um outro compositor português do século XX, Ruy Coelho, não tem sido também incluída na programação do Festival de Música de Alcobaça... A isso não soube nem sei responder, mas verdade é que, por exemplo, teria ouvido com muito melhores ouvidos neste concerto música de outros compositores esta ano homenageados no Cistermúsica... Quanto a mim, este espectáculo teria tido muito melhores resultados em termos de "serviço público" se uma das composições da sua primeira parte tivesse sido suibstituída pela Sinfonia em Dó Maior op. 61 de Robertt Schumann (muitas vezes comparada à 5ª de Beethoven!) ou pela Sinfonia nº 10 de Dmitri Chostakovitch (a tal cujo irónico 2º andamento consta retratar a malvadez de Estaline contra aquele compositor!).
E assim se concluíu a bom gosto o XIV Cistermúsica- Festival de Música de Alcobaça, embora estas Notas Soltas Sobre o Cistermúsica 2006 no blogue Nas Faldas da Serra apenas sejam concluídas na próxima semana, com a publicação do meu balanço (e juízos para o futuro) sobre esta edição do festival, que provavelmente ocorrerá na tarde da próxima segunda-feira, esperando mais uma vez a melhor atenção dos simpáticos visitantes e opinantes deste blogue!
Quanto ao concerto propriamente dito, foi-me grato verificar o excelente rendimento e a convincente performance que a direcção da Maestrina Joana Carneiro imprimiu à Orquestra Gulbenkian, que apesar de já ter até àquela data actuado várias vezes em Alcobaça, nunca o tinha feito no seu festival de música. Os momentos mais edificantes do concerto viveram-se na sua segunda parte, na qual todos fomos beneficiados com uma interpretação da Sinfonia nº 40 de Mozart em que orquestra e maestrina nos brindaram mesmo com todos os pontos nos iis, provocando, no seu final, uma estrondosa ovação de um público que me pareceu algo adormecido na primeira parte deste espectáculo... Nessa primeira parte, a Orquestra Gulbenkian interpretou a Sinfonieta de Fernando Lopes-Graça e a Suite Concertante Para Cravo e 0rquestra de Armando José Fernandes. E se na primeira o fez com a maior competência artística possível, já na segunda não terá conseguido o mesmo efeito, provavelmente devido ao facto de aquela composição e do cravo apresentado em palco não me terem parecido adequados às condições acústicas, logísticas e físicas do nosso Cine-Teatro, facto do qual não teve quaisquer culpas o cravista Marcos Fernandes, cuja performance não desiludiu, antes pelo contrário, embora a equivalência entre a sua actuação e a da própria orquestra lhe tenha sido muito desfavorável...
O saldo artístico deste concerto pareceu-me positivo, embora durante o seu intervalo alguns melómanos alcobacenses tenham mostrado opinião desfavorável, no que respeita ao equilíbrio entre as composições interpretadas na sua primeira e na sua segunda parte. Eu situo-me entre os que têm enaltecido o meritório trabalho de divulgação que o actual director artístico do Cistermúsica tem feito nos seus cinco anos de programação do festival no que respeita a compositores portugueses como Armando José Fernandes, Fernando Lopes-Graça, Frederico de Freitas, Jolly Braga Santos, Luís de Freitas Branco ou Viana da Mota, mas verdade é que existem já muitos melómanos locais que consideram que essa parte do "serviço público" inerente a um evento deste género já começa a estar algo completa e a cansar um bocadinho muitos dos espectadores do Cistermúsica. Houve até quem me tivesse perguntado (como se eu o pudesse saber...) se eu sabia qual o motivo por que é que a música de um outro compositor português do século XX, Ruy Coelho, não tem sido também incluída na programação do Festival de Música de Alcobaça... A isso não soube nem sei responder, mas verdade é que, por exemplo, teria ouvido com muito melhores ouvidos neste concerto música de outros compositores esta ano homenageados no Cistermúsica... Quanto a mim, este espectáculo teria tido muito melhores resultados em termos de "serviço público" se uma das composições da sua primeira parte tivesse sido suibstituída pela Sinfonia em Dó Maior op. 61 de Robertt Schumann (muitas vezes comparada à 5ª de Beethoven!) ou pela Sinfonia nº 10 de Dmitri Chostakovitch (a tal cujo irónico 2º andamento consta retratar a malvadez de Estaline contra aquele compositor!).
