Thursday, November 29, 2007

OLGA PRATS LANÇA NOVO CD -PIANO SINGULAR- NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA

Vai ser lançado no mercado um novo disco de Olga Prats. Esse novo CD intitula-se Piano Singular, sendo editado pela Trem Azul, registando a participação de érgio Azevedo como director artístico e colaborador. O lançamento realizar-se-á na sala Amália Rodrigues do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no dia 3 de Dezembro, próxima segunda-feira, a partir das 18 e 30. Tomamos a liberdade de seguidamente publicar as faixas desse CD e as suas notas da pochette, escritas por Sérgio Azevedo.
O espírito do barroco

1. Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Les Tendres Plaintes - Rondeau [3'13'']

2. Georg Friedrich Haendel (1685-1759): Sarabande [2'10'']

3. Óscar da Silva (1870-1958): Dolorosa nº3 [3'03'']

4. Dmitri Chostakovitch (1906-1975): Prelúdio opus 87 nº1 [2'30'']

5. Johann Sebastian Bach (1685-1750): Gavottes I & II da Suite Inglesa em sol m [3'15'']

O espírito do romantismo

6. Franz Schubert (1797-1828): Trauerwalzer [1'54'']

7-10 Robert Schumann (1810-1856): Kinderszenen (Cenas Infantis), opus 15:

nº1 Von fremden Ländern und Menschen (De terras e gentes desconhecidas) [2'08'']

nº7 Traümerei (Sonhando) [2'51'']

nº13 Der Dichter spricht (Fala o Poeta) [2'49'']

nº9 Ritter vom Steckenpferd (Cavaleiro do cavalo de pau) [0'47'']

11. Johannes Brahms (1833-1897): Variações sobre um Tema de Paganini, opus 35 (2º caderno): Variação XII [1'48'']

12. Franz Liszt (1811-1886): En Rêve [2'36'']

13. Robert Wagner (1813-1883): Ankunft bei den schwarzen Schwänen (O Regresso dos Cisnes Negros) [4'59'']

O espírito ibérico

14. Padre José António [de San Sebastián] Donostia (1886-1956): Preludios Vascos: nº6 O 4;azez! - Dolor [1'48'']

15. Federico Mompou (1893-1987): Scènes d'Enfants nº5, Jeunes filles au jardin [3'18'']

16-18 Constança Capdeville (1937-1992): Visions d'Enfants:

nº3 Quand je serai soldat [0'42'']

nº4 Maman, j'ai vu dans la lune... [1'23'']

nº5 Humble danse des petits canards [1'22'']

19-20 Fernando Lopes-Graça (1906-1994): Cinco Embalos, LG 136 / 148:

nº4 [1'48''] *

nº5 [1'46''] *

O espírito da memória

21. Leoš Janáček (1854-1928): Na památku (Lembrança) [2'15'']

22. Luciano Berio (1925-2003): 6 Encores, nº3: Wasserklavier (Piano de água) [3'04'']

23. Arvo Pärt (n. 1935): Variationen zur Gesundung von Arinuschka (Variações para a convalescença de Arinuschka) [4'33'']

O espírito do povo

24. Heitor Villa-Lobos (1887-1959): Chôro Típico nº1 (Chora violão) [4'01'']

25. João Maria Blanc de Castro Abreu e Motta (1914-1959): Olhos Negros - Fado [3'32''] *

26. Astor Piazzolla (1921-1992): Chris-talin - Tango [2'43'']

27. Chick Corea (n. 1941): Where have I loved you before - An improvisation [1'58'']

O espírito do futuro

28-29 Sara Claro (n. 1986): Nove Pequenas Peças

nº7 Balada [2'21''] *

nº9 Momento III [0'27''] *

30-31 Sérgio Azevedo (n. 1968): Duas Borboletas para Olga (para 2 pianos)

nº1 Tango Dolorido [2'11''] *

nº2 Valsa Realejo [1'59''] *

* estreias discográficas absolutas

Total: 1h 16'33'' (76'33'')

Texto para CD “Olga Prats – Piano Singular”, por Sérgio Azevedo

A Poesia Dentro de um Piano

Fazendo jus ao título deste CD (Muito próximo do título do livro que a editora Bizâncio publicou em Maio de 2007), Olga Prats conduz-nos numa viagem poética através do universo infinito da música escrita para teclado, uma viagem de três séculos e meio, que aqui se inicia com Rameau e Haendel, para continuar no presente com Berio e Piazzolla, e apontar para o futuro com Sara Claro. Uma viagem sem barreiras de estilos, épocas ou credos estéticos que, lado a lado com as formas clássicas da sarabanda, da gavota, da variação e do prelúdio, faz ouvir o fado, o tango, a valsa e o chorinho brasileiro.
Nesta viagem, como no vasto oceano, a linha do horizonte encontra-se sempre à mesma distância, por muito que na sua direcção caminhemos. Viagem sem rumo nem fim. Olga Prats detém-se no caminho, explora algumas veredas, afasta-se – por vezes quilómetros – do itinerário mais frequentado, Bach, Schumann, ou Brahms (que aceita, ainda assim, como a base do seu percurso), para conhecer – e nos dar a conhecer – clareiras e arvoredos esconsos, mas nem por isso (ou talvez por isso mesmo) menos belos: uma peça tardia de Liszt, uma raridade de Wagner, uma bagatela inspirada pela memória amorosa de Janacék, um quase que teatro musical em miniatura escrito por uma Constança Capdeville adolescente, ou um tango e uma valsa de Sérgio Azevedo dedicados a Olga Prats na forma de Duas Borboletas para Olga, essas criaturas evanescentes, símbolos de uma poesia alada e frágil, que a pianista tanto admira.
Este “piano singular” podia, aliás, intitular-se igualmente (usurpando o título de um dos ciclos pianísticos mais poéticos de Janacék), Por um caminho relvado, tal é a poesia romântica e misteriosa que se eleva das obras, escolhidas segundo critérios totalmente opostos à banal programação da maior parte de discos e concertos, que se obstinam em seguir apenas pelos caminhos já estafados do repertório, o qual, de tão explorado na mesma direcção, esconde a verdadeira riqueza e grandeza cósmica de um “corpus” absolutamente sem par em qualquer outro instrumento. Não houve praticamente um compositor, maior ou menor, que não tenha dedicado peças, uma que fosse, ao piano (ou ao cravo, o que vai dar ao mesmo, sendo que muito do repertório cravístico funciona igualmente bem, senão melhor, no piano moderno), sendo Berlioz, Verdi e Puccini as excepções clamorosas que confirmam a regra.
Para além do elevado número de obras para ele escritas, o piano, instrumento de eleição de maior parte dos compositores enquanto auxiliar da criação, serviu também de “diário” musical, diário onde os pensamentos mais profundos, íntimos e elevados encontraram a sua “madre” e aí fecundaram. Não admira pois, que compositores menos célebres, ou até de segundo plano, tenham igualmente deixado música admirável de poesia para o instrumento, e mesmo entre os não pianistas – como Wagner, conhecido sobretudo pelos seus dramas operáticos e pela técnica orquestral – tenham existido momentos sublimes imaginados para um instrumento que, ou não tocavam de todo, ou dominavam muito mal. A Chegada dos Cisnes Negros, desse mesmo Wagner, consegue em alguns minutos de música transformar o solitário piano num Bayreuth em miniatura, e as três vezes que o tema se faz repetir, no início e fim da peça, antecipam o Tristão e as três enunciações do presságio da morte com que se abre o audacioso terceiro acto do mais audacioso e romântico drama musical alguma vez escrito.

