DIA NÃO
De paisagens mentirosas
de luar e alvoradas
de perfumes e de rosas
de vertigens disfarçadas.
Que o poema se desnude
de tais roupas emprestadas
seja seco, seja rude
como pedras calcinadas.
Que não fale em coração
nem de coisas delicadas
que diga quando não
que não finja mascaradas.
De vergonha se recolha
se as faces tiver molhadas
para seus gritos escolha
as orelhas mais tapadas.
E quando falar de mim
em palavras amargadas
que o poema seja assim
portas e ruas fechadas.
Ah! que saudades do sim
nestas quadras desoladas.
JOSÉ SARAMAGO
Tuesday, January 30, 2007
RED LINE E CLUBE DE NATAÇÃO DE ALCOBAÇA DÃO BANHO AO ROCK ALCOBACENSE NO PRÓXIMO SÁBADO, 3 DE FEVEREIRO
A banda rock alcobacense Red Line continua imparável. O êxito da sua recente actuação de 16 de Dezembro em Alcobaça, na Pensão Mosteiro, ainda está fresquíssimo na memória do numeroso público que a ela assistiu, superlotando a sala de um modo que muitos fâs dos Red Line tiveram de os ouvir na rua, ao frio e à chuva... Esse êxito também não passou despercebido a quem não esteve lá, nomeadamente aos responsáveis do Clube de Natação de Alcobaça, que convidaram os Red Line para uma actuação no próprio espaço da Piscina Municipal da cidade, durante o aquecimento dos mais de 400 nadadores de todo o país que no próximo sábado, 3 de Fevereiro, participarão na XI Taça Cidade de Alcobaça. Os Red Line não foram convidados para ir lá fazer piscinas, nem o irão certamente fazer, prometendo antes mais uma desarrojada demonstração do seu novíssimo e viçoso rock! Já se sabe, mas vale sempre a pena repetir:
Sábado, 3 de Fevereiro, às 13 e 30, na Piscina Municipal de Alcobaça, concerto dos Red Line integrado na programação da XI Taça Cidade de Alcobaça- é de ir!
Sábado, 3 de Fevereiro, às 13 e 30, na Piscina Municipal de Alcobaça, concerto dos Red Line integrado na programação da XI Taça Cidade de Alcobaça- é de ir!
Monday, January 29, 2007
REFERENDO DE 11 DE FEVEREIRO: A PERGUNTA E OS SEUS CONCEITOS
Iniciando-se amanhã o período legal de campanha antes do referendo que 11 de Fevereiro chamará os portugueses a pronunciar-se sobre a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, achámos oportuno hoje aqui publicar um pertinente e esclarecedor texto incluido num folheto de propaganda da Juventude Socialista sobre esse assunto. O título/tema desse texto é A Pergunta e os Seus Conceitos, merecendo o mesmo leitura apurada, a fim de confirmarmos o que estará efectivamente em causa nessa votação, começando por relembrar a pergunta a que nesse dia iremos responder SIM ou -não-...
A pergunta é: Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
O texto explica seguidamente, em cinco alíneas, os conceitos inerentes a essa questão, do seguinte modo:
a) Despenalização-
Apesar do crime de aborto ser punido com pena de prisão até 3 anos, encontram-se previstas diversas situações de interrupção da gravidez não punível na lei actual. A pergunta do referendo relaciona-se com o alargamento das situações em que a interrupção da gravidez não é punida. Não se trata, portanto, de liberalizar o recurso à interrupção voluntária da gravidez, mas sim de identificar mais um caso em que ela não deve ser punida.
b) Interrupção Voluntária da Gravidez-
A referência na pergunta aprovada pela Assembleia da República à interrupção voluntária da gravidez recorre ao conceito que já se encontra no Código Penal para os casos de não punição, tornando claro que a intenção da iniciativa é a de despenalizar a conduta. O artigo 142.0 do Código Penal refere-se à interrupção da gravidez não punível.
c) Até às Dez Primeiras Semanas-
Trata-se de identificar um limite temporal em que o recurso à interrupção voluntária da gravidez seja o mais seguro possível para a saúde da mulher que recorre ao procedimento, permitindo-lhe um período de tempo para ponderar a sua decisão, em termos semelhantes à legislação de outros países. Note-se até, que na maioria dos países europeus, o prazo mais comum é de 12 semanas.
d) Por Vontade da Mulher-
Esta referência na pergunta visa esclarecer que estamos perante uma decisão livre da mulher que pretende interromper a gravidez, sendo um elemento essencial a inesxistência de coação e a possibilidade de formular uma escolha consciente e acompanhada.
e) Em Estabelecimento de Saúde Legalmente Autorizado-
Finalmente, aexigência de que a interrupção tenha lugar em estabelecimento de saúde legalmente autorizado visa assegurar as condições de segurança e de saúde para a realização do procedimento, permitindo eliminar o flagelo do aborto clandestino e enquadrar a interrupção voluntária da gravidez no contexto global do sistema de saúde, assegurando aconselhamento, acompanhamento posterior e a introdução na rede de apoio ao planeamento familiar.
Devo confessar que este texto coloca todos os pontos nos iis sobre os conceitos inerentes ao que estará em causa no próximo referendo de 11 de Fevereiro. Basta sabermos ler, sabermos entender o que lemos e ter dois olhos na cara para nos consciencializarmos que votar SIM nesse referendo é um imperativo de ordem moral e nacional!
A pergunta é: Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
O texto explica seguidamente, em cinco alíneas, os conceitos inerentes a essa questão, do seguinte modo:
a) Despenalização-
Apesar do crime de aborto ser punido com pena de prisão até 3 anos, encontram-se previstas diversas situações de interrupção da gravidez não punível na lei actual. A pergunta do referendo relaciona-se com o alargamento das situações em que a interrupção da gravidez não é punida. Não se trata, portanto, de liberalizar o recurso à interrupção voluntária da gravidez, mas sim de identificar mais um caso em que ela não deve ser punida.
b) Interrupção Voluntária da Gravidez-
A referência na pergunta aprovada pela Assembleia da República à interrupção voluntária da gravidez recorre ao conceito que já se encontra no Código Penal para os casos de não punição, tornando claro que a intenção da iniciativa é a de despenalizar a conduta. O artigo 142.0 do Código Penal refere-se à interrupção da gravidez não punível.