E assim se concluíu a bom gosto o XIV Cistermúsica- Festival de Música de Alcobaça, embora estas Notas Soltas Sobre o Cistermúsica 2006 no blogue Nas Faldas da Serra apenas sejam concluídas na próxima semana, com a publicação do meu balanço (e juízos para o futuro) sobre esta edição do festival, que provavelmente ocorrerá na tarde da próxima segunda-feira, esperando mais uma vez a melhor atenção dos simpáticos visitantes e opinantes deste blogue!
Sunday, June 11, 2006
NOTAS SOLTAS E DANÇANTES SOBRE O SÉTIMO ESPECTÁCULO DO CISTERMÚSICA 2006
Devo iniciar esta postagem com uma advertência aos seus prováveis leitores. Os mais atentos visitantes deste blogue já se terão certamente apercebido de que eu estou presentemente a acompanhar dois festivais de música em simultâneo: o XIV Cistermúsica e o XXIV Música em Leiria. Tenho-o conseguido sem grandes problemas, mas neste fim-de-semana a questão complicou-se bastante, dada a coincidência de datas entre dois espectáculos daqueles eventos. O de dança contemporânea pela CeDeCe no Cine-Teatro de Alcobaça (Cistermúsica) e o de música muçulmana e judaica no Reino de Al- Andaluz pelo Mudéjar, inicialmente previsto para o Mosteiro da Batalha, mas alterado para o Auditório da sua Câmara Municipal (Música em Leiria). Acabei por resolver o problema a contento, dado que o espectáculo de Alcobaça seria a repetição de outro igual, não integrado no Cistermúsica, também apresentado pela CeDeCe no mesmíssimo local (embora integrado na programação do Cine-Teatro de Alcobaça). Desse modo, e graças à amável disponibilidade de ambas as organizações, pude alterar a minha presença do espectáculo de sábado para o espectáculo de 6ª feira, o que, à partida, tornaria a contagem do público presente num e noutro espectáculo o meu único problema, facto que, contudo, nada alterou a minha análise sobre o espectáculo em causa, dado que os bailados apresentados eram precisamente os mesmos, interpretados pelos mesmíssimos bailarinos e pela mesmíssima companhia de dança.
Esclarecido este facto, deverei então aqui escrever que acompanho já a produção artística da CeDeCe desde 1992, ano em que participou na primeira edição do Cistermúsica, então ainda sob a sub- designação de Companhia de Dança Contemporânea de Setúbal. Logo de entrada foi então apresentado o bailado Alliens, coreografado e interpretado por Sónia Rocha, sobre música dos Queen, Goldsmith e Klauds. Na minha memória pairava então, em termos de dança, uma memorável apresentação do Grupo de Bailado Verde Gaio na nossa então Praça Dr Oliveira Salazar (hoje 25 de Abril) e a verdade é que logo fiquei cativado pelo trabalho artístico daquela companhia, então apenas prejudicada pelo facto de o local daquele espectáculo ter sido o para esses casos deficiente Refeitório do Mosteiro de Alcobaça. Apenas 3 anos depois consegui assistir a um espectáculo da CeDeCe suportado pelas devidas condições logísticas para público e intérpretes, quando em 1995 ela actuou no Cine-Teatro de Alcobaça, durante o III Cistermúsica, espectáculo essencialmente vincado na minha memória visual e auditiva por uma segunda parte em que foi apresentado o bailado O Autor, concebido por António Rodrigues sobre textos e canções de José Saramago (ouvindo Beethoven) e sobre A Pedra Filosofal de António Gedeão e Manuel Freire. Mal calcularíamos todos então que aquela companhia de dança ainda acabaria, um dia, por ficar sedeada em Alcobaça e que poderíamos ter muito mais vezes o privilégio de assistir aos seus cuidados espectáculos, nomeadamante nas 13ª e 14ª edições do Cistermúsica.