Não obstante a beleza que se desprende destas páginas, quantas vezes deparamos com uma tal obra programada? Ou com o enigmático En rêve, do velho Liszt? Ou ainda com esse hino à memória amorosa, nostalgia de um tempo irrecuperável, que é Recordação, de Léos Janacék, a última obra que o velho mestre escreveu, antes de se embrenhar debaixo de uma tempestade nos bosques morávios à procura do filho de Kamila, por amor de quem virá a falecer depois de uma pneumonia contraída nessa busca insana? E que dizer das despojadas e tragicamente simples Variações para a convalescença de Arinushka, de Arvo Pärt, escritas para a filha doente do compositor, do enigmaticamente aquático Wasserklavier de Luciano Berio, dedicado a um amigo querido, ou da liberdade agógica do maravilhoso Where have I known you before de Chick Corea?
São alguns destes tesouros de uma história da música muito diferente da história da música sem imaginação que povoa a maior parte das programações pianísticas, que Olga Prats nos oferece neste registo íntimo, pessoal, e inequivocamente singular, como ela também o é.
© Sérgio Azevedo, 2007 para Trem Azul
O Nas Faldas da Serra ainda não ouviu o CD, mas não hesita em aconselhá-lo aos seus visitantes e amigos. Sem espinhas!







ORQUESTRA SINFÓNICA ESART ACTUA NESTA SEXTA-FEIRA EM PALMELA

SOCIEDADE FILARMÓNICA HUMANITÁRIA DE PALMELA

apresenta

ORQUESTRA SINFÓNICA ESART
(Escola Superior de Artes Aplicadas)

30 NOV 2007 | 21.30H

- ENTRADA LIVRE -

Não vamos, mas aconselhamos!

Av. Doutor Godinho de Matos. 2950-252 Palmela -

Wednesday, November 28, 2007

RESTAURAÇÃO ROCK PARTY COM OS ENA PÁ 1640 EM LISBOA, NO MAXIME

Para comemorar os 367 anos da patriótica defenestração de Miguel de Vasconcellos, os Ena Pá 1640 levam à cena o concerto mais histórico da história! O Cabaret Maxime – sempre ele! – orgulha-se de mostrar ao mundo a Restauração Rock Party, um concerto único com uma banda única – Ena Pá 1640! A banda, composta por fervorosos patriotas (o baterista espanhol foi assassinado) está a ensaiar este espectáculo “ao segundo” no próprio palácio dos Almadas, para entrar em palco com a mesma fúria com que os revoltosos tomaram o Terreiro do Paço! Está até em preparação uma defenestração em miniatura: De uma pequena casa de bonecas – simbolizando a tirania espanhola dos Filipes – será atirado um pequeno boneco (ao que sabemos, uma reprodução de um toureiro) simbolizando o traidor. O baterista – português! – fará na ocasião um rufo de se lhe tirar o Miguel! Vamos então todos a essa Restauração Rock Party, um concerto dedicado a todos os que nos andam a comer – e nós a ver. Vamo-nos a eles! Olé! Irra! Apre! Homessa! (Será que esses Ena Pá 1640 são os mesmíssimos meninos dos Ena Pá 2000 e que o grande Manuel João Vieira anda com a mania que é o Nuno Álvares Pereira?). Só visto!

TEATRO CLIP CONTINUA ATÉ 2 DE DEZEMBRO NO TEATRO TABORDA

Teatro-Clip de Carlos J. Pessoa no Teatro Taborda faz as suas últimas apresentações até domingo, 2 de Dezembro, todas as noites, sempre às 21 e 30. As interpretação são deAna Palma, Beatriz Portugal, Carla Bolito, Fernando Nobre, Iolanda Laranjeiro, Miguel Mendes, Miguel Damião, Maria João Vicente e Pedro Lacerda. Texto, Encenação e Concepção Plástica: Carlos J. Pessoa, Dramaturgia: David Antunes, Música (Composição e interpretação): Daniel Cervantes, Cenografia e Figurinos: Sérgio Loureiro, Desenho de Luz: Miguel Cruz, Fotografia: Marisa Cardoso, Design Gráfico: Paula Cardoso, Direcção de Produção: Maria João Vicente, Produção: Bruno Coelho, Raquel Paz, Assistência de Produção: Iria Menut, Operação de Som: João Carmo, Operação de Luz: Alexandre Costa, Miguel Cruz.
« Teatro-clip é a nova peça do Teatro da Garagem, escrita e encenada por Carlos J. Pessoa. O conceito formal que atravessa as diferentes histórias desta peça é, como se deduz do título, o conceito de clip, ou melhor, de video-clip. Um video-clip é um número musical acompanhado de imagens que suportam, interpretam, exemplificam ou contradizem esse número musical, socorrendo-se para isso de características, mais ou menos comuns, a todos os video-clips: o ritmo descontínuo e fragmentado das imagens (clip significa corte); a coexistência de diferentes planos temporais e de acção; a repetição de um leit-motiv; a urgência de uma mensagem iconográfica e sonora e de uma paisagem emocional que, embora ambíguas ou não directas, se apresentam e experienciam num curto espaço de tempo, num instante ou momento. «São estas ideias que conferem uma unidade formal e conceptual aos diferentes clips de Teatro-clip que, não obstante serem suficientemente autónomos entre si, apresentam, no entanto, um nexo comum, isto é, todos eles se constituem, de algum modo, como histórias de amor, através de um estilo que se aproxima mais do registo poético do que do registo dramático. Teatro-clip é, por isso e sobretudo, uma genealogia do que pode ser amar ou ter um projecto, que é outra forma de dizer, que o simples acto de viver e realizar acções constituem um acto de amor, mesmo que isso, às vezes, implique a morte, a espera, a ingenuidade, a angústia, a dúvida, a recusa, o êxito, a loucura desmedida e a surpresa de cada dia, que assegura a nossa existência aqui e agora. » (David Antunes, fonte: site do Teatro da Garagem).
O Teatro da Garagem fica no Teatro Taborda, na Costa do Castelo, 75, em Lisboa... E a verdade é que vale mesmo a pena assistir a este espectáculo. Vale?

KLANGFORUM WIEN INTERPRETA NOVOS COMPOSITORES AUSTRÍACOS NA FUNDAÇÃO GULBENKIAN

A programação da Temporada de Música da Fundação Calouste Gulbenkian continua a surpreender, de quando em quando, o seu público com alguns concertos muito arejados e aliciantes. Esse será o caso do próximo sábado, 1 de Dezembro, às 19 horas, no Grande Auditório daquela fundação, em Lisboa. Em palco estará o Klangforum Wien, sob a direcção do maestro Sylvain Crambeling, para um concerto em que será interpretada música de Novos Compositores Austríacos. O concerto registará também a participação da soprano Sabine Lutzemberger e nele serão interpretadas composições de Olga Newirth, Georg Haas e Bernhard Lang, prometendo não deixar o público indiferente a essas novidades da música culta contemporânea austríaca. É de ir e ouvir!

O FAZEDOR DE TEATRO NO CENTRO CULTURAL DE BELÉM

Continua a decorrer em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, o ciclo Thomas Bernhard. A partir de hoje, 28 de Novembro, às 21 horas, esse ciclo ganha novo balanço, com a apresentação, hoje, amanhã (29) e sexta-feira (30), da peça de Thomas Bernhard: O Fazedor de Teatro. A representação estará acargo da Companhia de Teatro de Almada, com aclamada encenação de Joaquim Benite. Não menos aclamada foi a interpretação de Morais e Castro, no papel principal, glorificada em 2004 com o Prémio da Crítica. É mesmo a não perder!

