Wednesday, November 14, 2007

IX MOSTRA INTERNACIONAL DE DOCES E LICORES CONVENTUAIS DE ALCOBAÇA COMEÇA AMANHÃ

Começa amanhã, quinta-feira, 15 de Novembro, a IX Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais de Alcobaça. Não tenho nada contra o evento e muito menos contra os seus organizadores e participantes, mas é do conhecimento público que (até prova em contrário) sou convincentemente contra o facto de essa mostra se realizar no sector medieval do Mosteiro de Alcobaça. A prova em contrário que antes referi deve-se ao facto de aquele não ser um evento certificado, não se conhecendo qualquer prova efectiva de que realmente os Monges de Cister tenham feito sequer um doce conventual no interior daquele mosteiro. Parece-me também (muito!) abusivo que outros eventos congéneres também não certificados se tenham já também realizado no interior daquele belo edifício, tendo nomeadamente a ver com vinhos e com maçãs... Já aqui escrevi que esse tipo de procedimento transforma o Mosteiro de Alcobaça numa autêntica pastelaria gigante, numa espécie de taberna ou numa filial dos Hipermercados Modelo e continuo a defender que esse tipo de eventos se deveria realizar num género de infra-estrutura que Alcobaça ainda não tem (mas deverá ter!!): um pavilhão multi-usos. E não termino esta postagem sem aqui deixar também (bem!) alto o meu protesto de alcobacense (nascido no Bairro Hipólito) contra o facto de alguém ter colocado três vistosos (e naquele local inadequados) anúncios plastificados, de razoáveis e coloridas dimensões, na frente principal da ala norte, praticamente junto à entrada principal do Mosteiro de Alcobaça. Teriam os Monges de Cister nos seus tempos de Alcobaça autorizado um procedimento desse tipo? Certamente que não!

2 comments:

(.) said...

Meu caro,

muito bom e corajoso post, com o qual não poderia estar mais de acordo consigo!

Havemos de ver onde irá parar este folclore de muitíssimo mau gostp...

Valdemar Rodrigues

José Alberto Vasco said...

Caro Valdemar: pelo andar da carruagem prevejo que esse folclore de muitíssimo mau gosto ainda vá muito mais longe... Continuo a não entender muito bem os critérios (ou a sua falta) do IGESPAR...