c) Até às Dez Primeiras Semanas-
Trata-se de identificar um limite temporal em que o recurso à interrupção voluntária da gravidez seja o mais seguro possível para a saúde da mulher que recorre ao procedimento, permitindo-lhe um período de tempo para ponderar a sua decisão, em termos semelhantes à legislação de outros países. Note-se até, que na maioria dos países europeus, o prazo mais comum é de 12 semanas.
d) Por Vontade da Mulher-
Esta referência na pergunta visa esclarecer que estamos perante uma decisão livre da mulher que pretende interromper a gravidez, sendo um elemento essencial a inesxistência de coação e a possibilidade de formular uma escolha consciente e acompanhada.
e) Em Estabelecimento de Saúde Legalmente Autorizado-
Finalmente, aexigência de que a interrupção tenha lugar em estabelecimento de saúde legalmente autorizado visa assegurar as condições de segurança e de saúde para a realização do procedimento, permitindo eliminar o flagelo do aborto clandestino e enquadrar a interrupção voluntária da gravidez no contexto global do sistema de saúde, assegurando aconselhamento, acompanhamento posterior e a introdução na rede de apoio ao planeamento familiar.
Devo confessar que este texto coloca todos os pontos nos iis sobre os conceitos inerentes ao que estará em causa no próximo referendo de 11 de Fevereiro. Basta sabermos ler, sabermos entender o que lemos e ter dois olhos na cara para nos consciencializarmos que votar SIM nesse referendo é um imperativo de ordem moral e nacional!
QUINTETO LUSOTANGO POTENCIA-SE COMO DIGNO REPRESENTANTE DA ARTE DE ASTOR PIAZZOLLA EM PORTUGAL
O Quinteto Lusotango foi fundado em 2001, ano em que se estreou num concerto em Palmela. Tendo Astor Piazzolla e a sua arte de renovação do Tango como fundamental referência, o Quinteto Lusotango foi criado à imagem do ensemble original do genial criador do Nuevo Tango, acrescentando-lhe o saxofone como enriquecimento de cor e carácter da sua sonoridade. O Quinteto Lusotango é formado por instrumentistas de apreciável valia técnica e interpretativa como o saxofonista João Pedro Silva, a pianista Alexandra Costa, o acordeonista Pedro Santos, o violinista António Miranda e o contrabaixista José Lúcio, todos eles músicos de créditos firmados e aprofundados nas melhores orquestras nacionais. Interpretando maioritária e essencialmente temas de Astor Piazzolla, o Quinteto Lusotango inclui também no seu repertório temas de alguns compositores de tango tradicional, como Alejandro Scarpino, Pedro Laurenz ou Mariano Mores.
O Quinteto Lusotango lançou em 2005 o seu carismático CD LusoTango Quinteto, continuando a actuar um pouco por todo o país, tendo também participado em Março de 2005 no VI Cumbre Mundial de Tango, em Sevilha, a que se seguiu um convite para tocar no I Festival Internacional de Tango de Viña del Mar, no Chile. A próxima actuação ao vivo e em concerto do Quinteto Lusotango ocorrerá já no próximo sábado, 3 de Fevereiro, no Teatro Municipal de Almada, que sucederá a uma sua convincente actuação no passado dia 20 de Janeiro no Cine-Teatro de Sobral de Monte Agraço. Sedução e encanto é o que o Quinteto Lusotango promete continuar a proporcionar a todos os apreciadores da arte do Tango!
O Quinteto Lusotango lançou em 2005 o seu carismático CD LusoTango Quinteto, continuando a actuar um pouco por todo o país, tendo também participado em Março de 2005 no VI Cumbre Mundial de Tango, em Sevilha, a que se seguiu um convite para tocar no I Festival Internacional de Tango de Viña del Mar, no Chile. A próxima actuação ao vivo e em concerto do Quinteto Lusotango ocorrerá já no próximo sábado, 3 de Fevereiro, no Teatro Municipal de Almada, que sucederá a uma sua convincente actuação no passado dia 20 de Janeiro no Cine-Teatro de Sobral de Monte Agraço. Sedução e encanto é o que o Quinteto Lusotango promete continuar a proporcionar a todos os apreciadores da arte do Tango!
Sunday, January 28, 2007
MOVIMENTO VOTO SIM NO REFERENDO DE 11 DE FEVEREIRO PASSOU POR ALCOBAÇA, COM DISTINÇÃO!
Realizou-se ontem ao fim da tarde, no Pequeno Auditório do Cine-Teatro de Alcobaça, a primeira sessão de debate e esclarecimento neste período de pré-campanha anterior ao referendo que no próximo dia 11 de Fevereiro dará oportunidade de os portugueses se pronunciarem sobre a possibilidade legal de Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez. Perante menos de 40 assistentes, as mandatárias daquele movimento Ofélia Moleiro e Sónia Fertuzinhos falaram sobre a sua experiência pessoal, partidária e legal sobre aquela questão, honrando em Alcobaça o modo distinto, urbano e civilizado com que a maioria dos movimentos em campanha pelo voto SIM naquele referendo tem protagonizado essa sua intervenção. Do lado do público, acabou por se registar idêntico procedimento, apenas com a desnecessária nuance de um jovem local ter subtilmente tentado desviar a atenção política para a intervenção do seu partido neste movimento, facto que em minha opinião não se deverá repetir, sob pena da possibilidade de causar divisões num movimento que até à data tem sido exemplar nesse campo, nomeadamente no âmbito da intervenção de deputados, militantes e simpatizantes do PSD, que não tiveram qualquer problema em fazer alunhar as suas convicções sobre o que estará em causa nesse referendo, junto a individualidades e personalidades do PS ou do BE. E aqui anoto que é esse posicionamento de muita gente alinhada com o PSD que tanto tem contribuido para amedrontar alguns sectores ligados ao voto -não- naquele referendo.
Os alcobacenses que assistiram a este debate foram poucos mas bons, tendo facilmente passado de assistentes a participantes, trocando também enriquecedoras experiências e opiniões. Posso então aqui escrever que esta presença do Movimento Voto Sim em Alcobaça mereceu nota alta e passagem com distinção, naquela que segundo as suas mandatárias nela presentes terá sido até esta data a sua sessão com menos público, mas com mais intervenção do público!