Tuesday, November 27, 2007

FESTIVAL LOS ANGELES SONIC ODISSEY ESTREIA DUAS NOVAS COMPOSIÇÕES DO ALCOBACENSE PATRÍCIO DA SILVA

Começa na próxima sexta-feira, 30 de Novembro, a próxima edição do Los Angeles Sonic Odissey, festival essencialmente dedicado à música culta contemporânea. O festival decorrerá até Março do próximo ano, realizando-se os seus concertos em Pasadena, na Califórnia. A edição deste ano daquele festival volta a dar especial atenção à música do compositor alcobacense Patrício da Silva, residente há alguns anos na Califórnia, bem como à da sua mulher, a também compositora Jennifer Logan. O Los Angeles Sonic Odissey estreará logo na sua primeira noite o seu ciclo de computer music Artificial Life, de Patrício da Silva, de que o Nas Faldas da Serra já ouviu, muito deliciado, a sua parte essencial, sabendo também que o mesmo integrará um CD de música de Patrício da Silva que será editado nos E.U.A. durante o próximo ano. Na noite de sábado, 1 de Dezembro, será estreada naquele festival outra nova composição de computer music de Patrício da Silva, ainda sem nome atribuído, dado a sua conclusão ainda não se ter concretizado, embora Patríco da Silva garanta que ela será certamente uma composição de arrebatar! Força, Patrício!

JÁ NÃO HÁ MAÇÃS NO PARAÍSO, O NOVO LIVRO DE MAX TILMANN

Já Não Há Maçãs no Paraíso é o título do novo livro de Max Tilmann, pintor e dramaturgo, nascido a 4 de Abril de 1955 em Oldenburg (Alemanha). Estudou na Academia de Artes de Düsseldorf, influenciado pela obra e pela personalidade de Joseph Beuys. Vive em Londres desde 1985. O seu lançamento oficial será na próxima quinta-feira, 29 de Novembro, às 19 horas, em Lisboa, na Almedina Atrium Saldanha, com apresentação de João Paulo Cotrim. O livro estará à venda nos seguintes locais: Ao Sabor da Leitura (Moura), Book&Shop, Letra Livre, Matéria-Prima (Lisboa e Porto), Mongorhead, The Shoppe Bizarre, Utopia (Porto) e em Maadrid, na Panta Rhei e na Sens Entido, bem como no site da Chili Com Carne, com desconto de 20% para os seus sócios.
Feedback(s):
É na terra que tudo se constrói, mesmo as possíveis representações do céu. Se no livro anterior Max Tilmann invocava as palavras do profeta Jeremias, colocando a memória e a responsabilidade no centro de toda a hipótese de redenção, neste novo opúsculo é de William Blake a epígrafe que fornece as linhas de leitura: “O que é o homem?/ Toda a Luz que o Sol mostrar/ Depende do nosso Olhar”. As composições que mostram pessoas em diferentes momentos da sua vida sexual e da expressão do seu corpo – e que poderiam corresponder a uma ideia literal do ‘pecado original’, a maçã que expulsou Adão e Eva do paraíso – alternam em sequência com as imagens que parecem elencar os pecados do mundo: terrorismo, discriminação racial, estigmas sociais, doença mental, perigo nuclear, tudo o que a cruz não redimiu (e por vezes, assumida noutros sentidos, apenas agravou). Não há paraíso algum quando olhamos à volta, quando acompanhamos a sequência de imagens de Tilmann. Dependerá do nosso olhar, como se lê em William Blake, e dependerá sobretudo do que pudermos fazer com a responsabilidade e a memória do mundo que se encontram no eixo da retórica plástica e narrativa de Tilmann. Mas para o olhar que literaliza a ideia do pecado original, a maçã é apenas uma maçã, e muito provavelmente estará putrefacta. (pontuação máxima 10) Sara Figueiredo Costa / Os Meus Livros ... Se a maçã (do Paraíso) deve ser entendida como não somente o fruto proibido mas como aquele fruto que nos daria acesso ao conhecimento do Bem e do Mal, ou seja, um Verdadeiro Conhecimento, e portanto Para Além do Bem e do Mal, então poderemos ler este título de ecos tão bíblicos quanto o anterior como indicando ser possível um retorno ao Paraíso, através, quiçá, da sua reconstrução na terra, permitida pela tecnologia (um Paraíso 2nd life?), mas no qual jamais se poderá esperar reencontrar esse acesso, pecaminoso ou não. Não é possível saber. Tudo nos é permitido, mas é-nos vedado ser. (...) Pedro Moura / Ler BD
É de comprar e ler de fio a pavio!

Monday, November 26, 2007

AUDIBLE ARCHITECTURE (INCLUINDO ALCOBACENSE HUGO TRINDADE) APRESENTA SOUL TALK EM LISBOA, NO HOT CLUBE DE PORTUGAL

A música alcobacense (seja lá isso o que for) volta a estar de parabéns nos próximos dias 29 e 30 Novembro, e ainda 1 Dezembro, ou seja nas próximas quinta, sexta-feira e sábado. Nessas três noites, a partir das 23 horas, o palco do sempre pendular Hot Clube de Portugal, em Lisboa, na Praça da Alegria, acolherá o jazz eléctrico dos Audible Architecture, lustroso agrupamento que integra Luís Guerreiro -(trompete & flughel), o alcobacense Hugo Trindade (guitarras & loops), Aurélien Vieira Lino -(teclados, rhodes, samples), Eddy Slap ( baixo eléctrico) Marc Jung (bateria). Esses três concertos dos Audible Architecture terão como leit motiv a apresentação em Lisboa do seu recente CD Soul Talk, editado já este ano pela Free Code Jazz Records. Além do alcobacense Hugo Trindade, este blogue nutre também uma admiração muito especial pelo trompetista daquele agrupamento, o marinhense Luís Guerreiro, recordando ainda ter ele integrado, em 1991, os Estado Sónico, banda vencedora do I Concurso de Música Moderna de Alcobaça organizado pelo Bar Ben, vencendo na final os já então consagrados Ex-Votos... Força nesse jazz eléctrico, Audible Architecture!

ZOMBIE 5/12: THE RETURN OF THE LIVING DEAD! THIS IS NOT A MOVIE...

Já visitei inúmeras exposições. Dos mais diversificados géneros e tipologias. Durante muitos anos. Penso que chegou a minha hora de também apresentar uma exposição de minha autoria. E vou fazê-lo. Trata-se de uma exposição de onze painéis com uma série de 124 fotografias a cores sobre papel, que comemora vinte anos de colaboração na imprensa local, regional e nacional. Essa exposição intitula-se Zombie 5/12: The Return of The Living Dead! This is Not a Movie… Sendo apresentada ao público entre 1 e 15 de Dezembro de 2007, em Coz, no Bazar das Monjas. A ideia surgiu-me dos filmes de George Romero e da fotografia de John Baldessari. As minhas personagens aparentam ser naturezas mortas, estáticas, inertes… Todavia, receio que a noite lhes permita ganhar vida e circular por esse mundo fora… Chamo-me José Alberto Vasco e ficarei eternamente agradecido pela amável visita de todos os que pretendam compartilhar a minha suposta arte de representação visual. Vale?

LANÇAMENTO DE UM NOVO LIVRO QUE PROMETE MARCAR A DIFERENÇA: A CRIANÇA E O HOSPITAL

A Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, a Associação do Hospital de Crianças Maria Pia, o Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra e os autores Sílvia Álvares, Pedro Lopes Ferreira e Octávio Cunha, bem como a editora Mar da Palavra vão lançar, no Porto, o livro A Criança e o Hospital/Estudo dos Cuidados Hospitalares Pediátricos na Região Norte , em sessão pública a realizar na próxima quinta-feira, 29 de Novembro, pelas 17 e 30, no Salão Nobre do Centro de Cultura da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos (Rua Delfim Maia, 405). A apresentação deste livro da autoria de Sílvia Álvares, Pedro Lopes Ferreira e Octávio Cunha – obra que dá continuidade à colecção "Qualidade de vida", sob a chancela da Mar da Palavra – será efectuada por Maria do Céu Soares Machado (Alta Comissária da Saúde, pediatra que prefaciou o livro). Promete marcar a diferença!