O espectáculo/ performance da CeDeCe a que assisti na passada 6ª feira no Cine-Teatro de Alcobaça (que se repetiria no sábado, englobando a programação do XIV Cistermúsica) era dividido em duas partes, na primeira das quais foi apresentada, em estreia absoluta, a peça Sevilha, coreografada pelo brasileiro Sávio de Luna a partir da obra poética A Educação Pela Pedra e Depois, de João Cabral de Melo Neto, em conjunção com música especialmente concebida por Danilo Guanais para esse efeito. Na segunda parte, foi apresentado, também em estreia absoluta, o bailado Lorca, coreografado pelo israelita Hofesh Shechter a partir do drama Bodas de Sangue, de Federico Garcia Lorca, sobre uma colagem musical entre música de Mozart, silêncio e música árabe, cujo autor o programa do espectáculo não esclarecia... Ambos os bailados tinham exemplar direcção de cena e eficiente desenho de luzes de António Rodrigues, numa noite em que a CeDeCe voltou a estar mesmo muito bem, apresentando bailados servidos por coreografias enleantes, movimentadas e tecnicamente muito bem conseguidas. Este espectáculo foi mais uma firme demonstração da qualidade do trabalho de direcção artística há vários anos desenvolvido por Maria Bessa e António Rodrigues naquela companhia de dança contemporânea, facto nesta 6ª feira novamente exibido por praticamente todos os bailarinos que ali actuaram. A CeDeCe voltou assim a encher-me (todas) as medidas em termos de produção artística e criativa, não podendo deixar de aqui incluir uma nota muito especial para os esboços e pinturas sobre bailarinos concebidos por Carlos Martins Pereira para a brochura/ programa deste belíssimo espectáculo de dança, co-produzido pelo XIV Cistermúsica- Festival de Música de Alcobaça. No que respeita à feliz ilustração musical de ambos os bailados, mereceu-me especial atenção a globalizante criatividade da composição programática de Danilo Guanais para Sevilha, bem como a tangencial conexão com o fio condutor da direcção artística deste XIV Cistermúsica musicalmente exposto pela colagem musical concebida para Lorca, na qual a utilização espacial do silêncio foi também notável. O único senão, pelo menos na noite de 6ª feira, é que a assistência a este excelente espectáculo de dança contemporânea não chegava às 7 dezenas de espectadores, facto pelo qual não me atrevo a deixar já aqui algum juízo definitivo, embora ache ter ali estado pouco público para o que a qualidade do espectáculo merecia e prometia. Ainda para mais numa altura em que o Cistermúsica é um dos raros festivais de música nacionais a incluir bailado na sua programação...
Esclarecido este facto, deverei então aqui escrever que acompanho já a produção artística da CeDeCe desde 1992, ano em que participou na primeira edição do Cistermúsica, então ainda sob a sub- designação de Companhia de Dança Contemporânea de Setúbal. Logo de entrada foi então apresentado o bailado Alliens, coreografado e interpretado por Sónia Rocha, sobre música dos Queen, Goldsmith e Klauds. Na minha memória pairava então, em termos de dança, uma memorável apresentação do Grupo de Bailado Verde Gaio na nossa então Praça Dr Oliveira Salazar (hoje 25 de Abril) e a verdade é que logo fiquei cativado pelo trabalho artístico daquela companhia, então apenas prejudicada pelo facto de o local daquele espectáculo ter sido o para esses casos deficiente Refeitório do Mosteiro de Alcobaça. Apenas 3 anos depois consegui assistir a um espectáculo da CeDeCe suportado pelas devidas condições logísticas para público e intérpretes, quando em 1995 ela actuou no Cine-Teatro de Alcobaça, durante o III Cistermúsica, espectáculo essencialmente vincado na minha memória visual e auditiva por uma segunda parte em que foi apresentado o bailado O Autor, concebido por António Rodrigues sobre textos e canções de José Saramago (ouvindo Beethoven) e sobre A Pedra Filosofal de António Gedeão e Manuel Freire. Mal calcularíamos todos então que aquela companhia de dança ainda acabaria, um dia, por ficar sedeada em Alcobaça e que poderíamos ter muito mais vezes o privilégio de assistir aos seus cuidados espectáculos, nomeadamante nas 13ª e 14ª edições do Cistermúsica.