Os alcobacenses que assistiram a este debate foram poucos mas bons, tendo facilmente passado de assistentes a participantes, trocando também enriquecedoras experiências e opiniões. Posso então aqui escrever que esta presença do Movimento Voto Sim em Alcobaça mereceu nota alta e passagem com distinção, naquela que segundo as suas mandatárias nela presentes terá sido até esta data a sua sessão com menos público, mas com mais intervenção do público!
PCP EMITIU COMUNICADO SOBRE ENCERRAMENTO DO SERVIÇO DE PEDIATRIA DO HOSPITAL DE ALCOBAÇA: TARDE E A MÁS HORAS...
Os alcobacenses foram esta semana brindados com algo que não se via nem se lia há muito tempo pelas ruas de Alcobaça: um comunicado da Comissão Concelhia de Alcobaça do Partido Comunista Português. Sob o título Alcobaça: Que Saúde, Que Hospital?, aquele comunicado chorava baba e ranho acerca do recente encerramento do Serviço de Pediatria do Hospital de Alcobaça... Li esse comunicado de uma forma tão atenta quanto o necessário, e a verdade é que pensei cá para os meus botões: "mas por onde é que esta rapaziada tem andado?". O mesmíssimo comunicado alerta também para a possibilidade de proximamente poder também ser encerrado o Serviço de Ginecologia do Hospital de Alcobaça e só continuo a estranhar o eterno silêncio daquele partido sobre o longínquo encerramento da Serviço de Maternidade do mesmíssimo hospital. E lá pensei novamente cá para os meus botões: "mas estas senhoras e estes senhores continuam a não ter nada a dizer sobre o facto de há cerca de quatro décadas os alcobacenses nascerem em Caldas da Rainha, Leiria, Lisboa ou na Nazaré?".
Pois é. Formalmente, até gostei muito deste regresso aos saudosos tempos em que as comissões políticas locais dos maiores partidos nacionais emitiam regularmente comunicados sobre tudo o que então se passava e não se passava na nossa cidade e no nosso concelho. A única e fundamental diferença é que nessa época esses comunicados até tinham alguma pertinência política e alguma actualidade. É o que estranho neste comunicado do PCP/Alcobaça sobre o encerramento do Serviço de Pediatria do Hospital de Alcobaça. Que peca por tardio... É que eu ainda me lembro muito bem da época em que este grave problema se começou a levantar, já no final da década de 1990 e recordo-me até de uma minha crónica sobre essa questão, emitida em Fevereiro de 1999 aos microfones da Rádio Cister. Curiosamente, quer o PCP quer todos os outros partidos com assento em Alcobaça, andavam e continuaram muito caladinhos sobre o assunto, facto que como cidadão sempre estranhei... Relembrando sempre a minha opinião de que o enquadramento de todo este género de problemas estruturais que têm afectado Alcobaça, se tem aprofundado desde a época em que os alcobacenses começaram a nascer noutras cidades, nascendo logo com o seu cordão umbilical cortado às suas raízes naturais. Foi pena que também neste caso a Comissão Concelhia de Alcobaça do Partido Comunista Português apenas se tivesse lembrado de Santa Bárbara quando começou a trovejar...
Pois é. Formalmente, até gostei muito deste regresso aos saudosos tempos em que as comissões políticas locais dos maiores partidos nacionais emitiam regularmente comunicados sobre tudo o que então se passava e não se passava na nossa cidade e no nosso concelho. A única e fundamental diferença é que nessa época esses comunicados até tinham alguma pertinência política e alguma actualidade. É o que estranho neste comunicado do PCP/Alcobaça sobre o encerramento do Serviço de Pediatria do Hospital de Alcobaça. Que peca por tardio... É que eu ainda me lembro muito bem da época em que este grave problema se começou a levantar, já no final da década de 1990 e recordo-me até de uma minha crónica sobre essa questão, emitida em Fevereiro de 1999 aos microfones da Rádio Cister. Curiosamente, quer o PCP quer todos os outros partidos com assento em Alcobaça, andavam e continuaram muito caladinhos sobre o assunto, facto que como cidadão sempre estranhei... Relembrando sempre a minha opinião de que o enquadramento de todo este género de problemas estruturais que têm afectado Alcobaça, se tem aprofundado desde a época em que os alcobacenses começaram a nascer noutras cidades, nascendo logo com o seu cordão umbilical cortado às suas raízes naturais. Foi pena que também neste caso a Comissão Concelhia de Alcobaça do Partido Comunista Português apenas se tivesse lembrado de Santa Bárbara quando começou a trovejar...
Saturday, January 27, 2007
A NÃO ESQUECER: SESSÃO DE DEBATE DO MOVIMENTO VOTO SIM NO REFERENDO DE 11 DE FEVEREIRO
Recordamos que hoje, sábado, 27 de Janeiro, às 18 horas, o Movimento Voto Sim promove um debate sobre o que estará em causa no próximo referendo de 11 de Fevereiro, no Pequeno Auditório do Cine-Teatro de Alcobaça. Essa sessão registará a participação das deputadas Ofélia Moleiro e Sónia Fertuzinhos, mandatárias daquele movimento, que certamente nos ajudarão a ficar ainda mais convictos em defesa do voto SIM num referendo em que seremos chamados a opinar sobre a Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez. Não deveremos faltar, nem nesta sessão de esclarecimento nem na votação de 11 de Fevereiro. Pelo SIM!
ÀS TERÇAS-FEIRAS COM A CEDECE REGRESSAM EM 30 DE JANEIRO
O ciclo Às Terças-Feiras Com a Cedece regressa em 2007, esperando aprofundar o êxito do ano anterior. A primeira sessão desse ciclo em 2007 será apresentada na próxima terça-feira, 30 de Janeiro, no Celeiro do Mosteiro de Alcobaça. Nesta sua primeira Às Terças-Feiras Com a Cedece, a companhia de dança sedeada em Alcobaça dará aos seus visitantes uma belíssima oportunidade de Conhecer de Perto o Velho e Parte do Novo Elenco da Cedece. Merece uma visita!
Friday, January 26, 2007
LANÇAMENTO DE MAIS UM PERTINENTE LIVRO, CUJA LEITURA SERÁ OPORTUNA ATÉ AO REFERENDO DE 11 DE FEVEREIRO
Felizmente, o sector editorial português está a revelar pleno sentido de abertura, oportunidade e actualidade neste período de debate e reflexão antes do referendo que em 11 de Fevereiro possibilitará aos eleitores portugueses a oportunidade de se pronunciarem, favorável ou contrariamente, a respeito da despenalização da interrupção voluntária da gravidez.