LENA D'ÁGUA DÁ FACADINHA NO MATRIMÓNIO, EM LISBOA, NO MAXIME

A história de Lena d’Água pode ser contada com flores. Começou em pleno flower power pós-25 dÁbril distribuindo rosas, lilases e miosótis com os Beatnicks. Seguiram-se vários anos de um casamento conturbado com o Rock’n’roll, perfumado com tulipas, sativas e girassóis, ao que se seguiu um divórcio sob o signo dos jacintos e das papoilas. Vieram depois tempos felizes de namorico e flirtação com o Jazz, aromatizados por orquídeas e lírios. Há um ano, Lena promove uma “despedida de solteira”, decorada com nenúfares e margaridas, e mergulha de cabeça num novo enlace… que não deu certo! Agora, Lena d’Água – ela própria uma flor – propõe-nos umas “facadinhas no matrimónio” numa encantadora ménage à trois,. Achamos muito bem! É que são umas “facadinhas” saborosas, com canções de Sérgio Godinho, Nóbrega e Sousa, José Mário Branco, ou Luis Pedro Fonseca! Com estes, sim, vale a pena arrancar pétalas às margaridas! Acompanhada por Filipe Melo (piano) e João Moreira (trompete), Lena vai regar com a sua própria Água as aquilégias da leviandade. A conferir na florista Maxime, à Praça da Celidónia, perdão, da Alegria, no próximo dia 30 de Novembro – uma noite de flores. Leve a sua!

Sunday, November 25, 2007

MOVIMENTO ANTI-TGV EM ALCOBAÇA JÁ TEM UM BLOGUE!

Pois é. A tal Rave parece continuar muito decidida a violentar uma parte substancial do concelho de Alcobaça, nomeadamente aquela onde resido, na freguesia de S. Vicente. Nunca gostei de raves de qualquer género, mas esta é claramente a pior e (social, financeira e ambientalmente) mais ofensiva que já vi (será do enxofre?). A reacção a esses potenciais esventradores do concelho de Alcobaça continua (felizmente!) , por mais que alguns (desgostosamente hipócritas) delegados do "nosso" socrático (no pior sentido) governo no nosso concelho continuem a tentar muito demagogicamente desmotivar... O Movimento Anti-TGV em Alcobaça continua de pedra e cal e até já aderiu à blogosfera! O movimento criou um blogue, cujo endereço é http://www.tgvnunca.blogspot.com e essa será certamente mais uma boa ajuda para todos os que se continuam a opôr aos desmandos socráticos (no pior sentido) da tal Rave. Vamo-nos a eles, antes que se faça tarde!

25 DE NOVEMBRO DE 1975: O FIM DO SONHO OU O INÍCIO DE UM NOVO PESADELO?

Faz hoje 32 anos que, durante a madrugada, pára-quedistas da Base Escola de Tancos se revoltaram e ocuparam as bases aéreas de Tancos, Monte Real e Montijo, tomando também o comando da 1ª Região Aérea, em Monsanto, onde prenderam o seu comandante, general Pinho Freire. Iniciava-se assim o golpe militar de 25 de Novembro, cujo desencadear acabaria por assinalar o fim do chamado Verão Quente de 1975, que se iniciara em 11 de Março do mesmo ano, em consequência de outro golpe militar. Os revoltosos desse dia haviam também controlado os acessos à auto-estrada do Norte e ao Aerporto da Portela, em Lisboa, junto ao Ralis, tendo também a Escola Prática de Administração Militar ocupado os estúdios da RTP. O clima de golpe militar vivia-se no país há algumas semanas e nessa mesma noite se registara a substituição de Otelo Saraiva de Carvalho por Vasco Lourenço no comando da Região Militar de Lisboa, facto que terá despoletado o arranque daquele golpe militar. A esperada reacção a essa tentativa de tomar o poder em Portugal seria potencializada por uma série de militares ligados ao chamado Grupo dos Nove, organizados em torno de Melo Antunes e Vasco Lourenço e comandados a partir de um centro operativo situado na Amadora, dirigido pelo então tenete-coronel Ramalho Eanes. O Regimento de Comandos chefiado por Jaime Neves acabaria por neutralizar, uma a uma, todas as unidades revoltosas, tendo-se mesmo registado três mortos no seu ataque ao Regimento da Polícia Militar, na Ajuda. Dois dias depois, os acontecimentos do 25 de Novembro são logisticamente encerrados, com a prisão de algumas dezenas de militares acusados de tentativa de golpe militar e com a nomeação de Ramalho Eanes como Chefe do Estado Maior do Exército, a título interino. Terminara o chamado Verão Quente de 1975, um período de 260 dias em que os portugueses tinham vivido entre o sonho e o pesadelo...
Os visitantes e amigos deste blogue lembrar-se-ão ainda certamente das postagens que aqui foram publicadas em 30 de Junho, 21 de Julho e 16 de Agosto deste ano, relembrando momentos fulcrais daquele período em Alcobaça. Ainda ontem, se registou na Rádio Cister de Alcobaça uma muito bem sucedida emissão especial do programa Publicamente, realizado e apresentado por Piedade Neto, que foi dedicada àquele período. Os convidados daquela emissão foram José Alberto Vasco, José Costa Pombo, Paulo José Moniz e Rui Baltazar, cujos testemunhos sobre aquela época em Alcobaça foram inquestionavelmente muito interessantes e esclarecedores, embora ainda tivesse ficado muita coisa por esclarecer...
Quanto a mim, José Alberto Vasco, a verdade é que tal como já aqui escrevi, iniciei o Verão Quente de 1975 como activo simpatizante organizado de um movimento trotzquista fundado em Coimbra, em Dezembro de 1973, a LCI, que era àquela época o maior e mais activo movimento de extrema-esquerda em Alcobaça. Curiosamente, muitos anos depois, dois dos seus activistas acabariam por ser Presidentes da Assembleia Municipal de Alcobaça, eleitos em representação do PSD. Tal como escrevei numa das postagens anteriormente referidas, o desenrolar daquele período, o chamado PREC (Processo Revlucionário em Curso), acabou por lentamente desencadear em mim um não menos enriquecedor período de reflexão interna e pessoal, durante o qual fui colocando muitas dúvidas a mim mesmo sobre as fundamentações da minha actividade política... Acabei por abandonar toda a actividade política que havia exercido em termos de organização partidária, enveredando por outro género de actividade, apenas enquadrado na defesa de motivações sociais. Uma dessas, foi, àquela época, a da organização de um movimento que lutava pela implantação do 7º ano (posteriormente 11º) liceal nocturno na Escola Secundária de Alcobaça. Foi essa a mtivação que me fez então deslocar várias vezes a Lisboa, ao Ministério da Educação, juntamente com outros elementos daquele movimento. Infelizmente, uma dessas deslocações acabaria por quase ficar definitivamente marcada pela morte, quando em 15 de Outubro desse ano, eu, o Carlos Sousa, o Vítor Pedrosa e o Duarte Areias nos dirigíamos a uma dessas reuniões no Ministério da Educação em Lisboa. Tivemos então um gravíssimo acidente de viação, na Ota, e ainda hoje parece impossível, ver o estado em que o Morris em que nos deslocávamos ficou e saber que os seus quatro ocupantes dali saíram cm vida, após violent embate contra um potente camião... A última coisa de que me lembro nesse dia foi de termos tido um furo, em Alcoentre, no cruzamento da Ponderosa. Pouco tempo depois ter-se-ia registado o tal violento embate, de que não me recordo, em virtude de um traumatismo craniano então sofrido ter apagado em mim a memória desses terríveis instantes, de que saí também com um braço partido. Vivi então alguns dias entre a vida e a morte, primeiro no Hospital de Vila Franca de Xira e depois no Hospital de Santa Maria. Conheço pelo menos duas pessoas que então telefonaram para esses hospitais e a quem responderam que eu já havia morrido... Felizmente, tanto eu como os meus três empenhados amigos sobrevivemos a esse acidente, embora na minha memória apenas subsistam os dias a partir da segunda quinzena de Novembro, quando regressei a casa dos meus pais, em Alcobaça, já livre das piores consequências físicas daquele acidente, mas ainda em fase de recuperação. Foi assim que o dia 25 de Novembro me apanhou de braço a peito... Recordo-me de que era um dia de chuva, escuro como o são muitos dias de Novembro... Quando saí de casa e cheguei à rua, dirigindo-me ao café do Arco de Cister, fui-me apercebendo, pouco a pouco, de que algo de muito grave se passava nesse dia em Portugal... E eu, vageando por Alcobaça, de braço ao peito, quase sem saber o que fazer ou o que me poderia acontecer... Fui acompanhando, muito apreensivo, o desenrolar dos acontecimentos desse dia... E a verdade é que então me apercebi, algo difusamente, que certamente se chegara ao fim de um sonho e muito provavelmente ao início de um novo pesadelo... Felizmente, acabaria por também me aperceber, mais claramente, de que o futuro de Portugal se começara finalmente a desenvolver a partir desse dia escuro e tão agitado...