O espectáculo/ performance da CeDeCe a que assisti na passada 6ª feira no Cine-Teatro de Alcobaça (que se repetiria no sábado, englobando a programação do XIV Cistermúsica) era dividido em duas partes, na primeira das quais foi apresentada, em estreia absoluta, a peça Sevilha, coreografada pelo brasileiro Sávio de Luna a partir da obra poética A Educação Pela Pedra e Depois, de João Cabral de Melo Neto, em conjunção com música especialmente concebida por Danilo Guanais para esse efeito. Na segunda parte, foi apresentado, também em estreia absoluta, o bailado Lorca, coreografado pelo israelita Hofesh Shechter a partir do drama Bodas de Sangue, de Federico Garcia Lorca, sobre uma colagem musical entre música de Mozart, silêncio e música árabe, cujo autor o programa do espectáculo não esclarecia... Ambos os bailados tinham exemplar direcção de cena e eficiente desenho de luzes de António Rodrigues, numa noite em que a CeDeCe voltou a estar mesmo muito bem, apresentando bailados servidos por coreografias enleantes, movimentadas e tecnicamente muito bem conseguidas. Este espectáculo foi mais uma firme demonstração da qualidade do trabalho de direcção artística há vários anos desenvolvido por Maria Bessa e António Rodrigues naquela companhia de dança contemporânea, facto nesta 6ª feira novamente exibido por praticamente todos os bailarinos que ali actuaram. A CeDeCe voltou assim a encher-me (todas) as medidas em termos de produção artística e criativa, não podendo deixar de aqui incluir uma nota muito especial para os esboços e pinturas sobre bailarinos concebidos por Carlos Martins Pereira para a brochura/ programa deste belíssimo espectáculo de dança, co-produzido pelo XIV Cistermúsica- Festival de Música de Alcobaça. No que respeita à feliz ilustração musical de ambos os bailados, mereceu-me especial atenção a globalizante criatividade da composição programática de Danilo Guanais para Sevilha, bem como a tangencial conexão com o fio condutor da direcção artística deste XIV Cistermúsica musicalmente exposto pela colagem musical concebida para Lorca, na qual a utilização espacial do silêncio foi também notável. O único senão, pelo menos na noite de 6ª feira, é que a assistência a este excelente espectáculo de dança contemporânea não chegava às 7 dezenas de espectadores, facto pelo qual não me atrevo a deixar já aqui algum juízo definitivo, embora ache ter ali estado pouco público para o que a qualidade do espectáculo merecia e prometia. Ainda para mais numa altura em que o Cistermúsica é um dos raros festivais de música nacionais a incluir bailado na sua programação...
Wednesday, June 07, 2006
O XXVIII ANIVERSÁRIO DE UM RANCHO PARA TODO O TERRENO!
É já no próximo fim-de-semana, a 10 e 11 de Junho, que o Rancho Folclórico dos Moleanos comemora o seu vigésimo-oitavo aniversário. Essa comemoração engloba ainda a 3ª Mostra de Produtos Alcobacenses e um Festival Todo o Terreno, bem como um dos habituais almoços-convívio, em que o Lagar do Barreirão, actual sede daquele rancho folclórico, receberá os seus amigos e convidados, que não são assim tão poucos, atraídos não só pela amizade e estima que os une àquela instituição mas também pela absolutamente divinal Sopa de Pedra que ali costuma ser servida... Além de dois animados bailes e da apresentação dos novos elementos da sua Escola de Música, este aniversário dessa autêntica instituição todo o terreno que é o Rancho Folclórico dos Moleanos ficará também assinalada pela realização de movimentados percursos TT e BTT, bem como pelo especialíssimo Passeio Turístico de Carros Antigos e Vespas "Quem Passa Por Alcobaça". Além de tudo isso, que já não é assim tão pouco, haverá ainda lugar para exposições de cerâmica, fotografia e pintura, além de uma em que será novamente exposta uma parte importante de uma das maiores riquezas etnográficas do concelho de Alcobaça: o autêntico Museu do Trajo que este rancho possui e mantém, que é de uma valia e qualidade tão indiscutíveis como a de toda a história de um rancho folclórico que se orgulha de ser um "fiel representante da Etnografia e Folclore da Alta Estremadura", sendo membro de pleno direito da Federação do Folclore Português e do Inatel.
E como por trás de uma grande instituição está sempre um grande homem, ele é, neste caso, o simpático e empreendedor Paulo Palmeira, actual presidente da direcção do Rancho Folclórico dos Moleanos. Ele é a alma e o motor daquela instituição, e apesar de ser um homem de baixa estatura é um Homem com um H tão grande como a Serra dos Candeeiros, em cujas faldas vive e trabalha, de ainda antes do nascer da manhã até muito depois do cair da noite, sempre com o seu motivador sorriso nos lábios e a férrea vontade de fazer alguma coisa pela cultura da região onde vive. Escusado seria escrever que o Paulo é um dos heróis do Nas Faldas da Serra, que nunca se cansará de elogiar um simpático rapaz que se levanta da sua cama todas as manhãs, às 5 horas, para ir pastar as suas simpáticas cabrinhas e depois produzir os belos queijos da sua fábrica, tendo tudo isso já feito por volta das 9 da manhã... Ou seja, quando muitos de nós ainda se estão a levantar da caminha, já o Paulo se fartou de trabalhar. E a sua vida laboral não pára aí, pois é por volta dessas mesmas 9 da manhã que ele pega ao serviço na pedreira onde trabalha para mais um dia ao serviço da economia nacional. Felizmente ainda há gente assim!