Segunda-feira, 29 de Janeiro, essa tenacidade editorial confirmar-se-á (felizmente) mais uma vez, às 18 horas, em Lisboa, na Livraria Almedina do Atrium Saldanha, com o lançamento do livro Crime ou Castigo?-Da Perseguição das Mulheres Até à Despenalização do Aborto, pertinente estudo que nos apresenta uma objectiva discussão histórica sobre a temática do aborto, desde a Antiguidade até aos dias de hoje. A autora desse livro é Ana Campos, médica especialista em obstetrícia e ginecologia, Mestre em Sexologia pela Universidade Nova de Lisboa. A apresentação do livro estará a cargo da médica Maria José Alves e do professor universitário Nuno Monteiro Pereira.
Segunda-feira, 29 de Janeiro, essa tenacidade editorial confirmar-se-á (felizmente) mais uma vez, às 18 horas, em Lisboa, na Livraria Almedina do Atrium Saldanha, com o lançamento do livro Crime ou Castigo?-Da Perseguição das Mulheres Até à Despenalização do Aborto, pertinente estudo que nos apresenta uma objectiva discussão histórica sobre a temática do aborto, desde a Antiguidade até aos dias de hoje. A autora desse livro é Ana Campos, médica especialista em obstetrícia e ginecologia, Mestre em Sexologia pela Universidade Nova de Lisboa. A apresentação do livro estará a cargo da médica Maria José Alves e do professor universitário Nuno Monteiro Pereira.
MOEDA DE COLECÇÃO MOSTEIRO DE ALCOBAÇA JÁ SE ENCONTRA À VENDA EM ALCOBAÇA
Está desde esta semana à venda na loja do IPPAR no Mosteiro de Alcobaça a moeda de colecção em prata dedicada ao nosso Mosteiro de Santa Maria, integrada na série Património Mundial Classificado Pela Unesco, cunhada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Essa moeda é de autoria de Fernando Conduto. tendo o valor facial de 5 euros e acabamento proof, sendo vendida embalada num estojo com certificado de garantia numerado. A moeda Mosteiro de Alcobaça tem 30 mm de diâmetro e um belíssimo aspecto, pesando 14 gramas, dela tendo sido emitidos 6000 exemplares. O seu preço de venda ao público é de 45 euros e 22 cêntimos, aqui se avisando os interessados em comprar essa preciosidade de que não deverão perder muito tempo, dado que outros exemplares da mesma colecção de moedas se encontram já esgotados nas lojas do IPPAR, como é o caso das moedas dedicadas ao Convento de Cristo em Tomar e ao Centro Histórico de Évora. Depois não digam que não avisámos...
Thursday, January 25, 2007
A JUSTEZA DE ENUNCIAR 14 RAZÕES PARA VOTAR SIM NO PRÓXIMO REFERENDO DE 11 DE FEVEREIRO
Nunca será demais relembrar e enunciar as razões que nos levam a votar SIM no próximo referendo de 11 de Fevereiro sobre a Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez. A mensagem de apoio ao voto SIM nesse referendo que hoje aqui deixamos é retirada da front page do blogue do Movimento Cidadania e Responsabilidade Pelo Sim. Lê-la e apreendê-la vale muito mais que ouvir a hipocrisia, os desmandos e a demagogia que, infelizmente, continuam a campear do lado de muitos dos que se opõem à nossa movimentação pelo SIM! São estas as 14 Razões Para Votar Sim que o Movimento Cidadania e Responsabilidade Pelo Sim nos enuncia no seu blogue e com as quais não podíamos estar mais de acordo:
Porque somos cidadãs e cidadãos responsáveis e comprometidos/as com a defesa dos direitos humanos e queremos intervir neste debate não como eleitoras/es de um ou outro partido político, ou mesmo sem partido, mas antes como pessoas conscientes dos seus deveres e direitos cívicos. [1] Porque está em causa o respeito pela dignidade, autonomia e consciência individual de cada pessoa e pelos princípios da igualdade e da não discriminação entre mulheres e homens. [2] Porque somos a favor de uma maternidade e paternidade plenamente assumidas e responsáveis antes e depois do nascimento. [3] Porque o direito à maternidade consciente e à saúde reprodutiva são direitos fundamentais. [4] Porque as mulheres, como os homens, têm direito à reserva da intimidade da vida privada e familiar. [5] Porque somos a favor da vida em todas as suas dimensões. [6] Porque é um elemento essencial do Estado de direito o princípio da separação entre a Igreja Católica ou qualquer outra confissão religiosa e o Estado. [7] Porque o que está em causa não é o 'direito ao aborto', nem ‘ser a favor do aborto’, mas antes o respeito pelas mulheres que decidem interromper uma gravidez até às 10 semanas, por, em consciência, não se sentirem em condições para assumir uma maternidade. [8] Porque a penalização do aborto dá origem à interrupção voluntária da gravidez em situação ilegal e insegura, o que tem consequências gravosas para a saúde física e psicológica das mulheres que a ela recorrem. [9] Porque uma lei penal ineficaz e injusta é uma lei constitucionalmente ilegítima. [10] Porque consideramos que a sujeição das mulheres a processos de investigação, acusação e julgamento pelo facto de fazerem um aborto atenta contra os valores da sua autonomia e dignidade enquanto pessoas humanas. [11] Porque nenhuma proposta de suspensão do processo liberta as mulheres da perseguição policial e judicial que antecede o julgamento, envolvendo sempre uma devassa da sua vida privada, e deixando a pairar necessariamente sobre elas uma ameaça de sanção que pode vir a concretizar-se no futuro. [12] Porque a proibição do aborto dá origem à gravidez forçada o que se traduz em violência institucional. [13] Porque uma lei que despenalize o aborto não obriga nenhuma mulher a abortar. [14] VAMOS VOTAR SIM NO PRÓXIMO REFERENDO.