Saturday, November 24, 2007

VAMOS VER A BANDA PASSAR NO FESTIVAL DE MÚSICA DA MAIORGA

Amanhã, domingo, 25 de Novembro, todos poderemos ir ver a(s) banda(s) passar na Maiorga, às 15 horas, num desfile pelas ruas daquela simpática localidade do concelho de Alcobaça. O desfile terá como destino o Centro Cultural da Sociedade Filarmónica Maiorguense, onde após aquele desfile se iniciará o Festival de Música da Maiorga. Nesse festival actuarão a Banda Filarmónica da Amadora, a Banda Filarmónica de Almada e a Banda Filarmónica da Maiorga, num evento com entradas livres e saídas altas, ou seja, com boa música filarmónica!

HOJE HÁ NOVA TERTÚLIA EM S. MARTINHO DO PORTO

Ora aí está mais uma Tertúlia de São Martinho do Porto: o tema é Os Níveis de Educação na Freguesia, e ocorrerá na noite sábado, 24 de Novembro, às 21 e 30, na Estalagem Concha (Largo Vitorino Fróis – São Martinho do Porto). É hoje à noite e valerá certamente a pena lá ir!

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO ALCOBAÇA REVISITADA; VIVÊNCIAS E PATRIMÓNIO FOI NOVAMENTE ADIADA

Tal como aqui noticiámos estava marcada para hoje a inauguração da muito aguardada exposição Alcobaça Revisitada: Vivências e Património, na Galeria de Exposições Temporárias da Ala Sul do Mosteiro de Alcobaça. A nova data prevista para essa inauguração ocorrerá muito provavelmente em meados do próximo mês de Dezembro. Esperamos...

Friday, November 23, 2007

CASA DA CULTURA DE S. MARTINHO DO PORTO ORGANIZA PASSEIO PEDESTRE NA PEDERNEIRA

A Casa da Cultura José Bento da Silva de S. Marinho do Porto organiza no próximo doming, 25 de Novembro, mais um dos seus habituais passeios de domingo. Desta vez, o passeio vai ter como local a vizinha Pederneira, registando também as participações do Grupo de Caminheiros dos Pimpões de Caldas da Rainha e do Clube Desportivo Pederneirense. O PERCURSO INICIAR-SE-Á ÀS 10 E 45, NA PRAÇA BASTIÃO FERNANDES, SEGUINDO PELA RUA DO MIRANTE, IGREJA DA MISERICÓRDIA, CEMITÉRIO, CAMINHO REAL E DEPOIS JUNTO AO EUCALIPTAL DA CÂMARA, PELA MATA FLORESTAL EM DIRECÇÃO AO MONTE DE S. BRÁS, DAÍ REGRESSANDO EM DIRECÇÃO À PEDERNEIRA, TERMINANDO NA PRAÇA BASTIÃO FERNANDES. O grau de dificuldade do percurso caracteriza-se como médio, sendo a sua duração de duas horas e trinta e o seu total de 8 Km. Recomenda-se a utilização de calçado apropriado para o campo e de indumentária adequada às condições climatéricas da época. Para participar, basta aparecer, não sendo necessário ser sócio de nada... É só ir!

CD DE TERESA CARDOSO DE MENEZES INCLUI COMPOSIÇÃO DE SÉRGIO AZEVEDO

Está já disponível no mercado o CD Upon a Star, da soprano Teresa Cardoso de Menezes, que inclui, em estreia discográfica, a composição Do Do, L'enfant Do, de autoria do compositor contemporâneo português Sérgio Azevedo. Essa peça é a primeira das Trois Petites Comptines, para voz e harpa, compostas expressamente para Teresa Cardoso de Menezes e para a harpista Andreia Marques, que tivemos o prazer de ouvir há alguns anos em Alcobaça, num concerto do Festival Música em Leiria, e que também participa neste interessantíssimo disco. Upon a Star inclui também composições populares e tradicionais de Natal e ainda peças de Vivaldi, Liszt, Schumann e Gershwin. Ora aí está uma bela sugestão para prenda de Natal!

CICLO THOMAS BERNHARD RELEMBRA O NÁUFRAGO E GLENN GOULD CENTRO CULTURAL DE BELÉM

Está a decorrer até 1 de Dezembro em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, um Ciclo Thomas Bernhard, que relembra a relação daquele escritor norte-americano com a música e com o teatro. Na próxima segunda-feira, 26 de Novembro, as atenções sobre esse ciclo centram-se numa sessão de leitura de um dos seus mais conhecidos romances, O Náufrago, que será lido pelo actor Tiago Rodrigues. Essa sessão decorrerá a partir das 21 horas, na Sala de Ensaio do Centro Cultural de Belém, e o seu interesse avoluma-se (e muito), dado que àquela leitura se seguirá a projecção do filme Glenn Gould: Variações Goldberg, realizado por Bruno Monsaigeon. Trata-se mesmo de uma sessão imperdível!

Thursday, November 22, 2007

GALERIA CONVENTUAL APRESENTA NOVA EXPOSIÇÃO DE D'ASSIS CORDEIRO EM ALCOBAÇA

A Galeria Conventual apresenta a partir do próximo sábado, 24 de Novembro, uma nova exposição de D'Assis Cordeiro em Alcobaça. Já todos sabemos que aquele é um dos artistas de representação visual mais queridos daquela galeria e do seu público, sendo esta nova exposição de D'Assis Cordeiro na Galeria Conventual intitulada e tematizada Apontamentos Sobre o Mosteiro de Alcobaça. Não basta escrever que é uma exposição imperdível, sendo mesmo necessário lá ir, para ver como é! A inuaguração está marcada para as 17 horas do próximo sábado.

ÉRAMOS TODOS MUITO AMIGOS, MAS A VERDADE É QUE ANDÁMOS AOS TIROS UNS AOS OUTROS EM ALCOBAÇA

Éramos realmente todos muito amigos, mas a verdade é que andámos mesmo aos tiros uns aos outros em Alcobaça. Tudo isso se passou durante o chamado Verão Quente de 1975 em Alcobaça e foi em boa hora que o programa Publicamente, semanalmente realizado e apresentado por Piedade Neto, na Rádio Cister de Alcobaça, se lembrou de recordar esses (apesar de tudo) memoráveis tempos em Alcobaça. Essa emissão especial Verão Quente de 1975 em Alcobaça será apresentada na emissão do próximo sábado do Publicamente, a partir das 11 e 30, prometendo um final de manhã cheio de belas e muito agitadas recordações na Rádio Cister de Alcobaça. Os convidados de Piedade Neto para essa emissão especial do Publicamente são José Alberto Vasco, José Costa Pombo, Paulo José Moniz e Rui Baltazar, tendo todos eles muito a dizer e recordar para esses tempos em que Alcobaça quase parecia o Far West... A não perder!