Muitos parabéns ao Rancho Folclórico dos Moleanos!!!
E como por trás de uma grande instituição está sempre um grande homem, ele é, neste caso, o simpático e empreendedor Paulo Palmeira, actual presidente da direcção do Rancho Folclórico dos Moleanos. Ele é a alma e o motor daquela instituição, e apesar de ser um homem de baixa estatura é um Homem com um H tão grande como a Serra dos Candeeiros, em cujas faldas vive e trabalha, de ainda antes do nascer da manhã até muito depois do cair da noite, sempre com o seu motivador sorriso nos lábios e a férrea vontade de fazer alguma coisa pela cultura da região onde vive. Escusado seria escrever que o Paulo é um dos heróis do Nas Faldas da Serra, que nunca se cansará de elogiar um simpático rapaz que se levanta da sua cama todas as manhãs, às 5 horas, para ir pastar as suas simpáticas cabrinhas e depois produzir os belos queijos da sua fábrica, tendo tudo isso já feito por volta das 9 da manhã... Ou seja, quando muitos de nós ainda se estão a levantar da caminha, já o Paulo se fartou de trabalhar. E a sua vida laboral não pára aí, pois é por volta dessas mesmas 9 da manhã que ele pega ao serviço na pedreira onde trabalha para mais um dia ao serviço da economia nacional. Felizmente ainda há gente assim!
Muitos parabéns ao Rancho Folclórico dos Moleanos!!!
Tuesday, June 06, 2006
ONDE ESTARÁ O RAIO DO CONCERTO?
Um senhor meu conhecido, reformado da Crisal, encontrou-me hoje na rua e contou-me uma história que achei interessante aqui publicar. O referido senhor havia-me ouvido elogiar, aos microfones da Rádio Cister, o espectáculo da Capela Joanina apresentado na Sala do Capítulo do Mosteiro de Alcobaça na tarde do passado domingo. Vivendo na Bemposta, o meu amigo decidiu que havia de seguir o meu conselho e que nessa tarde havia de meter pés ao caminho, direito ao Mosteiro de Alcobaça. Assim o pensou e assim o fez. Só que, tal como hoje me contou: chegado ao Rossio não viu colocada qualquer indicação sobre o local do concerto e, encaminhando-se para o Mosteiro, andou numa autêntica roda viva entre a Ala Sul, a Ala Norte e a Nave Central do dito edifício, sem ter conseguido ver qualquer indicação e sem conseguir saber qual o caminho certo para o local do concerto. Acabou por desistir, ficando mesmo cheio de pena... E com mais pena ficou, depois de ontem à tarde ter ouvido o muito abonatório comentário crítico que fiz na mesmíssima emissora radiofónica sobre o mesmíssimo concerto...
Moral da história: não teria sido nada mau que a organização do Cistermúsica tivesse assinalado muito melhor os locais dos seus concertos pelas ruas e praças da cidade. a fim de que pessoas como o senhor cuja história aqui conto também lá tivessem podido estar...
Moral da história: não teria sido nada mau que a organização do Cistermúsica tivesse assinalado muito melhor os locais dos seus concertos pelas ruas e praças da cidade. a fim de que pessoas como o senhor cuja história aqui conto também lá tivessem podido estar...