Porque somos cidadãs e cidadãos responsáveis e comprometidos/as com a defesa dos direitos humanos e queremos intervir neste debate não como eleitoras/es de um ou outro partido político, ou mesmo sem partido, mas antes como pessoas conscientes dos seus deveres e direitos cívicos. [1] Porque está em causa o respeito pela dignidade, autonomia e consciência individual de cada pessoa e pelos princípios da igualdade e da não discriminação entre mulheres e homens. [2] Porque somos a favor de uma maternidade e paternidade plenamente assumidas e responsáveis antes e depois do nascimento. [3] Porque o direito à maternidade consciente e à saúde reprodutiva são direitos fundamentais. [4] Porque as mulheres, como os homens, têm direito à reserva da intimidade da vida privada e familiar. [5] Porque somos a favor da vida em todas as suas dimensões. [6] Porque é um elemento essencial do Estado de direito o princípio da separação entre a Igreja Católica ou qualquer outra confissão religiosa e o Estado. [7] Porque o que está em causa não é o 'direito ao aborto', nem ‘ser a favor do aborto’, mas antes o respeito pelas mulheres que decidem interromper uma gravidez até às 10 semanas, por, em consciência, não se sentirem em condições para assumir uma maternidade. [8] Porque a penalização do aborto dá origem à interrupção voluntária da gravidez em situação ilegal e insegura, o que tem consequências gravosas para a saúde física e psicológica das mulheres que a ela recorrem. [9] Porque uma lei penal ineficaz e injusta é uma lei constitucionalmente ilegítima. [10] Porque consideramos que a sujeição das mulheres a processos de investigação, acusação e julgamento pelo facto de fazerem um aborto atenta contra os valores da sua autonomia e dignidade enquanto pessoas humanas. [11] Porque nenhuma proposta de suspensão do processo liberta as mulheres da perseguição policial e judicial que antecede o julgamento, envolvendo sempre uma devassa da sua vida privada, e deixando a pairar necessariamente sobre elas uma ameaça de sanção que pode vir a concretizar-se no futuro. [12] Porque a proibição do aborto dá origem à gravidez forçada o que se traduz em violência institucional. [13] Porque uma lei que despenalize o aborto não obriga nenhuma mulher a abortar. [14] VAMOS VOTAR SIM NO PRÓXIMO REFERENDO.
ÚLTIMA SEMANA DA PETIÇÃO PELA ACESSIBILIDADE ELECTRÓNICA PORTUGUESA
A Petição pela Acessibilidade Electrónica Portuguesa que aqui noticiámos em 10 de Janeiro está já na recta final da recolha de assinaturas. Até ao dia 31 de Janeiro de 2007, esperam-se todas
as assinaturas que seja possível. É muito, muito importante que todos ajudem e colaborem nesta causa. Quantas mais assinaturas, mais força terão as nossas reivindicações quando a Petição for discutida pelos deputados na Assembleia da República.
Por favor, assinem e divulguem: são os últimos sete dias de recolha de assinaturas e já foram conseguidas mais de 6100!
Essa petição foi lançada no dia 3 de Dezembro, sendo destinada à Assembleia da República, tendo como objectivo que a Internet, o software, o Multibanco, a televisão, as comunicações móveis e máquinas de venda de produtos e serviços, sejam acessíveis a pessoas deficientes e idosas, cerca de 20% da população portuguesa.
A aprovação de tais medidas conduziria a uma substancial melhoria da qualidade de vida, tanto profissional como pessoal desta grande fatia da população.
Note-se que os meios electrónicos estão cada vez mais presentes na nossa vida e que são cada vez mais importantes. Por isso, é imperioso que todas as pessoas possam usufruir deles, o que não acontece actualmente.
Se é português maior de idade, colabore com a acessibilidade e com mais de dois milhões de portugueses, assinando esta petição até ao dia 31 de Janeiro de 2007 em:
http://www.lerparaver.com/acessibilidade
as assinaturas que seja possível. É muito, muito importante que todos ajudem e colaborem nesta causa. Quantas mais assinaturas, mais força terão as nossas reivindicações quando a Petição for discutida pelos deputados na Assembleia da República.
Por favor, assinem e divulguem: são os últimos sete dias de recolha de assinaturas e já foram conseguidas mais de 6100!
Essa petição foi lançada no dia 3 de Dezembro, sendo destinada à Assembleia da República, tendo como objectivo que a Internet, o software, o Multibanco, a televisão, as comunicações móveis e máquinas de venda de produtos e serviços, sejam acessíveis a pessoas deficientes e idosas, cerca de 20% da população portuguesa.
A aprovação de tais medidas conduziria a uma substancial melhoria da qualidade de vida, tanto profissional como pessoal desta grande fatia da população.
Note-se que os meios electrónicos estão cada vez mais presentes na nossa vida e que são cada vez mais importantes. Por isso, é imperioso que todas as pessoas possam usufruir deles, o que não acontece actualmente.
Se é português maior de idade, colabore com a acessibilidade e com mais de dois milhões de portugueses, assinando esta petição até ao dia 31 de Janeiro de 2007 em:
http://www.lerparaver.com/acessibilidade
Wednesday, January 24, 2007
RELEMBRANDO O QUE ESTARÁ EM CAUSA NO REFERENDO DE 11 DE FEVEREIRO
Relatos de algumas sessões de esclarecimento e debate organizados por movimentos que defendem o voto SIM no próximo referendo de 11 de Fevereiro referem uma estratégia seguida por movimentos que se opõem a esse posicionamento na questão da despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Essa estratégia é a de infiltrarem elementos conotados com esses movimentos nessas sessões, tal como ontem se passou em Caldas da Rainha, fazendo perguntas cujo sentido demagógico e subtilmente provocatório tende a causar divisões no seio dos defensores do voto SIM presentes nessas sessões, tentando inclusivamente desvirtuar o que efectivamente estará em causa nesse dia. É claro que quem está convictamente do lado do SIM sabe que o que iremos votar nesse referendo é, única e exclusivamente, se concordamos com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada por opção da mulher, até às 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado. Mas teremos de estar preparados para defender esse nosso posicionamento com a civilidade e urbanidade suficientes para reagir racionalmente a esse género de provocações...
Relembrando que o Movimento Voto Sim organizará na tarde do próximo sábado, 27 de Janeiro, um debate em Alcobaça, aproveitamos para hoje aqui publicar integralmente a Declaração de Princípios daquele movimento, onde é essencialmente sublinhado o que estará em causa no referendo de 11 de Fevereiro:
Oito anos após a realização do Referendo sobre a despenalização do aborto a sociedade portuguesa vai voltar a pronunciar-se sobre uma matéria que é transversal e sobre a qual o nosso País tem uma legislação restritiva comparando com os outros países da Europa, sendo um país, para além da Irlanda, Malta e Polónia, que leva mulheres a Tribunal por terem interrompido uma gravidez, sujeitando-as a uma pena que pode ir até 3 anos de prisão.