PAULA LEMOS APRESENTA NOVO LIVRO NA MARINHA GRANDE

A JORLIS, Edições e Publicações e a autora Paula Lemos promovem a sessão de lançamento do livro Vidas de Carvão - As Carvoeiras do Pinhal do Rei, no sábado, 24 de Novembro, às 15 e 30 horas, no Parque Florestal do Engenho, Marinha Grande. A obra será apresentada pelo Professor Doutor Moisés Espírito Santo. Paula Lemos nasceu na Marinha Grande, distrito de Leiria. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (variante Português/Inglês), pela faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em 1987, obteve o grau de Mestre em Estudos Portugueses (variante Culturas Regionais Portuguesas) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em 2006. Lecciona há 20 anos a disciplina de Português. Actualmente integra o quadro da Escola Secundária José Loureiro Botas, em Vieira de Leiria.
Sinopse da obra:
No extremo norte do concelho da Marinha Grande situa-se a aldeia do Pilado. No meio do pinhal, isolada do restante concelho e sem quaisquer atractivos, desde sempre os seus habitantes se habituaram a viver em autarcia. Amanhavam a terra, trabalhavam nas fábricas da Marinha e, dada a proximidade do Pinhal de Leiria, dedicaram-se à arte de fazer carvão. "Vidas de Carvão - As Carvoeiras do Pinhal do Rei" resulta da adaptação para livro da sua tese de Mestrado em Estudos Portugueses (variante de Culturas Regionais Portuguesas) realizada pela autora, sob o título “
As Carvoeiras da aldeia do Pilado e o Pinhal do Rei – uma abordagem etnossociológica”, sob a orientação do Professor Doutor Moisés Espírito Santo, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, com a classificação de Muito Bom. O livro aborda o modo de vida de um grupo social desta aldeia: as carvoeiras – suas condições sociais, os segredos da produção artesanal de carvão, a relação destas mulheres com o meio envolvente, nomeadamente o Pinhal de Leiria. Com efeito, este Pinhal tem sido o seu maior aliado, pois dele tiravam lenha para o carvão, caruma para os animais, madeira para móveis e casas. Com uma história secular, este pinhal, tal como as pessoas, tem uma grande história para contar… Como se fabrica o carvão artesanal nesta aldeia no século XXI? Quem o faz? Será uma actividade em vias de extinção? Como foi a vida desta gente no passado? As respostas a estas questões podem ser agora encontradas nesta publicação.
Valerá certamente a pena. É de ir!

DJ FRANK MAUREL EM VISEU, NO NB CLUB

O Dj Frank Maurel será a grande atracção da noite de sexta-feira, 23 de Novembro, em Viseu, no NB Club. Trata-se de uma Paulo Almeida Birthday Party, com champanhe à borla, e as mesas de mistura do NB Club serão também partilhadas pelos DJ's Marco Bastos e Xaninho. É de ir!

RUI HORTA APRESENTA SCOPE NO CENTRO CULTURAL DE BELÉM

Dança / Multimédia


SCOPE
Rui Horta Portugal
23 a 25 Novembro 2007
Grande Auditório
Centro Cultural de Belém

Dia 23 // 19h00 + 21h30
Dia 24 // 19h00 + 21h30
Dia 25 // 16h00 + 19h00
“Aprofundar o olhar sobre a comunicação e as inevitáveis fronteiras que entre nós colocamos. Espaço de manobra para a percepção dos mais ínfimos detalhes e das mais subtis diferenças.

O público dentro de um universo de dúvida e estranheza, num espaço cénico partilhado com os intérpretes, que a cada instante, condiciona a percepção. Aceitar esse lugar único de público em diálogo com a obra, de público transformador.

A percepção, o diferente olhar que temos da mesma realidade. Os intérpretes descobrem-se a si mesmos e o público reinventa o ângulo de visão. “Como és” e não “quem és” A enorme distância entre o “como” e o “quem” é a viagem da obra em busca do objecto o mais subjectivo de todos, o do desejo. “Vai-vem” entre a razão e a emoção, a surpresa e o trompe-l’'oeil.
Percurso sinuoso, construção virtual habitada pelos nossos próprios fantasmas, funcionando como uma verdade, algo que desloca o “que vemos” para o “que queremos ver”.
E que território de mal-entendido mais universal existirá que o do amor?
Cada um verá o que entender, ou melhor ainda, entenderá à sua maneira aquilo que quer ver.”

Rui Horta

Conceito, Espaço Cénico, Textos - RUI HORTA
Coreografia em colaboração com os intérpretes - RUI HORTA
Desenho de Luz e Multimédia - RUI HORTA / HELDER CARDOSO
Criação e Operação de Multimédia - HELDER CARDOSO
Música Original - TIAGO CERQUEIRA
Intérpretes - ROMEU RUNA / ELISABETH LAMBECK
Textos Adicionais - MIGUEL ROCHA
Adereços de Figurinos - LUIS LACERDA / NUNO TOMAZ
Produção - FILIPA HORA
Direcção Técnica - LUÍS BOMBICO
Co-Produção - CENTRO CULTURAL DE BELÉM, LISBOA / LABORAL ESCENA - CIUDAD DE LA CULTURA, GIJON / DANCECITY, NEWCASTLE / O ESPAÇO DO TEMPO, MONTEMOR-O-NOVO
Apoios Institucionais - MINISTÉRIO DA CULTURA / DIRECÇÃO GERAL DAS ARTES
Apoios - CÂMARA MUNICIPAL DE MONTEMOR-O-NOVO , ESCOLA SUPERIOR DE DANÇA, RESTART - ESCOLA DE CRIATIVIDADE E NOVAS TECNOLOGIAS
Tour Manager Nacional - FILIPA HORA | O ESPAÇO DO TEMPO
Tour Management Internacional - BRUNO HEYNDERICKX | CAMPAI VZW

Para maiores de 16 anos


Wednesday, November 21, 2007

THE POSTCARD BRASS BAND APRESENTA O SEU PRIMEIRO CD

É verdade! A The Postcard Brass Band vai apresentar o seu primeiro CD, também chamado The Postcard Brass Band, hoje à noite, em Lisboa, no Lux Jazz Sessions, às 22 horas. O som da banda é alegre e bem disposto, assumindo uma clara opção pelo mais puro jazz de New Orleans. A The Postcard Brass Band é formada por três excelentes e cada vez mais prestigiados instrumentistas alcobacenses: Mário Marques, no saxofone soprano, Ruben Santos, no trombone e Sérgio Carolino, no sousaphone, acompanhados pelo sabedor Michael Lauren, na percussão. O disco é lançado hoje à noite, mas o Nas Faldas da Serra já o anda a ouvir há alguns dias. E a verdade é que está a ficar cada dia mais deliciado com o que ali se toca e a maneira como ali se toca. Esse CD inclui, por exemplo, uma interpretação tão inebriante de Basin Street Blues (Basin Sousa Blues) de Spencer Williams que consegue ser muito mais que apenas mais uma excelente versão daquele tema: é uma das melhores que já ouvimos!

ÚLTIMA HORA! CASSETE CLINIC ALTEROU DATA DE ENTREGA DE CANDIDATURAS

A novidade foi mesmo agora recebida na redacção deste blogue e anuncia que foi alterada a data de entrega de candidaturas das bandas concorrentes ao Cassete Clinic/1º Concurso Bandas Com Sangue Novo, que está a ser promovido pelo Clinic Bar, de Alcobaça. Essa data foi alterada de 22 de Novembro para 6 de Dezembro, dando assim uma nova oportunidade de gravação de maquetes para as bandas interessadas em concorrer ao Cassete Clinic. E a verdade é que valerá certamente a pena, aqui se recordando, por exemplo, que além de terem a possibilidade de mostrar o seu talento em palco essas bandas poderão também ter à sua inteira disponibilidade uma digressão ibérica com oito datas. De que é que estão à espera?