Monday, June 05, 2006
NOTAS BASTANTE SOLTAS, EM BOM RITMO, SOBRE O SEXTO ESPECTÁCULO DO CISTERMÚSICA 2006
Em boa hora me desloquei ontem à tarde à Sala do Capítulo do Mosteiro de Alcobaça, para assistir ao sexto espectáculo do XIV Festival de Música de Alcobaça. Sete anos depois de ter actuado pela primeira vez no Cistermúsica, voltou ontem a actuar no festival o cravista e organista João Paulo Janeiro. Em 1977, ele estivera no Cistermúsica dirigindo o Grupo de Música Antiga Flores de Música, num concerto em que foram interpretadas composições de Haendel e Haydn, mas do qual não ficou infelizmente registada qualquer memória crítica... Neste seu (muito) feliz regresso ao Cistermúsica, João Paulo Janeiro dirigiu o nóvel agrupamento vocal de solistas Capela Joanina, num concerto tematicamente delineado em torno de Percursos do Sagrado e do Profano na Música Vocal dos Séculos XVI, XVII e XVIII. Tal como na noite anterior, o público acorreu em maior número que na semana passada, tendo ali fruido um excelente e muito bem cuidado espectáculo, em que além de aquele agrupamento ter confirmado ser um ensemble de boas vozes e boa conjunção entre os seus naipes, teve ainda o especial condão de ter apresentado o seu concerto num ritmo muito adequado, sem grandes perdas de tempo entre os vários temas interpretados, facto nem sempre registado em espectáculos deste género... De entre os vários elementos da Capela Joanina merece aqui uma nota muito especial o tenor Marco Alves dos Santos, que novamente actuou em excelente nível na nossa cidade, um ano depois de no Cistermúsica 2005 nos ter deliciado com um vocal e cenicamente irrepreensível Nereu, no elenco da ópera barroca de marionetas As Variedades de Proteu. Isso mesmo ele ontem demonstrou, a solo, na sua interpretação do moteto O Dulcíssima Maria, de Ludovico da Viadana, no qual a sua voz e o seu canto assentaram que nem uma luva: belíssimo! Mereceram também naquele concerto especial referência e apreciação as interpretações da ensalada La Justa, de Mateo Flecha, The Elder, e do responsório Dixit Dominus, de Francisco António de Almeida, com cuja interpretação terminou um belo concerto, no qual tudo bateu mesmo muito certo, sem especiais delongas e tempos perdidos... Foram mesmo uns minutos muito bem utilizados e apreendidos, deixando no ar um cheirinho do melhor que nos tem dado a História do Cistermúsica. Sem espinhas!
Sunday, June 04, 2006
A NOVA MODA DE MISTURAR MÚSICA COM PAPELINHOS DE REBUÇADO...
Durante muitos anos fui uma daqueles convictos espectadores que se aborreciam mesmo com aquele espécie de uso e costume de muitas pessoas fazerem gala em chegar atrasadas aos concertos, tentando mesmo entrar na sala durante os ditos; ou de não desligarem os telemóveis, atendendo mesmo as suas chamadinhas durantes os próprios espectáculos; ou aquela autêntica praga de gentinha a tossir nos intervalos das músicas ou entre os andamentos... É engraçado, embora não tenha mesmo graça nenhuma, que essas modas ou usos e costumes tenham agora dado lugar a uma outra, não menos irritante, que é a de umas senhoras muito bem postas se porem a desembrulhar os seus rebuçadinhos enquanto os próprios músicos actuam e os outros espectadores tentam ouvir... Não há por aí ninguém que as mande para casa, matar moscas e passar a roupinha a ferro?
NOTAS MESMO MUITO SOLTAS SOBRE O QUINTO ESPECTÁCULO DO CISTERMÚSICA 2006
O recital de ontem à noite, no Cine-Teatro de Alcobaça, era muito provavelmente o espectáculo aguardado com maior expectativa neste XIV Festival de Música de Alcobaça. Até por mim, que há quatro anos, quando estava prevista a primeira actuação de Artur Pizarro neste festival, tive o azar de essa data ter coincidido com a de umas minhas férias na Europa Central. Contudo, motivos de inesperada doença obrigaram então a uma substituição de Artur Pizarro por António Rosado, e, conequentemente uma alteração de programa. Acabei por não perder o Pizarro e até tive então a suprema sorte de poder assistir a um concerto no Musikverein, em Viena, no qual foi unicamente interpretada música de Mozart. Guardado estava então o bocado para quem o haveria de ouvir e foi com agradével satisfação que soube que desta vez é que era, ou seja, que Artur Pizarro veio finalmente actuar no Cistermúsica. E de que maneira tão boa o fez!
Os visitantes deste blogue terão certamente acompanhado a minha recente troca de mimos com o actual Director Executivo do Cistermúsica e muitos de vós estariam até certamente à espera que aqui viesse hoje postar com a língua afiada contra o recital de ontem, caso estivessem de acordo com o Rui Morais quando ele escreveu que eu este ano tinha cedido à inveja e à maledicência pura contra a actual organização executiva e artrística do Cistermúsica. Além de me ter transformado numa fera... Nada de mais errado, dado que eu, além de ser benfiquista, praticamente desde o primeiro ano do Cistermúsica não tenho feito mais que tentar ser uma voz crítica e independente, mas acima de tudo um defensor do Festival de Música de Alcobaça, o que não evita que eu deixe de manifestar a minha opinião crítica pessoal. E sublinho o termo pessoal, dado que essa tem sido desde sempre a principal característica da minha opinião publicada, há quase 20 anos... É claro que ando na rua, frequento espaços públicos e que falo com muita gente, não lhes voltando as costas quando falam comigo, e que por vezes tenho em conta as suas opiniões, mesmo que sejam diferentes das minhas. Como diria o Hegel: é a minha dialética...