Os julgamentos da Maia, Aveiro, Setúbal e Lisboa são exemplos dos efeitos da actual Lei: não evita o aborto e muito menos o aborto clandestino, humilha, penaliza e perpetua a exploração das mulheres, sobretudo as mais pobres.
A pergunta que vai ser colocada a referendo é a seguinte:
“Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?”
Nesta pergunta estão colocadas três questões essenciais:
- a despenalização, que determina o fim da pena de prisão de 3 anos ou de outra pena para a mulher que abortou, logo no início da gravidez;
- o fim do aborto clandestino, garantindo a sua realização em condições de segurança nos estabelecimentos de saúde;
- e o respeito pela mulher que tomou a decisão, sempre difícil, de interromper a gravidez nos casos previstos na Lei
A resposta a esta pergunta só pode ser SIM, em nome da dignidade das mulheres, em nome da saúde pública.
Digamos presente: pelo voto SIM!
Relembrando que o Movimento Voto Sim organizará na tarde do próximo sábado, 27 de Janeiro, um debate em Alcobaça, aproveitamos para hoje aqui publicar integralmente a Declaração de Princípios daquele movimento, onde é essencialmente sublinhado o que estará em causa no referendo de 11 de Fevereiro:
DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS
Movimento VOTO SIMOito anos após a realização do Referendo sobre a despenalização do aborto a sociedade portuguesa vai voltar a pronunciar-se sobre uma matéria que é transversal e sobre a qual o nosso País tem uma legislação restritiva comparando com os outros países da Europa, sendo um país, para além da Irlanda, Malta e Polónia, que leva mulheres a Tribunal por terem interrompido uma gravidez, sujeitando-as a uma pena que pode ir até 3 anos de prisão.
Os julgamentos da Maia, Aveiro, Setúbal e Lisboa são exemplos dos efeitos da actual Lei: não evita o aborto e muito menos o aborto clandestino, humilha, penaliza e perpetua a exploração das mulheres, sobretudo as mais pobres.
A pergunta que vai ser colocada a referendo é a seguinte:
“Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?”
Nesta pergunta estão colocadas três questões essenciais:
- a despenalização, que determina o fim da pena de prisão de 3 anos ou de outra pena para a mulher que abortou, logo no início da gravidez;
- o fim do aborto clandestino, garantindo a sua realização em condições de segurança nos estabelecimentos de saúde;
- e o respeito pela mulher que tomou a decisão, sempre difícil, de interromper a gravidez nos casos previstos na Lei
A resposta a esta pergunta só pode ser SIM, em nome da dignidade das mulheres, em nome da saúde pública.
Digamos presente: pelo voto SIM!
CLINIC CONTINUA A ABRIR O PALCO A JOVENS MÚSICOS E INICIA PROGRAMA DE RESSURREIÇÃO DE VELHAS GLÓRIAS DO ROCK ALCOBACENSE: COMEÇANDO PELOS DEAD SOULS
Na noie da próxima 6ª feira, 26 de Janeiro, o alcobacense Clinic apresenta a 2ª sessão do seu programa Why Not?, cuja motivação fundamental é abrir o seu palco a jovens músicos que aguardam uma oportunidade de mostrar a sua arte. É claro que não será descabida nem inesperada a presença de músicos com créditos já firmados nesta 2ª sessão do Why Not?
Contudo, a grande novidade da semana em termos de programação do Clinic será o início de um seu novo ciclo de concertos. Esse ciclo será repetido de 3 em 3 meses e o seu leit motiv é reunir de novo em palco bandas que há muito não tocavam. Esse novo ciclo do Clinic será já inaugurado no próximo sábado, 27 de Janeiro, começando por muito adequadamente ressuscitar uma das bandas que durante a década de 1990 concorreram ao Concurso de Música Moderna de Alcobaça, organizado pelo Bar Ben: os The Dead Souls. Os Dead Souls incluiam alguns dos actuais componentes dos The Gift e, tal como a banda mais famosa de sempre do rock alcobacense, foram fundados em 1993, tendo concorrido no ano seguinte à 4ª edição daquele concurso. Reza a história que os The Dead Souls foram eliminados logo na 1ª eliminatória e que os The Gift seriam os 2ºs classificados nessa edição do Concurso de Música Moderna de Alcobaça, crescendo a partir daí para a sua merecida notoriedade actual. Será acertado aqui recordar a influência que os Joy Division então tinham (e ainda mantém) em muitas bandas do rock alcobacense, como é o caso dos The Dead Souls, cujo nome era o título de um dos mais notáveis temas da banda de Ian Curtis. Sendo também oportuno referir que um dos temas mais marcantes do início da actividade dos The Gift era precisamente uma sua fascinante versão de outro dos temas mais sedutores dos Joy Division: Decades. Pessoalmente, assisti, na noite do passado sábado, ao regresso de alguns dos The Dead Souls de um dos ensaios que a banda tem realizado com a finalidade de ressuscitar em grande no próximo sábado... Só posso aqui escrever que a avaliar pelo arzinho de satisfação que os meninos traziam, a "coisa" vai mesmo sair em grande! Vale?
Contudo, a grande novidade da semana em termos de programação do Clinic será o início de um seu novo ciclo de concertos. Esse ciclo será repetido de 3 em 3 meses e o seu leit motiv é reunir de novo em palco bandas que há muito não tocavam. Esse novo ciclo do Clinic será já inaugurado no próximo sábado, 27 de Janeiro, começando por muito adequadamente ressuscitar uma das bandas que durante a década de 1990 concorreram ao Concurso de Música Moderna de Alcobaça, organizado pelo Bar Ben: os The Dead Souls. Os Dead Souls incluiam alguns dos actuais componentes dos The Gift e, tal como a banda mais famosa de sempre do rock alcobacense, foram fundados em 1993, tendo concorrido no ano seguinte à 4ª edição daquele concurso. Reza a história que os The Dead Souls foram eliminados logo na 1ª eliminatória e que os The Gift seriam os 2ºs classificados nessa edição do Concurso de Música Moderna de Alcobaça, crescendo a partir daí para a sua merecida notoriedade actual. Será acertado aqui recordar a influência que os Joy Division então tinham (e ainda mantém) em muitas bandas do rock alcobacense, como é o caso dos The Dead Souls, cujo nome era o título de um dos mais notáveis temas da banda de Ian Curtis. Sendo também oportuno referir que um dos temas mais marcantes do início da actividade dos The Gift era precisamente uma sua fascinante versão de outro dos temas mais sedutores dos Joy Division: Decades. Pessoalmente, assisti, na noite do passado sábado, ao regresso de alguns dos The Dead Souls de um dos ensaios que a banda tem realizado com a finalidade de ressuscitar em grande no próximo sábado... Só posso aqui escrever que a avaliar pelo arzinho de satisfação que os meninos traziam, a "coisa" vai mesmo sair em grande! Vale?