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALCOBAÇA COMEMORA 6º ANIVERSÁRIO

Tendo iniciado a sua actividade em 2001, a Biblioteca Municipal de Alcobaça tem a missão de facilitar e promover o acesso dos cidadãos e munícipes à informação (através de vários suportes documentais), à formação, à cultura, ao lazer e às novas tecnologias da comunicação. Trata-se de uma casa que se preocupa e actua na formação de cidadãos leitores, participativos e integrados na sociedade, e não só... Eu, como cliente diário e assíduo daquela brilhante instituição, posso até garantir que aquele espaço cultural é sem dúvida a melhor sucedida instituição de interesse público do concelho de Alcobaça. Sem espinhas! A Biblioteca Municipal de Alcobaça tem contemplado os princípios definidos no Manifesto da UNESCO para as bibliotecas públicas, bem como as directrizes subjacentes à Rede Nacional de Leitura Pública, promovida pelo Ministério da Cultura.
A Biblioteca Municipal de Alcobaça comemora seis anos de existência no próxima sexta-feira, dia 23 de Novembro. O aniversário vai contar com um dia repleto de animação, que inicia logo pela manhã, às 10h30, com a actividade Cantar Contos”, dirigida por António Castanheira, contador de histórias. O contador regressa pelas 14h30 com uma nova história: A Viola e Outras histórias, seguido de Carlos Moreira, que interpreta Conto Para Que Tu Contes. As velas serão apagadas à noite, com a presença de elementos do executivo camarário. A partir das 21h30, a sessão estará aberta para um “Serão de Contos”, da responsabilidade de grandes contadores de histórias como o já referido António Castanheira, António Craveiro, Carlos Moreira, Júlio Santos entre outros. As comemorações continuam no dia 24, com o workshop O Lugar Onde Moram as Palavras, e com a actividade oficina de leitura O Universo Dentro de Mim, organizado pelo grupo Leituras em Movimento. Muitos parabéns Biblioteca Municipal de Alcobaça!

EXTENSÃO DO DOC LISBOA 2007 AO CINE-TEATRO DE ALCOBAÇA INAUGURA-SE NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

Foi no último mês de Outubro, entre os dias 18 e 28, que o mundo e o documentário passaram por Lisboa. A 5ª edição do Festival Internacional de Cinema Documental de Lisboa superou as melhores expectativas. Durante onze dias passaram pelas seis salas que acolheram o festival 32 601 espectadores, mais 10 100 espectadores que em 2006. O Doc Lisboa foi assim, e mais uma vez, um ponto de encontro privilegiado do público com realizadores e outros profissionais nacionais e estrangeiros do documentário (produtores, distribuidores, programadores, críticos...) e um fórum aberto de reflexão e discussão sobre o estado do mundo e a situação do cinema documental contemporâneo. Após o sucesso obtido nesta última edição, o Festival Internacional de Cinema Documental de Lisboa segue agora nas extensões e chega ao Cine-Teatro de Alcobaça, entre os próximos dias 23 e 26 de Novembro. Pela segunda vez naquele concelho, a extensão Doc Lisboa dará a oportunidade única de descobrir alguns dos filmes premiados e volta a destacar-se pela exibição de obras de produção nacional. Os filmes já estão escolhidos: "Poeticamente exausto, verticalmente só-A História de José Bação Leal" de Luísa Marinho (sexta, 23, às 14h 30 e 21h 30), "& etc" de Claúdia Clemente e "Era preciso fazer as coisas" de Margarida Cardoso (os vencedores na categoria de Melhor Curta e Longa-metragem Nacional respectivamente no sábado, 24, 21h 30), "A casa do Barqueiro" de Jorge Murteira (Melhor Primeira Obra Portuguesa no domingo, 25, 21h 30) e "Convicções" de Julies Fréres (Menção Especial para Melhor Filme Nacional na segunda, 26, às 14h 30 e 21h 30). Trata-se mesmo de uma séria aposta na descoberta de novos territórios cinematográficos, na grande diversidade, e na vitalidade do cinema do real. Por outras palavras: uma autêntica festa do documentário. É de ver!

Tuesday, November 20, 2007

ALCOBACENSE IRINA RAIMUNDO REALIZA WORKSHOP -OFICINAS DE PREPARAÇÃO DO NATAL- , EM LISBOA

A Casa dos Arcos promove os workshops Oficinas de Preparação do Natal I e II, nas suas instalações do Beco de Santa Helena nº 9, em Alfama (Lisboa). O primeiro desses workshops, Oficina I–Criação de Enfeites de Natal, decorrerá no próximo sábado, 24 de Novembro, entre as 15 e 30 e as 17 e 30, sendo ministrado pela alcobacense Irina Raimundo (Quando as luzes, os enfeites e outras decorações de natal começam a povoar as ruas da cidade começamos a pensar como vamos decorar a nossa árvore de natal. Neste natal a ATLA propõem que os enfeites de natal sejam personalizados, criados por si – reinventados; Que assumam novas cores - as suas cores; Que possam fazer as delícias de um amigo porque foram feitas por si – para ele; Vamos trazer para este Workshop coisas guardadas nos armários e nas gavetas – fios, linhas, tecidos, papéis e, tornar a decoração do próximo natal a mais bonita de todas).
A Oficina II – Criação de Embrulhos e Postais de Natal, realizar-se-á em 8 de Dezembro, também entre as 15 e 30 e as 17 e 30, sendo ministrado por Inês Pardal (Nesta oficina, vamos explorar o mundo dos materiais de desperdício e a riqueza que estes nos podem dar. Vamos poder fazer nosso próprio papel de embrulho e enfeites, tornando os nossos presentes ainda mais especiais, para além de também ter a oportunidade de criar os nossos próprios postais de natal. Os participantes podem trazer alguns materiais de desperdício que achem interessantes para o Workshop (papéis vários, tecidos, plásticos, tampinhas, etc.).
O preço de inscrição em cada um desses workshops é de 20 euros por pessoa, estando disponíveis inscrições e informações
pelos telefones 218879739 e 964217926, e pelo e-mail: cfac-atla@sapo.pt Será certamente muito interessante!

CIRQUE DU SOLEIL REGRESSA A LISBOA EM ABRIL DE 2008, PARA UM ESPECTÁCULO ÚNICO (E EXTRAORDINÁRIO!)

Anime-se quem não conseguiu bilhete para se deslumbrar com as suas recentes e memoráveis actuações em Lisboa e ficou cheinho de pena... O Cirque du Soleil estará de volta a Portugal, com um espectáculo extraordinário, em Abril de 2008. Não perca a experiência única de assistir a um espectáculo Cirque du Soleil no Grand Chapiteau, a assinatura cenográfica da companhia, e vá-se preparando para tentar garantir o seu ingresso em mais uma grande festa do circo contemporâneo em Portugal!

JOSÉ CID, O GRANDE JOSÉ CID, ACTUA NO CAMPO PEQUENO

José Cid vai provar a razão de ser da frase “Campo Pequeno em Grande!”, ó se vai! Não importa sol ou sombra, camarotes ou barreiras, lá estaremos ombro-a-ombro para aplaudir o grande Zé! É que as canções não acabaram, por muito que inteligentes, antiquários e fadistas – de crista lancem farpas! Por isso o controverso e camaleónico autor de “20 Anos”, “Domingo em Bidonville”, “Nossa Senhora do Tejo”, e outros êxitos de “Ontem Hoje e Amanhã”, convida Lisboa inteira para ouvir a sua música numa faena eclética em terrenos que lhe são favoráveis – o rock e a pop, e vice versa! José Cid está de volta às lides! Pela forma como faz da tristeza graça é um artista que terá sempre direito a uma saída em ombros – ou não fosse ele nascido na Chamusca! Olé! Vai ser no próximo sábado, 24 de Novembro, às 21 e 30, e além do mestre Cid e da sua banda estarão em palco convidados como André Sardet, Luís Represas e o quase mítico Quarteto 1111, que ali fará o seu tão aguardo reencontro. Promete ser mesmo uma noite imparável!