Voltando ao recital de Artur Pizarro no Cine-Teatro de Alcobaça, deverei começar por aqui evidenciar que, apesar te a ele ter assistido mais público que nos dois espectáculos da semana anterior juntos, ele teria certamente merecido muito mais espectadores. E aqui refiro que na plateia se voltou a ver muita gente de fora de Alcobaça, inclusivamente a jornalista Maria João Avillez, confirmando que acertadas escolhas de cartaz atraem público de fora de Alcobaça ao Cistermúsica. Quanto ao de Alcobaça, infelizmente a coisa anda preta nesse campo...
A primeira parte do recital de ontem foi integralmente preenchida com a música do compositor alcobacense Carlos Tavares de Andrade, apresentada pela segunda vez em espectáculos do festival, dois anos depois do seu Quarteto Com Piano nele ter sido muitíssimo bem recebido. As suas composições para piano agora interpretadas não tiveram o mesmo efeito em termos de recepção do público, que as assimilou algo a frio, apesar da interpretação de Artur Pizarro se ter enquadrado perfeitamente dentro da qualidade esperada.A música de Carlos Andrade não é muito fácil de apreender e nela ressaltou mais uma vez de ela estar à sua época muito avançada face ao que então se compunha e exibia em Portugal, estando mesmo, como eu próprio escrevi na recentemente publicada Espaços Adepa 2- Revista de Património: temporalmente muito alinhada com aquilo que nessa época se fazia na chamada zona da frente musical, ou seja, na aurora do modernismo então nascente. Daí o facto de a sua música parecer e ser mesmo algo abstracta. Para mim foi um prazer ouvi-la e espero que Alexandre Delgado não interrompa a sua autêntica cruzada em prol da divulgação da música do compositor alcobacense Carlos Tavares de Andrade.
A segunda parte começou também algo morna em termos de emotividade, embora um pouco mais quente em termos interpretativos, com uma apresentação, sólida mas não marcante, do Prelúdio e Fuga de Le Tombeau de Couperin, de Maurice Ravel, mestre da composição de piano cuja música abriu assim espaço para o que viria a seguir, e que seria mesmo de ouvir e chorar por mais ! E foi mesmo assim, a interpretação de Artur Pizarro pareceu ter ganho asas e voar por ali fora, no espeçao do Cine-Teatro de Alcobaça, enredando e conduzindo sensorialmente os seus espectadores por um notável Prelúdio, Ária e Fuga de César Franck, que foi quanto a mim, não só a mais convincente interpretação da noite como até mesmo uma das mais fascinantes até hoje ouvidas no festival! Aliaram-se seguidamente a espectacularidade compositiva de Franz Liszt e a espectacularidade interpretativa de Artur Pizarro, para num enlenate Scherzo e Marcha em Ré Menor de Liszt voltar a fazer o público subir aos céus e voar também por ali fora, concluindo assim, aparentemente, o excelentíssimo recital que finalmente trouxe a Alcobaça presença física e artística do não menos excelentíssimo pianista português Artur Pizarro! (Já não certamente o primeiro, nem serei o último a escrever isto, o que não terá mesmo nada a ver com a nacionalidade, mas sim com a qualidade!).
Palmas, palmas, palmas e mais palmas premiaram ali mesmo aquela preciosa actuação de Artur Pizarro, atitude a que o mesmo correspondeu de um modo soberbo, no bom sentido, interpretando Aragon, de Federico Longas, daquele modo que apenas os pianistas de elite (no bom sentido!) conseguem fazer!!!
Um recital de notável qualidade, em qualquer parte do mundo, ao qual, infelizmente, deveriam ter correspondido mais alcobacenses... O mal foi deles!