Tuesday, January 23, 2007
JOVENS ALCOBACENSES EM MOVIMENTO PELO VOTO SIM NO REFERENDO DE 11 DE FEVEREIRO APROFUNDAM AS SUAS INICIATIVAS
O movimento de jovens alcobacenses em campanha pelo voto SIM no referendo de 11 de Fevereiro começou já a aprofundar as suas iniciativas. Dispondo já de autocolantes, cartazes e panfletos do movimento Jovens Pelo Sim, aquele empenhado grupo de jovens alcobacenses começou já a movimentar-se publicamente na sua distribuição. Essas iniciativas começaram e continuarão a localizar-se em locais de espectáculos em Alcobaça, culminando a semana na próxima segunda-feira, 29 de Janeiro, com uma acção de campanha no Mercado Municipal de Alcobaça. Na quinta-feira, 1 de Fevereiro, esse movimento apresentará publicamente o seu manifesto, distribuindo no dia seguinte, em Alcobaça, os seus próprios panfletos. Sábado, 3 de Fevereiro, o movimento de jovens alcobacenses pelo voto SIM em 11 de Fevereiro apresentará uma sessão de campanha no bar Linha Verde, no Casal da Areia, com uma noite de concertos e debate sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez. A partir desse dia e até ao final da campanha, em 9 de Fevereiro, o movimento continuará as suas iniciativas por toda a nossa região. E é claro que também não faltarão no dia 11 de Fevereiro, votando convictamente SIM!
INÊS DE CASTRO A PREÇO DE SALDO
Pois é, caros visitantes, editar poesia e prosa poética em Portugal continua a ser uma aventura apenas ao alcance de gente tão corajosa como destemida. Esse é o caso de Paula Mateus, que em Novembro de 2005 se lançou nessa aventura de criar uma editora no nosso país. A editora por si fundada, a Pássaro de Fogo, iniciou precisamente a sua actividade editorial publicando a peça teatral Linda Inês ou o Grande Desvairo, de Armando Martins Janeira, cujo excelente texto foi também excelentemente ilustrado por Paulo Ossião. Seguidamente, em 2006, a Pássaro de Fogo publicou as antologias poéticas temáticas Ser Mãe/Mãe Ser e De Natal em Busca, abrangendo poemas de autores portugueses dos últimos cem anos e também convincentemente ilustradas por Alfredo Luz. Ainda em 2006, a Pássaro de Fogo editaria novamente poesia, desta vez de autoria de Jorge Casimiro, que assim se estreava editorialmente com o seu livro Murmúrios Ventos. Infelizmente, parece que o empenho e a arte editorial de Paula Mateus tiveram também a infelicidade de ser atiradas contra a parede, num país em que a poesia continua a não se vender tanto como seria desejável...
A Pássaro de Fogo chegou agora a outra fase importante da sua ainda curta vida: a da triste realidade de tentar publicar poesia num país em que, segundo parece, a "literatura de bordel" já substituiu a "literatura de cordel" no "gosto" da maioria dos portugueses que ainda compram livros. Contudo, Paula Mateus ainda tenta resistir, na sua convicção de que "a poesia é o caminho para o futuro" (quem me dera que ela tivesse mesmo razão!) e lança-se agora noutra aventura, em defesa da qualidade e da beleza dos livros até agora editados pela Pássaro de Fogo.
A Pássaro de Fogo decidu assim fazer "saldos para valorizar a poesia", vendendo os seus livros com 50% de desconto sobre o preço de capa, sem IVA. Os nossos visitantes e amigos interessados em salvar a poesia e restaurar o ànimo editorial da Pássaro de Fogo, comprando os interessantes quatro livros até agora por si publicados, poderão contactar aquela editora pelos telefones 214534261 e 912192559 ou pelo e-mail passaro.fogo@netcabo.pt (e fiquem sabendo que muito me custa ver a Linda Inês ou o Grande Desvairo de Armando Martins Janeira ser vendida a preço de saldo para salvar a poesia!).
A Pássaro de Fogo chegou agora a outra fase importante da sua ainda curta vida: a da triste realidade de tentar publicar poesia num país em que, segundo parece, a "literatura de bordel" já substituiu a "literatura de cordel" no "gosto" da maioria dos portugueses que ainda compram livros. Contudo, Paula Mateus ainda tenta resistir, na sua convicção de que "a poesia é o caminho para o futuro" (quem me dera que ela tivesse mesmo razão!) e lança-se agora noutra aventura, em defesa da qualidade e da beleza dos livros até agora editados pela Pássaro de Fogo.
A Pássaro de Fogo decidu assim fazer "saldos para valorizar a poesia", vendendo os seus livros com 50% de desconto sobre o preço de capa, sem IVA. Os nossos visitantes e amigos interessados em salvar a poesia e restaurar o ànimo editorial da Pássaro de Fogo, comprando os interessantes quatro livros até agora por si publicados, poderão contactar aquela editora pelos telefones 214534261 e 912192559 ou pelo e-mail passaro.fogo@netcabo.pt (e fiquem sabendo que muito me custa ver a Linda Inês ou o Grande Desvairo de Armando Martins Janeira ser vendida a preço de saldo para salvar a poesia!).
Monday, January 22, 2007
REFERENDO DE 11 DE FEVEREIRO: MOVIMENTO VOTO SIM PASSA POR ALCOBAÇA!