Monday, November 19, 2007

BANDAS FINALISTAS DO 1º CONCURSO DE MÚSICA BANDAS COM SANGUE NOVO/CASSETE CLINIC SÃO DIVULGADAS NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

Tal como já aqui divulgámos, decorre até quinta-feira, 22 de Novembro, o prazo de candidatura ao 1º Concurso de Música Bandas Com Sangue Novo/Cassete Clinic, organizado em Alcobaça, pelo Clinic. Na noite seguinte, a de sexta-feira, 23 de Novembro, serão anunciadas, à noite, no Palco Why Not do mesmíssimo Clinic, as oito bandas que disputarão entre si a fase final daquele concurso. Já vamos a caminho!

ZOMBIE 5/12: THE RETURN OF THE LIVING DEAD! THIS IS NOT A MOVIE...

Já visitei inúmeras exposições. Dos mais diversificados géneros e tipologias. Durante muitos anos. Penso que chegou a minha hora de também apresentar uma exposição de minha autoria. E vou fazê-lo. Trata-se de uma exposição de onze painéis com uma série de 124 fotografias a cores sobre papel, que comemora vinte anos de colaboração na imprensa local, regional e nacional. Essa exposição intitula-se Zombie 5/12: The Return of The Living Dead! This is Not a Movie… Sendo apresentada ao público entre 1 e 15 de Dezembro de 2007, em Coz, no Bazar das Monjas. A ideia surgiu-me dos filmes de George Romero e da fotografia de John Baldessari. As minhas personagens aparentam ser naturezas mortas, estáticas, inertes… Todavia, receio que a noite lhes permita ganhar vida e circular por esse mundo fora… Chamo-me José Alberto Vasco e ficarei eternamente agradecido pela amável visita de todos os que pretendam compartilhar a minha suposta arte de representação visual. Vale?

ENCONTRO IBÉRICO: REFLEXÕES EM TORNO DE MARÍA ZAMBRANO, EM LISBOA, NO INSTITUTO CERVANTES

Decorrerá na próxima quinta-feira, 22 de Novembro, em Lisboa, no Instituto Cervantes, o Encontro Ibérico: Reflexões em Torno de María Zambrano. O evento pretende relembrar o universo ímpar de ideias de María Zambrano (1904-1991), que desvela uma multiplicidade de sujeitos: a estética, a política, a poesia, a ética, a fenomenologia dos sonhos ou a religião, entre tantos outros. Entre os participantes contam-se Nuno Nabais, Maria João Cantinho, António Cabrita e Fernanda Henriques, garantindo a qualidade de um acontecimento que terminará às 22 horas, na Fábrica Braço de Prata, onde poderemos assistir a uma mesa redonda sobre a a importante filósofa. A não perder!

UNIVERSIDADE DO PORTO HOMENAGEIA STEPHEN STOER

Esta homenagen tem como objectivo chamar a atenção da comunidade académica e do público em geral para figuras da Universidade do.Porto que se tenham distinguido pelas acções que dedicaram à cidade e à sua Universidade, através de exposições evocativas da sua vida e obra. Nos anos anteriores, foram homenageados Abel Salazar, Marques da Silva, Magalhães Basto e Augusto Nobre.

PROGRAMA "HÍBRIDOS E IMAGINÁRIOS"

Homenagem a Stephen Stoer:

CONFERÊNCIAS:
Dia 23 de Novembro
Auditório do antigo edifício da Reitoria (Rua D. Manuel II), 17h30

Producing the global knowledge-based economy: the role of the international agencies
- Susan Robertson (University of Bristol)

Substantiation and Instantiation of the Globally Structured Agenda for Education
- Roger Dale (University of Auckland)

Homenagem a Stephen Stoer:
MESA REDONDA:
Dia 28 de Novembro
Auditório do antigo edifício da Reitoria (Rua D. Manuel II), 17h30

O imaginário nos labirintos da educação
- Alberto Carneiro (Escultor e professor da FAUP)
- Fernanda Flores (Psicoterapeuta)
- Carolina Negreiros (Professora da Escola Secundária Filipa de Vilhena
- José Adriano Fernandes (Médico Psiquiatra, Hospital Conde Ferreira)

CONFERÊNCIA:
Dia 2 de Dezembro
Galeria do Palácio, Biblioteca Almeida Garrett, 17h00

- Celeste Malpique, Médica Psiquiatra, Professora ICBASUP
- José Alberto Correia, Professor FPCEUP


A entrada é livre em todos os eventos.


Sunday, November 18, 2007

EXPOSIÇÃO -ALCOBAÇA REVISITADA: VIVÊNCIAS E PATRIMÓNIO- VAI SER INAUGURADA EM 24 DE NOVEMBRO

Vai ser inaugurada na tarde do próximo sábado, 24 de Novembro, na Galeria de Exposições Temporárias da Ala de S. Bernardo (Ala Sul) do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, a exposição Alcobaça Revisitada: Vivências e Património. Essa exposição, coordenada pelo historiador alcobacense Jorge Pereira de Sampaio, reúnirá mais de mil e quinhentas fotografias alusivas ao concelho de Alcobaça, procurando proporcionar um reencontro/descoberta entre os alcobacenses e a sua história. Lá estaremos!

PORTUGAL GANHOU À ARMÉNIA, EM LEIRIA, MAS A NOSSA SELECÇÃO NÃO SE LIVROU DE UMA MONUMENTAL ASSOBIADELA

A selecção nacional de futebol venceu ontem à noite, em Leira, a sua congénere arménia, por um a zero. O Nas Faldas da Serra não faltou à chamada, e lá esteve, de cachecol lusitano ao peito, a torcer pela dita selecção de todos nós. Além de uma natural satisfação por aquela vitória, ficámos também muito felizes em ter contribuido para pela primeira vez esgotar a lotação dessa infra-estrutura praticamente inútil e claramente dispendiosa que é o Estádio Dr Magalhães Pessoa, cuja lotação em jogos do clube da casa raramente atinge o milhar de espectadores... Infelizmente, essas satisfações ficaram claramente obscurecidas pelo facto de aquele jogo ter constituido um espectáculo deplorável, cuja fraca qualidade acabou por ser distinguida, por grande parte do público presente, com uma monumental assobiadela! É verdade que estava mesmo muito frio em Leiria, mas isso não constitui desculpa para profissionais pagos a preço de ouro terem defraudado em campo as expectativas dos milhares de espectadores que pagaram os seus bilhetes, não só na expectativa de assistir a uma vitória de Portugal, mas também de presenciar a arte de jogadores como o Cristiano Ronaldo, o Simão Sabrosa ou o Ricardo Quaresma, que pareceram estar-se nas tintas para as numerosas famílias completas (como a minha) que ali se deslocaram, pagando os seus bilhetes... Apenas o resultado se salvou daquele naufrágio e a verdade é que se exigia muito mais de uma equipa recheada de vedetas, que durante mais de uma hora e meia não se conseguiu mostrar superior a uma fraquísssima equipa da Arménia, que pouco melhor nos pareceu do que as equipas de solteiros e casados que costumam mostrar os seus dotes futebolísticos aos domingos de manhã no velho campo da bola do Carvalhal de Aljubarrota (infelizmente também ameaçado de destruição pelo socrático, no pior sentido, TGV Lisboa-Porto). Espero que na próxima quarta-feira à noite o público do Porto tenha mais sorte!