Os visitantes deste blogue terão certamente acompanhado a minha recente troca de mimos com o actual Director Executivo do Cistermúsica e muitos de vós estariam até certamente à espera que aqui viesse hoje postar com a língua afiada contra o recital de ontem, caso estivessem de acordo com o Rui Morais quando ele escreveu que eu este ano tinha cedido à inveja e à maledicência pura contra a actual organização executiva e artrística do Cistermúsica. Além de me ter transformado numa fera... Nada de mais errado, dado que eu, além de ser benfiquista, praticamente desde o primeiro ano do Cistermúsica não tenho feito mais que tentar ser uma voz crítica e independente, mas acima de tudo um defensor do Festival de Música de Alcobaça, o que não evita que eu deixe de manifestar a minha opinião crítica pessoal. E sublinho o termo pessoal, dado que essa tem sido desde sempre a principal característica da minha opinião publicada, há quase 20 anos... É claro que ando na rua, frequento espaços públicos e que falo com muita gente, não lhes voltando as costas quando falam comigo, e que por vezes tenho em conta as suas opiniões, mesmo que sejam diferentes das minhas. Como diria o Hegel: é a minha dialética...
Voltando ao recital de Artur Pizarro no Cine-Teatro de Alcobaça, deverei começar por aqui evidenciar que, apesar te a ele ter assistido mais público que nos dois espectáculos da semana anterior juntos, ele teria certamente merecido muito mais espectadores. E aqui refiro que na plateia se voltou a ver muita gente de fora de Alcobaça, inclusivamente a jornalista Maria João Avillez, confirmando que acertadas escolhas de cartaz atraem público de fora de Alcobaça ao Cistermúsica. Quanto ao de Alcobaça, infelizmente a coisa anda preta nesse campo...
A primeira parte do recital de ontem foi integralmente preenchida com a música do compositor alcobacense Carlos Tavares de Andrade, apresentada pela segunda vez em espectáculos do festival, dois anos depois do seu Quarteto Com Piano nele ter sido muitíssimo bem recebido. As suas composições para piano agora interpretadas não tiveram o mesmo efeito em termos de recepção do público, que as assimilou algo a frio, apesar da interpretação de Artur Pizarro se ter enquadrado perfeitamente dentro da qualidade esperada.A música de Carlos Andrade não é muito fácil de apreender e nela ressaltou mais uma vez de ela estar à sua época muito avançada face ao que então se compunha e exibia em Portugal, estando mesmo, como eu próprio escrevi na recentemente publicada Espaços Adepa 2- Revista de Património: temporalmente muito alinhada com aquilo que nessa época se fazia na chamada zona da frente musical, ou seja, na aurora do modernismo então nascente. Daí o facto de a sua música parecer e ser mesmo algo abstracta. Para mim foi um prazer ouvi-la e espero que Alexandre Delgado não interrompa a sua autêntica cruzada em prol da divulgação da música do compositor alcobacense Carlos Tavares de Andrade.
A segunda parte começou também algo morna em termos de emotividade, embora um pouco mais quente em termos interpretativos, com uma apresentação, sólida mas não marcante, do Prelúdio e Fuga de Le Tombeau de Couperin, de Maurice Ravel, mestre da composição de piano cuja música abriu assim espaço para o que viria a seguir, e que seria mesmo de ouvir e chorar por mais ! E foi mesmo assim, a interpretação de Artur Pizarro pareceu ter ganho asas e voar por ali fora, no espeçao do Cine-Teatro de Alcobaça, enredando e conduzindo sensorialmente os seus espectadores por um notável Prelúdio, Ária e Fuga de César Franck, que foi quanto a mim, não só a mais convincente interpretação da noite como até mesmo uma das mais fascinantes até hoje ouvidas no festival! Aliaram-se seguidamente a espectacularidade compositiva de Franz Liszt e a espectacularidade interpretativa de Artur Pizarro, para num enlenate Scherzo e Marcha em Ré Menor de Liszt voltar a fazer o público subir aos céus e voar também por ali fora, concluindo assim, aparentemente, o excelentíssimo recital que finalmente trouxe a Alcobaça presença física e artística do não menos excelentíssimo pianista português Artur Pizarro! (Já não certamente o primeiro, nem serei o último a escrever isto, o que não terá mesmo nada a ver com a nacionalidade, mas sim com a qualidade!).
Palmas, palmas, palmas e mais palmas premiaram ali mesmo aquela preciosa actuação de Artur Pizarro, atitude a que o mesmo correspondeu de um modo soberbo, no bom sentido, interpretando Aragon, de Federico Longas, daquele modo que apenas os pianistas de elite (no bom sentido!) conseguem fazer!!!
Um recital de notável qualidade, em qualquer parte do mundo, ao qual, infelizmente, deveriam ter correspondido mais alcobacenses... O mal foi deles!
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