Pensamos que o próximo referendo de 11 de Fevereiro sobre a Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez é um dos assuntos na ordem dia para todos nós. A questão é mesmo de capital importância e os debates e sessões de esclarecimento sobre o assunto continuam a disseminar-se um pouco por todo o país. Alcobaça não é nem deve ser excepção e podemos já aqui anunciar que no próximo sábado, 27 de Janeiro, às 18 horas, o Movimento Voto Sim apresentará uma sessão de esclarecimento no Pequeno Auditório do Cine-Teatro de Alcobaça, em que participarão as deputadas Ofélia Moleiro e Sónia Fertuzinhos, ambas mandatárias daquele movimento que, tal como nós, está em campanha pelo voto SIM naquele referendo! Recordamos que aquele movimento tem um blogue, cujo endereço é: http://www.votosim.blogspot.com
JORNAL DE LETRAS, ARTES E IDEIAS PUBLICA ENTREVISTA COM GONÇALO BYRNE
A edição desta quinzena do Jornal de Letras, Artes e Ideias publica a conclusão do notável e pertinente ensaio Os Portugueses em Busca de Si Próprios, de autoria de Vitorino Magalhães Godinho, cuja primeira parte foi publicada na edição anterior daquele importante quinzenário.
Como é habitual, esta edição do Jornal de Letras, Artes e Ideias inclui muitos outros motivos de interesse, um dos quais merecdedor da atenção dos alcobacenses. Trata-se da publicação de uma entrevista de quatro páginas com o Arq Gonçalo Byrne, responsável arquitectónico pelo Projecto de Requalificação da Zona Envolvente à Abadia de Santa Maria de Alcobaça, incluindo mesmo três fotografias a ele referentes, nomeadamente na capa daquela edição daquele quinzenário, onde surgem Gonçalo Byrne e uma maqueta daquele projecto. Sob o título Arquitectura Dialogante e tendo como ponto de partida a sua exposição Geografias Vivas, patente no Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém até 25 de Fevereiro, esta entrevista aborda mesmo numa das suas perguntas o tão discutido projecto elaborado por Gonçalo Byrne para o nosso Rossio, não deixando de ser um interessantíssimo objecto jornalístico, que nem mesmo esquece o facto de aquele arquitecto ser natural de Alcobaça. É de ler!
Como é habitual, esta edição do Jornal de Letras, Artes e Ideias inclui muitos outros motivos de interesse, um dos quais merecdedor da atenção dos alcobacenses. Trata-se da publicação de uma entrevista de quatro páginas com o Arq Gonçalo Byrne, responsável arquitectónico pelo Projecto de Requalificação da Zona Envolvente à Abadia de Santa Maria de Alcobaça, incluindo mesmo três fotografias a ele referentes, nomeadamente na capa daquela edição daquele quinzenário, onde surgem Gonçalo Byrne e uma maqueta daquele projecto. Sob o título Arquitectura Dialogante e tendo como ponto de partida a sua exposição Geografias Vivas, patente no Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém até 25 de Fevereiro, esta entrevista aborda mesmo numa das suas perguntas o tão discutido projecto elaborado por Gonçalo Byrne para o nosso Rossio, não deixando de ser um interessantíssimo objecto jornalístico, que nem mesmo esquece o facto de aquele arquitecto ser natural de Alcobaça. É de ler!
Sunday, January 21, 2007
ORCHESTRUTOPICA APRESENTA INTOLERÂNCIA NO CENTRO CULTURAL DE BELÉM
Intolerância é o título/tema do concerto que a Orchestrutopica apresntará no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, na quarta-feira, 24 de Janeiro. Num concerto cuja direcção artística cuja direcção artística é da responsabilidade de José Júlio Lopes, os instrumentistas da Orchestrutopica actuarão sob a direcção do maestro Jean-Sébastien Béreau, num programa que relembra o facto de a intolerância ter marcado muitos momentos da história e das vidas de milhões de pessoas, incluindo compositores e instrumentistas, facto que por vezes marca também a sua música.
Esse é o caso das duas composições que serã interpretadas neste concerto, começando pela versão para voz, flauta, clarinete, violino, violoncelo e piano de O King, composta por Luciano Berio em memória de Martin Luther King, utilizando música de Berio sobre textos de Claude-Lévi Strauss e Samuel Beckett e citações da partitura da Segunda Sinfonia de Gustav Mahler. O espectáculo concluir-se-á com o não menos notável Quatuor Pour la Fin des Temps, composta por Olivier Messiaen durante a sua detenção pelos nazis no campo de concentração de Stalag VIII-A, onde foi estreada em 15 de Janeiro de 1941, numa arrepiante e histórica interpretação de instrumentistas então ali presos para uma audiência de cinco mil pessoas maioritariamente composta por outros prisioneiros. Olivier Messiaen declararia posteriormente que "nunca antes fora ouvido com tanta atenção e compreensão"...
Esse é o caso das duas composições que serã interpretadas neste concerto, começando pela versão para voz, flauta, clarinete, violino, violoncelo e piano de O King, composta por Luciano Berio em memória de Martin Luther King, utilizando música de Berio sobre textos de Claude-Lévi Strauss e Samuel Beckett e citações da partitura da Segunda Sinfonia de Gustav Mahler. O espectáculo concluir-se-á com o não menos notável Quatuor Pour la Fin des Temps, composta por Olivier Messiaen durante a sua detenção pelos nazis no campo de concentração de Stalag VIII-A, onde foi estreada em 15 de Janeiro de 1941, numa arrepiante e histórica interpretação de instrumentistas então ali presos para uma audiência de cinco mil pessoas maioritariamente composta por outros prisioneiros. Olivier Messiaen declararia posteriormente que "nunca antes fora ouvido com tanta atenção e compreensão"...
DEBATE SOBRE O REFERENDO DE 11 DE FEVEREIRO NA FACULDADE DE CIÊNCIAS DE LISBOA
A Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências de Lisboa e a Plataforma Ciências Pelo Sim organizam um debate sobre o referendo de 11 de Fevereiro e a Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, em Lisboa, na próxima quinta-feira, 25 de Janeiro. Esse debate realizar-se-á no Anfiteatro 6.2.56 da Faculdade de Ciências de Lisboa, às 17 horas, nele participando como convidados José Diogo Ferreira Martins, da Plataforma Não Obrigada, e Isabel do Carmo, do Movimento Médicos Pela Escolha. Certamente que será mais um passo civilizado no caminho da discussão e do debate que conduzam o SIM a uma vitória naquele referendo!
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